Um Blog no Planeta Mongo


A Primeira a gente nunca esquece


Recorte do jornal Tribuna da Imprensa (RJ), que publicou uma matéria assinada por Tito Silveira sobre a exposição realizada em São Paulo.

Hoje, 18 de junho, se comemoram os 60 anos da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos do mundo. Ela aconteceu em São Paulo, no ano de 1951, no Centro Cultura e Progresso, que ficava na Rua José Paulino, 64. Hoje, no endereço existe uma das dezenas de lojas de roupa que atraem milhões de comerciantes e sacoleiros à famosa rua de comércio popular da Capital paulista. Mas em 1951 abrigou uma iniciativa pioneira de cinco jovens artistas: Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado. Eles apresentaram as HQs como uma nova linguagem, uma nova arte. Porém, alguns contestam esse fato: “Essa não foi a primeira exposição de quadrinhos do mundo”. Não foi? Houve antes alguma exposição que tivesse a abrangência da brasileira? Foi uma mostra de desenhos ou foi uma exposição do trabalho de vários desenhistas de vários países? Por que tirar o mérito da nossa, que é reconhecida como a primeira exposição didática do mundo? Aos que questionam isso, o próprio Álvaro de Moya escreveu a carta que reproduzo a seguir. Vale a pena ler!


Acima, Flash Gordon, de Alex Raymond; Abaixo, Ferdinando (Li’l Abner) e o Shmoo, de Al Capp. Na foto mais abaixo aparecem Miguel Penteado e Jayme Cortez diante de originais de Hal Foster e Alex Raymond.

Primeira Exposição Internacional de
Histórias em Quadrinhos do Mundo?

Por Álvaro de Moya

Sei, sei.
Os irmãos Wright voaram antes de Santos Dumont e ninguém viu. Thomas Edison tentou registrar o cinematographo como invenção sua, mas um juiz americano vetou, alegando que o aparelho já existia. A única inovação era a cruz de malta. Ele registrou a cruz como sua e passou a cobrar um dólar de cada filme estrangeiro exibido nos Estados Unidos, conforme informou a revista Reader’s Digest. Isso até esse privilégio ser retirado pela Justiça dos Estados Unidos.

Santos Dumont desenhou o hangar e, provavelmente alguém já tinha pensado num relógio de pulso, antes do brasileiro e de Cartier. Bartolomeu de Gusmão fez o balão, Hércules Florense, a máquina fotográfica e um religioso de Campinas, a máquina de escrever.

Toda novidade surge num período em que há condições. Karl Marx escrevia O Capital, quando Engels fazia o mesmo e se associou a ele na teoria marxista. Darwin tinha pronto o livro A Origem das Espécies e adiava sua publicação preocupado com a Igreja, quando Wallace surgiu tentando publicar algo parecido.

Hal Foster fez uma exposição nos Estados Unidos exibindo sua coleção particular de objetos do período do seu Príncipe Valente. Conforme notícias, algo pode ter sido feito em termos de desenhos nos anos 50.

O que as enciclopédias americanas, espanholas, italianas e francesas escrevem é que (os franceses destacam) nossa Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos foi a primeira exposição didática sobre bandes dessinées.

A exposição brasileira de 18 de junho de 1951 tentava empiricamente, provar que quadrinhos eram uma forma de arte. Hoje, reivindica-se o termo Nona Arte para os comics. Naquela exposição, ligava-se as HQs ao cinema (com Orson Welles, Fritz Lang) e à literatura (com John Steinbeck, Thomas Mann, Dorothy Parker, Dashiel Hammett), mas observava-se que era uma expressão própria. Antevendo as teorias de comunicação de massa, usou-se o termo “expressão”, tirado do cinema expressionista alemão. Hoje, é “linguagem”. Hoje (e num passado recente), Fellini, Alain Resnais, Picasso, Umberto Eco, cineastas, artistas e escritores se confessam criados artisticamente lendo gibis. Houve duas sessões em cinemas de 35 mm exibindo filmes relacionados com comics. Um curta da RKO, e longas. Um painel analisava três quadros de Foul Play, uma aventura de The Spirit. Os mesmos três quadros foram usados pelo autor, Will Eisner, para explicar a arte seqüencial no seu livro muitos anos depois de 1951! Um original enviado por Milton Caniff mostrava o caminho de um desenho, sua redução, flan e publicação no jornal diário, prevendo a massificação e difusão internacional dos comics, conforme teorias atuais.

Depois de nossa exposição, Lucca, Roma, Paris, Nova York, San Diego, Buenos Aires, Barcelona, Angouleme, o mundo todo apresenta ou apresentou exposições modernas com palestras, exibição de filmes no mesmo nível cultural e enfoque pioneiro de 1951.

O Brasil participou e participa do movimento internacional de comics desde que o Professor Francisco Araújo fez o primeiro curso universitário em Brasília sobre quadrinhos, e Sérgio Augusto publicou uma seção diária focalizando exclusivamente histórias em quadrinhos. E agora, nosso País participa com artistas brasileiros publicando e recebendo prêmios em todo o mundo dos comics.

Acima, Rip Kirby, de Alex Raymond, um dos originais expostos em 1951.
Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas.



Uma raridade: a vida de Pelé em quadrinhos


Vavá acabava de empatar a partida na decisão da Copa do Mundo de Futebol de 1958, na Suécia. O Brasil jogava contra os donos da casa. Nesse momento, Nilton Santos se adiantou e passou a bola para Pelé!… Esta é a penúltima página da história em quadrinhos Pelé, La Perla Negra, que foi publicada na revista Estrellas Del Deporte, da Editorial Novaro, antiga editora do México, famosa por publicar quadrinhos, entre eles, Fantomas. A revista foi lançada em agosto de 1970 para comemorar o tricampeonato de futebol conquistado pelo Brasil no Estádio Azteca, na capital mexicana. Quer saber mais sobre essa história? Então clique aqui (ou no nome da história)! Aproveite para ver algumas cenas com jogadas brilhantes de Pelé na Copa de 1958 no YouTube.

Para ampliar a página que ilustra este texto, clique nela.



Capitão América versus o Caveira Vermelha


Credito da foto acima: Jay Maidment

No fim de julho estréia o filme Capitão América – O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston, realizador de ótimos filmes, como Jurassic Park III, Mar de Fogo e O Lobisomem. No elenco estão nomes conceituados como os veteranos atores Tommy Lee Jones (de Homens de Preto e Onde os Fracos não Têm Vez) e Stanley Tucci (O Diabo Veste Prada), além de Hugo Weaving, o Agente Smith da franquia Matrix (ele também atuou em O Lobisomem), que fará o papel do Red Skull, o Caveira Vermelha. Capitão América é interpretado por Chris Evans, ator que já viveu o papel de outro herói da Marvel, Johnny Storm/Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico.

Capitão América – O Primeiro Vingador é o último filme da saga marveliana antes da estréia de Os Vingadores, em 2012. Quem assistiu a Thor e esperou os letreiros finais acabarem antes de sair do cinema já sabe em torno do que irá girar a história do Capitão e, muito provavelmente, a dos Vingadores também. Em breve irei comentar sobre isso. Por enquanto, publico aqui algumas fotos do filme Capitão América – O Primeiro Vingador que você pode baixar em ótima resolução.


Acima você vê imagens de Chris Evans vestindo o uniforme do Capitão e Hugo Weaving caracterizado como o grande vilão Caveira Vermelha. Abaixo, a atriz Hayley Atwell metendo bala como Peggy Carter numa cena explosiva!

Photos: © 2010 MVLFFLLC. TM & © 2010 Marvel Entertainment, LLC and its subsidiaries. All rights reserved.



O Thor trash!


Freqüentemente, quando Hollywood anuncia uma superprodução, certas produtoras independentes especializadas em filmes de quinta categoria iniciam a produção de um produto “similar” para ser lançado diretamente no mercado de vídeo e também vendido para a televisão. Esses tentativas de cópia são exatamente isso: filmes para render uns trocados em cima da grande divulgação que a superprodução original tem quando é lançada. São produções baratas e contam com ”atores” desconhecidos que trabalham por qualquer coisa desde que estejam diante das câmeras.

Um bom exemplo disso aconteceu com o lançamento de Thor, de Kenneth Branagh, o super-herói da Marvel que chegou aos cinemas e faz parte da série de filmes que irão nos apresentar aos Vingadores. Uma tal de The Asylum (o nome dá uma boa pista de quem são eles), empresa especializada em lançar filmes de ação baratos para o mercado de vídeo, colocou à venda o trash-movie Almighty Thor, que tenta copiar o personagem da Marvel em (quase) tudo. E o resultado é absolutamente constrangedor!

Veja as fotos dessa produção que a The Asylum publicou no Flickr para divulgar o lançamento da coisa! As imagens do inexpressivo garotão Cody Deal, que “interpreta” Thor, são de doer! No elenco dessa cópia mal-acabada aparecem também a modelo venezuelana Patricia Velasquez – cujo ponto alto da carreira foi “interpretar” Anck Su Namun, amante do Faraó Seti I nos dois primeiros filmes da franquia A Múmia, de Stephen Sommers –, e Richard Grieco, como o vilão Loki. Ele pode ser lembrado pelos fãs da Marvel porque dublou a voz do Motoqueiro Fantasma nas séries animadas do Quarteto Fantástico e do Incrível Hulk lançadas na tv na década de 1990.

As duas fotos que ilustram este texto estão no Flickr e mostram Grieco como Loki. Embaixo, ele aparece com o seu cãozinho de estimação. Cesar Millan talvez tivesse mais dificuldade com esse pet e seu dono…




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