Um Blog no Planeta Mongo


O vôo solitário do Superman
29|agosto|2011, 15:06
Filed under: Cinema - Gente, DC, Super-Homem/Superman | Tags: , , ,


Como é difícil fazer o Super-Homem voar, não?! Veja a foto acima, clicada por David James durante as filmagens de Superman – O Retorno, filme cometido por Bryan Singer, quantas pessoas são necessárias para fazer um Homem de Aço alçar vôo: nada menos do que 10 integrantes da equipe de efeitos especiais participam da cena e ajudam Brandon Routh a parecer um pássaro, um avião…

A foto foi divulgada na semana passada pela Academia e será uma das 115 imagens utilizadas na mostra Crew Call 2011: Celebrating the Crafts que acontece a partir de 9 de setembro na Califórnia, claro. Clique nela para ampliá-la e ver mais detalhes da cena.



Os Smurfs nãos são mais aqueles


Adoraria começar este texto assim: “Caros descrentes: o inferno existe. E ele é azul.” Mas uma frase quase igual a essa foi usada pelo Thiago, do Observatório Nerd, em seu texto sobre o filme Os Smurfs, que foi lançado com muita pompa nos cinemas com cópias até em 3D. Não que ele tenha detestado essa produção: “Não é um pesadelo, é apenas um sonho ruim“, escreveu. Ou seja, o filme não é uma tragédia! Sinceramente? Não acredito… Thiago foi muito benevolente. E basta assistir ao trailer para ter certeza disso. Bastam aqueles minutos para ver que Hollywood conseguiu strunfar Les Schtroumpfs completamente. Os duendes azuis de Peyo vão parar em Nova York? Coitados! Que falta de criatividade! Não vale nem a pena perder mais tempo com esse equívoco lamentável. O que importa agora é lembrar como eram os Smurfs antes dessa metamorfose, antes dos desenhos animados da Hanna-Barbera na tv.

No longíncuo ano de 1975 os duendes azuis ganharam uma revista pela Editora Vecchi (imagem ao lado). Sim… os simpáticos personagens foram batizados como Strunfs e não “Smurfs”. Segundo Otacílio d’Assunção, o nosso Ota, cartunista criador de pérolas como Dom Ináfio e dos incríveis Relatórios Ota, “o nome, com essa grafia, foi inventado pelo Lotário Vecchi”, que era diretor de publicações. Nessa época, o nome do Ota ainda aparecia no expediente como “Secretário” e, mais acima,  Amália C. Vecchi era a ”Editora e Diretora”. Mas todo mundo sabia que o editor de quadrinhos era o Ota mesmo (essa injustiça foi corrigida em agosto, quando ele passou a “Diretor”). Mas, voltando aos Strunfs, na primeira edição da revista o “Secretário Otacílio” publicou um texto de apresentação dos Strunfs na página de abertura da  revista. O texto diz assim:

APRESENTANDO OS STRUNFS
No fundo da floresta, numa pequena aldeia em que as casas são do tamanho de cogumelos, mora um povo muito alegre e brincalhão que vive sempre na mais perfeita harmonia (ou quase!): são os Strunfs, uns duendes muito parecidos com os seres humanos – não no aspecto, mas na maneira de agir.

Os Strunfs são strunfados pelo Grande Strunf, que é o mais velho e o mais sábio de todos, responsável pelas decisões importantes da aldeia. Neste número, quando ele vai strunfar no mato à procura de algumas ervas medicinais que estão faltando em seu laboratório, os outros strunfs se strunfam para decidir quem vai ser o novo líder durante a ausência do Grande Strunf. E acabam strunfando uma votação que não deixa nada a dever às de verdade. O vencedor se torna o Strunfíssimo e as confusões que ele apronta como novo líder estõa nas páginas que seguem.

Mas como surgiram os Strunfs? Eles strunfaram pela primeira vez na revista francesa Spirou, como personagens secundários de uma aventura de Johan e Pirlouit (um cavaleiro da idade média e seu escudeiro). E o sucesso foi tão grande que logo eles passaram a ter uma historinha só para eles, e em seguida começaram a sair em álbuns de luxo. Seu criador, Peyo, é também autor de várias outras histórias importantes, todas elas inéditas no Brasil. E a Editora Vecchi, após o lançamento de Mad em Português, do relançamento de Pimentinha e vários outros personagens, está muito feliz por poder strunfar para o público brasileiro os Strunfs (como parte de uma nova série de lançamentos em quadrinhos que estarão nas bancas até o final do ano).

Pois bem… Foi assim que Os Duendes Strunfs chegaram ao Brasil. Conheça um pouco mais dessa história lendo este texto. Também leia o que foi publicado sobre os Schtroumpfs no blog As Leituras do Pedro, de Portugal. O legal é que, assim como eu, o Pedro também escreve “à revelia do triste acordo ortográfico em vigor”. Ele correctamente em português de Portugal, e eu corretamente em português do Brasil.

Para comprar alguns álbuns originais dos Strunfs você pode tentar este site.



O divertido Capitão América


Gostei do texto que meu caro amigo, o crítico de cinema Celso Sabadin, escreveu sobre o filme Capitão América – O Primeiro Vingador publicado no site, Planeta Tela. Por isso, transcrevo a resenha abaixo. Mas ainda não concordo com uma coisa que ele elogia: as cenas contrangedoras do Capitão América como joguete publicitário são totalmente dispensáveis…

“CAPITÃO AMÉRICA” DIVERTE COM QUALIDADE
Por Celso Sabadin

Demorou. No ano em que completa 70 anos, finalmente o Capitão América ganha uma versão cinematográfica de qualidade. Depois de alguns seriados e produções toscas que se arrastaram pelas últimas décadas, o herói do escudo voador agora está bem representado nas telas com Capitão América – O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston.

O personagem foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em plena 2ª Guerra Mundial, tendo sido publicado pela primeira vez em março de 1941. Ou seja, a guerra já corria solta na Europa, mas os EUA ainda não haviam entrado no conflito. Por apenas 10 centavos de dólar, as bancas de jornal da época vendiam a primeira edição do comics “Captain America”, cuja capa mostrava o herói esmurrando Hitler. É com essa visão que o filme deve ser observado: sim, o personagem é um símbolo vivo de propaganda belicista, e o roteiro não só respeita como sublinha esta gênese.

Tudo parte da inquietação de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino, de saúde frágil, totalmente abduzido pela insistente propaganda de alistamento militar, durante a 2ª Guerra. Num país em que se estourar pela Pátria é um patético sinal de heroísmo, Steve faz de tudo para ser aceito no Exército, sem sucesso. Até o momento em que o Dr. Erskine (Stanley Tucci, ótimo como sempre) um cientista alemão que deserdou para o lado americano, percebe que Steve tem potencial para participar de um experimento científico que deverá criar super-soldados. E finalmente o “convoca”.

Percebe-se que o diretor Johnston aprendeu bastante com Steven Spielberg, na época em que comandou os efeitos especiais de Caçadores da Arca Perdida. Na grandiosidade das cenas, na ação, no humor, no estilo de dirigir e construir seus personagens, e até em alguns enquadramentos e movimentos de câmera, “Capitão América” tem muito de “Caçadores”. Repare inclusive como o personagem Zola (Toby Jones) é uma releitura de Bellock.

O filme mostra também uma notável capacidade de se auto-parodiar, e não poupa ironia para isso. É marcante, por exemplo, a maneira pela qual o novo herói, num primeiro momento, se transforma num ridículo joguete publicitário nas mãos das Forças Armadas, num apresentador de auditório vestido de pijama white/blue/red para o delírio de uma abobalhada platéia sem senso crítico sedenta por comprar bônus de guerra… ou qualquer coisa que o simpático Capitão vender. O pensamento é inevitável: exatamente qual platéia Johnson está ridicularizando…?

Juntem-se a isso alguns ingredientes indispensáveis para um boa aventura. Entre eles, ação e humor nas proporções exatas, efeitos especiais de primeira linha, uma reconstituição de época que beira à perfeição, e um desenho de produção de cair o queixo, idealizando com muito talento elementos de ficção cientifica com sabor do anos 40.

Nada disso, porém, teria tanto valor se Johnston não soubesse dar carisma e humanidade aos seus personagens. Ele deu. Do protagonista aos coadjuvantes, da mocinha ao marcante vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, de “Priscilla, A Rainha do Deserto”), todo o elenco está uniforme e convincente. Tommy Lee Jones dá um show particular. São presenças marcantes na tela que conquistam a empatia com o público em poucos minutos, não deixando que toda a dramaturgia se apóie apenas no (bom) desenvolvimento dramático do herói. Mesmo que, no caso, “Steve Rogers” tenha se beneficiado de doses maciças de computação gráfica para viver o rapaz raquítico dos primeiros momentos do filme. O que destaca, inclusive, outro mérito de Capitão América: aqui, os efeitos estão a serviço da história, e não o contrário, como muitas vezes acontece.

Ah, e sabe aquela ceninha final que sempre tem depois dos créditos? Desta vez não tem…

Todas as imagens que ilustram esta postagem podem ser ampliadas em alta resolução. As três primeiras (poster em inglês até o beijo) foram coletadas na internet. As outras foram distribuídas para a imprensa no Brasil. Crédito das fotos: Jay Maidment. © 2010 MVLFFLLC. TM & © 2010 Marvel Entertainment, LLC and its subsidiaries. All rights reserved.



Fotos do novo filme do Homem-Aranha


Insaciáveis fãs do cabeça-de-teia, eis que começam a ser divulgadas (lá fora, claro) algumas fotos promocionais do novo filme do aracnídeo mais famoso dos quadrinhos: The Amazing Spider-Man, (O Incrível Homem Aranha). Dirigido por Marc Webb, o filme é estrelado por Andrew Garfield (um gato, para muitas garotas) e tem no elenco a maravilhosa Sally Field, que fará o papel da Tia May. Estou louco para ver a eterna Noviça Voadora (The Flying Nun) e mãe de Forrest Gump como a simpática velhinha, tia de Peter Parker.

O filme, como se sabe, será um recomeço na saga cinematográfica do cabeça de teia e, finalmente, introduzirá a namorada de Parker, Gwen Stacy, ridicularmente removida da primeira trilogia do Homem Aranha. A personagem será interpretada por Emma Stone, de Zumbilândia e Superbad – É Hoje. Será que veremos a morte do pai de Gwen neste primeiro filme da nova série?

Abaixo vemos Garfield subindo pelas paredes no Metrô de Nova York. Será que o ator também detesta segundas-feiras?

Todas as fotos podem ser ampliadas em ótima resolução, bastando, para isso, clicar em cada uma delas.



A Globo sacode o Motoqueiro Fantasma


Foi só a Rede Globo exibir em sua Tela Quente o filme Motoqueiro Fantasma na segunda-feira, 18 de junho, que houve um significativo aumento na quantidade de visitas às postagens sobre o nem-tão-famoso-assim herói da Marvel Comics. Centenas de internautas chegaram a este blog (e a este outro também) procurando “Motoqueiro Fantasma” e “Ghost Rider” no Google e em outros sites de busca na internet a partir do dia de exibição do filme. Por não ser tão popular quanto o Homem Aranha, o Hulk ou os X-Men, os telespectadores da Globo devem ter ficado curiosos para saber mais a respeito do atormentado personagem interpretado por Nicolas Cage.

Por isso, fãs calorosos do fantasmagórico cabeça em chamas, vocês serão novamente saciados. Publico nesta postagem mais fotos do filme que a Globo exibiu.

Ah! E se você ainda não sabe, Cage está finalizando o segundo filme do personagem: Ghost Rider: Spirit of Vengeance, ou seja, Motoqueiro Fantasma: O Espírito da Vingança! Quer ver fotos do novo filme? Então CLIQUE AQUI (ou no nome do filme em inglês)

Para saber mais sobre o Motoqueiro Fantasma, leia este texto.

Acima, um poster teaser promocional do primeiro filme do Motoqueiro Fantasma/Ghost Rider divulgado na época pela internet e jamais usado. Abaixo, o poster oficial do filme.




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