Arquivado em: Cinema - Filmes, Corrida Mortal - Death Race | Tags: Ano 2000 - Corrida da Morte, crise econômica, David Carradine, Death Race 2000, Frankenstein, game, Jason Statham, Jensen Ames, Joan Allen, machine gun, Natalie Martinez, Paul Bartel, Paul W.S. Anderson, prisão, Roger Corman, trash-movie

Amanhã estréia Corrida Mortal, filme de Paul W.S. Anderson baseado no clássico trash-movie Ano 2000 – Corrida da Morte (Death Race 2000), dirigido por Paul Bartel e produzido pelo lendário Roger Corman em 1975. A nova produção chega ao Brasil com uma péssima carreira nos Estados Unidos. Lá, o filme teve uma bilheteria medíocre, arrecadando pouco mais de US$33 milhões em 24 dias em cartaz. Diferente da versão original, que é assumidamente despretenciosa e politicamente incorreta, a nova Corrida Mortal é soturna e se leva a sério demais. Mas tem aquele clima violento de muitos games famosos. Justamente por isso, quem gosta de games de corridas malucas e selvagens, pode se divertir muito com o filme.

A história se passa daqui a quatro anos, quando os Estados Unidos estarão mergulhados numa profunda
crise econômica onde fábricas fecharão todos os dias deixando milhões de trabalhadores desempregados (Ok, ok… isto é uma ficção e não tem nada a ver com o que está acontecendo hoje na economia americana). Numa dessas fábricas trabalhava Jensen Ames (Jason Statham) que, no mesmo dia em que perde o emprego, perde também sua mulher, assassinada por um misterioso criminoso. Pior: ele leva a culpa pelo crime e é enviado a uma prisão dirigida pela inescrupulosa Warden Hennessey (Joan Allen), que criou um dos maiores sucessos americanos desse futuro caótico: a tal Corrida Mortal, uma disputa num circuito dentro da prisão onde a única regra é não haver regras. Ali vale tudo e somente quem conseguir sobreviver e vencer cinco vezes ganhará o prêmio máximo: a liberdade!

Cada corredor tem sua equipe, um carro-arsenal-blindado e uma co-piloto selecionada entre as meninas-más de uma prisão feminina. Para a sorte dos corredores e prisioneiros, todas são gostosas, fazem caras e bocas e andam em câmera lenta. Depois das primeiras voltas, as armas são liberadas e a carnificina aumenta. Mas, ao contrário do filme de 1975, só há uma morte engraçadinha (ela é mostrada no fim do trailer). A versão original, ao contrário, prima pela criatividade nas mortes, já que o vencedor dessa corrida é o piloto que… atropela mais pessoas!!! Mulheres atropeladas valem menos pontos, mas velhinhos (de qualquer sexo) valem a pontuação máxima! Isso pode ser engraçado? Pode. E é completamente “politicamente incorreto” também. O mestre Roger Corman era especialista nesse tipo de filme: o grotesco com molho de tomate pra todo lado. A corrida atravessava o continente e muitas pessoas iam para as estradas desafiar o perigo e provocar os pilotos. Claro que isso geralmente acabava num atropelamento maluco para o deleite da platéia no cinema. Assim como na nova versão, dois pilotos buscavam a vitória a qualquer preço: Frankenstein, interpretado por David Carradine (Kill Bill), famoso na época pela série Kung Fu, e o rival Joe “Metralhadora” Viturbo, interpretado por Sylvester Stallone, que no ano seguinte ganharia fama por Rocky, Um Lutador.

para baixar papéis de parede com os carros radicais utilizados na Corrida Mortal.
Para conferir o trailer do novo filme,
. Para assistir ao trailer da versão original, de 1975,
.
Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas.
4 Comentários até o momento
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gostei demais!!!! com certeza está na minha lista de espera! ;)
Comentário por ulires 17|Outubro|2008 @ 8:33 amE nem vais esperar muito: a primeira sessão começa daqui a pouco!
Comentário por Francisco 17|Outubro|2008 @ 9:59 amEu ví e achei também muito bem feito…
Comentário por Daiane 26|Outubro|2008 @ 10:14 pmOi Daiane! Obrigado pelos seus comentários!!! Até agora, três de uma vez! Legal!
Comentário por Francisco 26|Outubro|2008 @ 10:35 pm