Arquivado em: Antonino Homobono, Comics - Quadrinhos, Vecchi | Tags: Chacal, Chet, Nova Leitura, Tony Carson

Hoje, dia 27 de abril de 2013, o grande desenhista Antonino Homobono Balieiro faria 60 anos. Já publiquei aqui e aqui diversos textos homenageando esta grande figura humana. Para comemorar esta data, desta vez falarei um pouco de seu talento para desenhar capas de livros de bolso e histórias em quadrinhos de faroeste e cowboys.

Certa vez, quando o visitei, ele estava em seu estúdio pintando ao mesmo tempo umas doze ou quinze capas para uns livrinhos de bolso. Eram histórias do faroeste que seriam lançados em bancas de revista. A cena era inacreditável! Antonino fazia um incrível trabalho em série: primeiro pintava uma determinada cor em todos os desenhos. Depois passava para outra cor, e assim sucessivamente. Os desenhos iam ganhando cores e formas a partir do traço a lápis numa produção contínua. A tinta usada era guache, solúvel em água. Assim, os desenhos que ainda estavam úmidos de tinta, eram pendurados numa espécie de “varal” em cima de sua prancheta, para que pudessem “secar” enquanto ele avançava na pintura das cores seguintes.

Para se ter uma idéia do resultado final desse trabalho do Antonino, basta ver as três artes de capas acima. Os desenhos que ele pintava naquele dia, eram assim, nesse estilo. Seu cliente era uma obscura editora (se não me engano, a Nova Leitura), que publicava esses populares livrinos de bolso, tipo pulp fiction. O mercado para ilustração e histórias em quadrinhos no Brasil era muito restrito. Então, Antonino usada desses artifícios para sobreviver: produzia rapidamente e em quantidade! Bravo Antonino!

Antonino Homobono Balieiro também fez diversos trabalhos para a Vecchi. Ele desenhou as capas de dois importantes personagens de histórias em quadrinhos dessa casa publicadora: Chacal (Tony Carson, acima) e Chet (abaixo), uma versão tupiniquim do Tex.

Na capa acima, de Chet, se percebe claramente que Antonino faz uma homenagem ao grande Joe Kubert, utilizando referências do trabalho desse desenhista. Abaixo, outra capa realizada para a mesma revista: a edição de número 21.

Mais abaixo, duas páginas desenhadas pelo mestre Antonino para as muitas aventuras de Chet que ele desenhou: a primeira é a página 55, da história “Dólar falsificado” (que apresenta um romance de Chet). A outra, é a nona página da história “Os Proscritos”. Repare na beleza do traço preto e branco do mestre Antonino. Inesquecível!


Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Dark Horse, Luluzinha & Bolinha | Tags: Bolinha, Dark Horse, Giant Size Little Lulu, Little Lulu, Tubby

Já pode ser encontrada nas bancas de revistas e nas melhores livrarias do país o álbum de luxo Luluzinha – Primeiras Histórias. Esta publicação é, sem dúvida nenhuma, a mais bem cuidada já lançada no Brasil com a inesquecível personagem criada pela desenhista Marjorie Henderson Buell, ou simplesmente Marge. Lançada pela Ediouro, Luluzinha – Primeiras Histórias é uma belíssima edição com quase 130 páginas impressas em papel couchê e capa com acabamento em verniz UV, no formato 17x24cm. O livro reúne as primeiras aparições de alguns dos principais personagens da turma da Luluzinha. Além do Bolinha (é claro), aparecem Alvinho, Glorinha, Plínio e a famigerada bruxa Alcéia, em histórias publicadas entre 1945 e 1950.

Nos Estados Unidos, a Dark Horse foi a responsável pelo lançamento dos álbuns com a personagem (veja alguns deles neste link da Amazon). Mas, ao compararmos com a edição brasileira, a versão americana perde feio! Para começar, as histórias publicadas nos primeiros volumes eram em preto e branco (na imagem abaixo, primeira página da primeira história de Little Lulu). Mas mesmo quando a editora começou a publicar as histórias em cores, foram mantidas as retículas de ponto aberto que eram usadas nas revistas impressas em papel jornal dos anos 50. Isso acabou dando uma aparência um pouco grosseira aos álbuns da Dark Horse, que já lançou 29 volumes de Little Lulu e quatro com Tubby (Bolinha).

A única vantagem das publicações da Dark Horse é o número de páginas: cada livro tem em média 200 páginas (na nova série – Giant Size Little Lulu – o número de páginas impressiona: 600, no mínimo). Mas a vantagem pára por aí. A edição brasileira tem um formato maior e é muito bem cuidada. Todos os quadrinhos e cores foram restaurados e o trabalho, que consumiu meses de dedicação, ficou absolutamente primoroso. E o preço é outro destaque: o álbum da Ediouro custa apenas R$16,90! Uma bagatela pela qualidade do que é apresentado.

Como se não bastasse Luluzinha – Primeiras Histórias vem com um complemento primordial (que a edição americana também não apresenta): vários textos espalhados pelo livro dão informações preciosas sobre a autora, sua criação, os desenhistas e a história de Luluzinha no Brasil. O autor dos textos – Otacílio d’Assunção – é, na verdade, o nome por trás do alto padrão de qualidade desse álbum. Especialista em quadrinhos, grande editor e cartunista, o Ota – como também é conhecido – fez um esmerado trabalho de pesquisa e restauração dos quadrinhos publicados pela Dell. Esse trabalho especial ele já faz para a Pixel (selo de quadrinhos da Ediouro) desde 2011, nas revistas que essa editora publica mensalmente, entre elas, a revista da Luluzinha, do Bolinha e suas edições especiais.

Não é a primeira vez que as histórias clássicas da Luluzinha ganham edições especiais no Brasil. Em 2006 a coleção lançada pela Dark Horse nos Estados Unidos ganhou uma versão no Brasil. Lançada pela Devir, o projeto de publicar essas histórias clássicas foi interrompido no sétimo volume da série.

Agora, a Ediouro promete lançar novos volumes periodicamente. O segundo já estaria até pronto, só aguardando a data de lançamento (provavelmente em junho). Mas é importante destacar que essa nova coleção não repete a fórmula dos livros da Dark Horse. Nestes novos álbuns, as histórias são selecionadas a partir de uma linha editorial específica. No primeiro foram escolhidas as histórias de estréia de alguns personagens, como o Alvinho, na história “A babá do Alvinho” (imagem acima), publicada originalmente na revista Four Color 74, de junho de 1945 (veja a capa dessa revista abaixo). Outro exemplo é o Plínio, o garoto rico da turma, que aparece em duas histórias (ambas sem título): a primeira foi publicada em Little Lulu 16 (de outubro de 1949) e a segunda, em Little Lulu 19 (de janeiro de 1950). Nessas duas histórias, o Plínio ainda é um personagem em evolução, com características não totalmente definidas.

As outras histórias de Luluzinha – Primeiras Histórias são:
• “Luluzinha” e ”A babá do Alvinho”, ambas publicadas originalmente na revista Four Color 74, de junho de 1945
• “Os alpinistas”, publicada originalmente em Little Lulu 1, de janeiro-fevereiro de 1948
• “O interesseiro”, publicada originalmente na revista Four Color 158, de agosto de 1947
• ”O assalto ao cofrinho”, publicada originalmente em Little Lulu 10, de abril de 1948

Nas três aventuras que fecham o volume, Luluzinha é uma contadora de histórias para acalmar o irrequieto Alvinho. “Os apuros da Lulu” foi publicada originalmente na revista Four Color 110, de junho de 1946. Em “A domadora de dragões”, que foi publicada originalmente na revista Little Lulu 25, de julho de 1950, surge uma bruxa bem similar a Alcéia. E a última história da edição – “O Bicho-Papão” – tem uma trajetória curiosa: ela ia ser publicada na revista Little Lulu 26, de agosto de 1950, mas foi vetada pela criadora da personagem. Marge achou que a figura do Bicho-Papão que aparece na história era assustadora demais para as crianças. Assim ela só foi publicada nos Estados Unidos em 1986, quando começaram as republicações da Little Lulu.

Arquivado em: Cavaleiro Negro, Comics - Quadrinhos, Faroeste, Gutemberg Monteiro-Gut, Jack Kirby, Marvel, RGE | Tags: Gibi de Ouro, Gringo, Gutemberg, Juarez Odilon, Milton Sardella, Primaggio, Ringo, Syd Shores, Timely Comics, Walmir

A revista do Cavaleiro Negro, publicada a partir de setembro de 1952 pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo), foi uma das revistas de faroeste mais longevas já impressas no Brasil. Não podemos esquecer que The Lone Ranger (editado no Brasil pela Ebal com o nome de Zorro) e, claro, Tex, ultrapassaram em quantidade de edições o personagem da RGE. Mas, mesmo assim, a façanha do Cavaleiro Negro foi impressionante: sua revista chegou às bancas por mais de 20 anos e alcançou a marca de 245 números!

Como as aventuras do Cavaleiro Negro eram curtas, ele dividia as páginas de sua revista com outros personagens do faroeste, como Ringo Kid, Arizona Raines, Apache Kid, Sierra Smith, Davy Crocket, Kit Carson, Daniel Boone, entre outras “histórias formidáveis de índios e de cowboys”.

Lançado em 1948, no segundo número da revista All-Western Winners, The Black Rider foi criado por Syd Shores para a Timely Comics (que, mais tarde, viria a se tornar a gigante Marvel Comics) e a partir do número 8 a revista passou a se chamar simplesmente de Black Rider. Enfim o Cavaleiro Negro ganhava seu próprio título nos Estados Unidos. Mas isso não foi o suficiente para transformá-lo num sucesso e a série de aventuras com o personagem foi cancelada no número 31, em novembro de 1955. Ele nunca conquistou os leitores americanos. Mas era um sucesso absoluto no Brasil.

Com a série cancelada em seu país de origem, a RGE teve que encontrar uma solução para continuar publicando a revista, que vendia muito bem. O mais lógico seria produzir aqui as novas aventuras do herói mascarado, já que a editora contava com desenhistas do mais alto nível em seu departamento de arte.
Mas, por mais inacreditável que pareça, a “solução” dada foi a seguinte: outros personagens de faroeste passaram a ser “retocados e transformados no Cavaleiro Negro pelos desenhistas do staff interno da Rio Gráfica”. Essa revelação consta em texto não assinado – provavelmente de autoria de Otacilio D’Assunção – publicado na revista Gibi de Ouro – Os Clássicos dos Quadrinhos – Cavaleiro Negro, lançada em 1985 pela RGE. E isso quer dizer exatamente o que você, leitor, entendeu: através de retoques nos desenhos originais, o Cavaleiro Negro era colocado no lugar do herói de outras histórias de faroeste!

Mas essa falta de respeito com os quadrinhos, os desenhistas e os leitores, durou algum tempo até que, finalmente, a direção da RGE tomou juízo e as aventuras do personagem passaram a ser produzidas no Brasil. Assim, o Cavaleiro Negro ganhou os traços de mestres como Gutemberg (a capa da edição 106, reproduzida abaixo foi desenhada por ele), Walmir, Milton Sardella, Juarez Odilon, entre outros. Mesmo assim, de vez em quando, aventuras de outros caubóis menos importantes continuavam a ser retocadas e transformadas em histórias do caubói mascarado.

O grande desenhista Gutemberg Monteiro, que fez sua carreira nos Estados Unidos, desenhou diversas histórias do Cavaleiro Negro, como estas páginas reproduzidas abaixo e que fazem parte da história “Balas Marcadas”, publicada na revista do Cavaleiro Negro #113.



Muitos desenhistas de talento também produziram histórias de Black Rider nos Estados Unidos. Curiosamente, Jack Kirby foi um deles. Provavelmente a página e o quadrinho que reproduzimos abaixo são trabalhos de Kirby. Pena que a aventura “A luva negra!” não veio creditada.


Finalmente, em 1972, a revista do Cavaleiro Negro também estava prestes a ser cancelada pela RGE por absoluta falta de material. Assim, o então diretor de arte, Primaggio Mantovi, decidiu transformar as histórias de Gringo – um personagem de faroeste produzido na Espanha – em aventuras do Cavaleiro Negro, voltando a usar novamente a execrável solução de retocar o personagem. A culpa obviamente não era dele, já que a direção da RGE não lhe dava condições de produção de novas histórias. Mas essa curiosa história será contada em outra postagem.
Abaixo três reproduções de capas da revista Black Rider, publicadas no início da década de 50 nos Estados Unidos.
- A capa da revista Black Rider 17 foi usada na primeira edição da revista Cavaleiro Negro, da RGE.
- Black Rider 20
- Black Rider 25
Arquivado em: Arqueiro Verde/Green Arrow, Batman, Comics - Quadrinhos, DC, Gavião Negro/Hawkman, Super-Homem/Superman | Tags: Black Canary, Black Lightning, Canário Negro, Green Arrow, Hawkman, Invictus, Jim Aparo, Raio Negro, Rastejador, Robin, Shazam!, Steve Ditko, The Creeper, World's Finest Comics

A revista World’s Finest, da DC Comics, foi lançada nos Estados Unidos em 1941 quase como um almanaque de 96 páginas e publicada até janeiro de 1986. A primeira edição saiu com o nome de World’s Best Comics, mas já no número 2 a revista ganhou seu nome definitivo. Ela foi criada para publicar, principalmente, as aventuras dos dois principais personagens da editora: Super-Homem e Batman – e seu parceiro Robin –, inicialmente em histórias separadas. Com a diminuição do número de páginas a partir da edição 71 (de julho de 1954), Batman e Super-Homem passaram a dividir as mesmas aventuras juntos. Várias dessas histórias foram publicadas no Brasil pela revista Invictus, da Ebal.
A partir da década de 70, outros heróis passaram a fazer parte do cardápio da revista, entre eles, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Aquaman, Mulher Maravilha, Doutor Destino, Gavião Negro, Ajax o Marciano. A partir da edição 244, a World’s Finest passou a fazer parte do grupo de revistas da DC chamadas de “Dollar Comic” por causa do aumento do número de páginas, da quantidade de histórias por edição e do aumento de preço também: a revista passou a custar 1 dólar.
Nessa época, algumas edições apresentaram uma novidade: a capa da revista continuava sua ação na quarta capa, como os dois exemplos que ilustram este texto. A capa do alto é da edição 253, de novembro de 1978, que trazia histórias de Batman & Super-Homem; Arqueiro Verde & Canário Negro; o Rastejador (The Creeper, do Steve Ditko); e Capitão Marvel. Já a capa de baixo é da edição 257, de Julho de 1979, que além do Homem-Morgego e do Filho de Kripton, trazia as aventuras do Raio Negro, Arqueiro Verde, Gavião Negro e Capitão Marvel.
As duas capas foram desenhadas por Jim Aparo, mas a maioria das histórias que a revista publicava não eram boas.

Essas imagens podem ser baixadas em ótima resolução. Para tanto, basta clicar nelas.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Pafúncio/Bringing Up Father, RGE | Tags: Bringing Up Father, George McManus, Jiggs, King Features Syndicate, Maggie, Marocas, Pafúncio, Zeke Zekley

No dia 12 de janeiro de 1913 – portanto, há exatos 100 anos –, era publicada pela primeira vez em diversos jornais norte-americanos a série Bringing Up Father, criada pelo cartunista George McManus. A historieta, distribuída pela King Features Syndicate, mostrava as aventuras de Jiggs, um simplório imigrante irlandês que ganha uma pequena fortuna apostando em corridas de cavalo e logo tem que tentar mudar hábitos e estilo de vida para se adaptar à alta-sociedade.

Um boa-vida, Jiggs é casado com Maggie, uma mulher que adora cantar e azucrinar a vida boêmia do marido. Bringing Up Father se tornou um grande sucesso nos Estados Unidos, e logo suas histórias foram adaptadas para o teatro, cinema, desenhos animados e para o rádio. Foi umas das tiras e páginas dominicais de maior longevidade, sendo publicada durante 87 anos, encerrando sua carreira em maio de 2000. Zeke Zekley, assistente de McManus a partir de 1935, colaborou intensamente com roteiros e desenhos até 1954, quando George McManus morreu. A partir daí, a tira ganhou novos desenhistas, escolhidos pela King Features Syndicate.

No Brasil, os personagens de McManus também se tornaram muito populares e foram batizados como Pafúncio e Marocas. No início dos anos 60, a Rio Gráfica e Editora, de Roberto Marinho, lançou a revista Pafúncio, com periodicidade bimestral.


Arquivado em: Flash Gordon, Séries & Seriados, Televisão | Tags: Alex Raymond, Buster Crabe, Charles B. Middleton, Dale Arden, Frank Shannon, Jean Rogers, Ming, Princess Aura, Priscilla Lawson, Zarkov

Buster Crabe e Jean Rogers estrelaram o seriado de ficção-científica Flash Gordon, lançado em 1936. Dividido em 13 partes, esta foi a primeira produção cinematográfica a retratar o personagem de quadrinhos criado em janeiro de 1934 por Alex Raymond. Crabe encarna o herói interplanetário, enquanto Rogers dá vida à sua namorada, Dale Arden. Nesta aventura, Flash Gordon chega ao Planeta Mongo, que é dominado pelo maligno Imperador Ming, interpretado por Charles B. Middleton. Priscilla Lawson , como a Princess Aura, e Frank Shannon, como o Dr. Alexis Zarkov, são outros atores do elenco.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, DC, Super-Homem/Superman | Tags: Action Comics, Jerry Siegel, Joe Shuster, Superman
Após passarem anos tentando vender seu personagem sem sucesso, Joe Shuster e Jerry Siegel conseguem publicar na revista Action Comics, que estava sendo lançada em 1938 pela editora que mais tarde se tornaria a DC Comics.


Começa aí a carreira meteórica do Super-Homem, único sobrevivente do planeta Krypton que é enviado à Terra, onde adquire superpoderes. A publicação é um sucesso de vendas, atiça a concorrência e isso acarreta uma tonelada de imitações e mais super-heróis fantasiados, muitos lançados pela própria DC. Super-Homem logo vira uma primorosa série de animação dos Estúdios Max Fleischer, tira diária de jornais e seriados cinematográficos, novela de rádio e o que mais se puder pensar. Isso também estabelece o gênero comic-book, que prolifera no período da II Guerra Mundial e sobrevive até hoje.


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Arquivado em: Cinema - Filmes, Homem-Aranha/Spider-Man, Marvel | Tags: Andrew Garfield, Emma Stone, George Stacy, Gwen Stacy, Gwendolyn Stacy, Jesse Eisenberg, Marc Webb, Mark Zuckerberg, Peter Parker, The Lizard

Os leitores podem baixar mais três fotos do novo filme do Homem-Aranha, que tem data de estréia prevista para o início de julho. A de cima é muito parecida com a foto publicada AQUI. Nas duas de baixo aparecem os atores Andrew Garfield (Peter Parker) e Emma Stone (Gwen Stacy). Ela está em cartaz nos cinemas com o filme Histórias Cruzadas e já atuou em 2009 no divertido Zumbilândia ao lado do ator Jesse Eisenberg. Este, por sua vez, interpretou, em 2010, Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, no filme A Rede Social, ao lado de… Andrew Garfield (que interpretou o sócio brasileiro de Zuckerberg). Em Hollywood, mais uma vez, o círculo se fecha.

Não sou de ficar lendo sinopses dos filmes antes de estrear. Gosto de assisti-los e ter o prazer de ser surpreendido (para o bem ou para o mal). Neste filme dirigido por Marc Webb saberemos um pouco da infância de Peter Parker e finalmente veremos sua namorada, Gwendolyn Stacy, e seu pai George, que teve forte presença na história do Aranha. Porém, a foto acima causa uma certa preocupação aos fãs antigos do personagem, pois a moça está vestindo preto (e não é um pretinho básico) e segurando um guarda-chuva. Ou seja: está chovendo e ela está de luto. No cinema, sempre que algum personagem legal morre e aparece uma cena no cemitério, esta é com chuva ou num dia muito nublado! É um clichê tipico! E nós sabemos que… a certa altura das aventuras do Aranha, o pai de Gwen morre durante uma violenta luta entre o herói e o Dr. Octopus! Mas o Homem-Aranha acaba recebendo a culpa pela morte dele. Pois bem… Octopus não aparece neste filme. O vilão é (finalmente) o Lagarto (The Lizard)!
Será que novamente não teremos uma boa adaptação do cabeça de teia para os cinemas?
Para entender a importância de Gwendolyn e George Stacy na vida de Peter Parker, leia este verbete bem completo publicado na Wikipédia.
Fotos de Jaimie Trueblood. © 2011 Columbia Pictures Industries, Inc. All Rights Reserved.
Arquivado em: Batman, Christopher Nolan, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, DC | Tags: Catwoman, Dark Knight, Homem-Morgego, Jonathan Nolan, Mulher-Gato, Ra's Al Ghul, Ron Phillips, The Dark Knight Rises, undefined, Wally Pfister

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) deve fechar a trilogia capitaneada por Christopher Nolan, pois ele já declarou que não quer mais continuar com a franquia. A Mulher-Gato (clique para ver uma foto dela) e Bane serão os antagonistas do Batman nesta produção, mas um arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas estará de volta: o demoníaco Ra’s Al Ghul terá uma participação no filme. Cá entre nós, juntar esses três vilões na mesma história é um grande risco que o diretor corre. Ele e seu irmão Jonathan, que fizeram o roteiro deste filme, estão no limite entre finalizar a trilogia de maneira espetacular ou então colocar por água abaixo o belo resultado conseguido até agora. Vamos esperar até o fim de julho para conferir o resultado em sua estréia nos cinemas do Brasil.

Na foto de cima, clicada por Ron Phillips, Christian Bale encarna o Batman, que parece estar com a barba por fazer. Embaixo, o demolidor Bane em foto clicada por Wally Pfister, mais um cruel inimigo do Homem-Morgego.

Todas as fotos podem ser ampliadas em ótima resolução.
© 2012 Warner Bros. Entertainment Inc. and Legendary Pictures Funding, LLC
Arquivado em: Aventuras do Anjo, Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Flavio Colin, Quadrinhos Brasileiros | Tags: Álvaro Aguiar, Nhô-Quim, O Mistério do Trevo, radionovela, Rádio Nacional, RGE, Rio Gráfica

Para comemorar o dia do Quadrinho Nacional, celebrado no dia 30 de janeiro, homenageamos um grande mestre do traço, o desenhista Flávio Colin em um de seus mais destacados trabalhos: Aventuras do Anjo, revista mensal publicada pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo) a partir de 1959. As imagens que ilustram esta postagem foram digitalizadas do número 12 da revista, lançada em abril de 1960. Há quase 50 anos. A história é O Mistério do Trevo e foi desenvolvida a partir do texto de Álvaro Aguiar, radioator que criou a radionovela de mesmo nome para a Rádio Nacional e também interpretava o destemido herói.

O Dia do Quadrinhos Nacional é comemorado em 30 de janeiro porque nesse dia, em 1869, foi publicada a primeira história em quadrinhos no Brasil (e a quinta do mundo). O autor da façanha foi o lendário desenhista Ângelo Agostini e a história se chamava Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte. Agostini teve um outro grande mérito: foi o criador da primeira hq de aventuras do mundo! CLIQUE AQUI para saber dessa história.


Em breve publicarei mais imagens e informações sobre Colin. Por enquanto curta a capa da revista Aventuras do Anjo (no topo) e três lindas páginas, todas com a arte do grande mestre.
Para ampliar em alta resolução, clique nas imagens.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Naiara-A Filha de Drácula, Nico Rosso, Quadrinhos Brasileiros | Tags: A Teia Diabólica, Editora Taika, João Rosa, Kasuhiko, Naiara, Nico Rosso, Príncipe das Trevas, Taika

Este blog ganhou um presente no último dia 21 do leitor Gustavo Machado: ele postou um comentário no texto Vende-se Naiara, de Nico Rosso, onde compatilha com todos os nossos visitantes o seu ótimo trabalho de digitalização da revista Naiara, A Filha de Drácula, número 4, de seu acervo pessoal, cuja a história é A Teia Diabólica.
Publicada pela Editora Taika no final dos anos 60, Naiara foi criada pela tarimbada roteirista Helena Fonseca, que já escrevia as histórias de Drácula para a mesma editora. As duas primeiras edições foram desenhadas por Juarez Odilon, mas o mestre Nico Rosso, que também desenhava as hitórias de Drácula, deu forma definitiva à personagem a partir da terceira edição.

Apesar de ser filha do Príncipe das Trevas, a temível vampira odiava o pai e lutava contra seu domínio. Ao contrário dele, Naiara preferia beber o sangue de suas vítimas numa enorme taça de cristal em um sofisticado ritual erótico (como se pode ver na página abaixo). Aliás, o homem que esnoba a vampira na página publicada acima terá sérios problemas no desenrolar da história…
Digitalizadas em ótima resolução, as 36 páginas da revista podem ser baixadas neste link. A capa da revista, desenhada por Nico Rosso, e três páginas desenhadas pelo mestre e seus fiéis assistentes, João Rosa e Kasuhiko, ilustram este texto e podem ser baixadas em alta resolução. Elas foram tratadas antes de serem postadas aqui.

NESTE LINK, o fã de Naiara e de Nico Rosso poderá baixar também um wallpaper para ser usado em seu desktop feito a partir da capa da revista.
Gustavo já colocou à disposição dos leitores outras revistas digitalizadas. Em breve nós daremos o destaque devido a esses outros escaneamentos.
Arquivado em: animação, Cinema - Filmes, Tintin - Hergé | Tags: Hergé, O Segredo do Licorne, Peter Jackson, poster, Spielberg, The Adventures of Tintin

E não é que todos pensavam que o nome do primeiro filme da trilogia de animação de Spielberg e Peter Jackson baseado no personagem criado por Hergé seria As Aveturas de Tintim: O Segredo do Licorne? Não foi, nem aqui, nem nos Estados Unidos (como se pode ver no cartaz oficial acima).
Esse nome só foi mantido nos países onde Tintim é muito conhecido e cultuado. Ou seja, na maioria dos países da Europa, inclusive Portugal. Os produtores devem ter decidido encurtar o título do filme no Brasil e nos Estados Unidos, mantendo apenas As Aventuras de Tintim (ou The Adventures of Tintin) para facilitar a divulgação por ser um nome mais fácil de memorizar. É que o jovem repórter e aventureiro não é tão popular nesses países como é na Europa.
Mas, no futuro, quem sabe… talvez esta produção seja relançada em alguma tecnologia digital ou mesmo em Blu-Ray, com o seu nome completo: As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne. Não mudaram o nome do filme Os Caçadores da Arca Perdida? Por que não fazer o mesmo com este? ;-)

Quer saber mais sobre Tintim? Visite o blog Mensagens do Hiperespaço onde há, até o momento, um bom artigo sobre o jovem repórter e outro sobre o filme de Spielberg. Em Um Blog! em Quadrinhos você também poderá ler mais sobre o personagem, baixar papéis de parede e fotos em ótima resolução.

As duas fotos e o poster do filme As Aventuras de Tintim podem ser ampliadas em ótima resolução; basta clicar nas imagens.
Arquivado em: Batman, Comics - Quadrinhos, Coringa, DC, Desenhistas | Tags: A Vida Após Batman, Bill Finger, Bob Kane, Jerry Siegel, Joe Shuster, Marisa Furtado, National Cartoonist Society, Paulo Serran, Profissão Cartunista, Robin, Sherrill David Robinson

A importância de Jerry Robinson para os quadrinhos vai muito além do fato de ele ter criado o Coringa que se tornou um dos mais importantes e cultuados vilões de todos os tempos. Além de talentoso desenhista de quadrinhos e cartunista, Robinson também foi um ativista político e ferrenho defensor dos direitos dos desenhistas e dos artistas da área dos quadrinhos. Em 1967, ele foi eleito presidente da National Cartoonist Society. Mais tarde ajudou a fundar o Sindicato de Cartunistas e Escritores dos Estados Unidos. Foi Jerry que começou uma intensa campanha para resgatar os direitos dos criadores do Super-Homem, Jerry Siegel e Joe Shuster, pois quando os dois criaram o personagem foram obrigados a assinar um contrato cedendo os direitos para a editora que publicava a revista do Homem de Aço.

Jerry Robinson tinha apenas 17 anos e estava estudando jornalismo quando conheceu Bob Kane – o criador de Batman – e este o convidou para trabalhar em seu estúdio. Lá, o rapaz conheceu Bill Finger, do qual se tornou pupilo, e iniciou sua carreira nos quadrinhos como letrista e arte-finalista. Mas logo ele estaria envolvido na criação do jovem parceiro do Homem-Morcego, cujo nome Jerry sugeriu: Robin. Como se não bastasse, pouco tempo depois Jerry Robinson criou também o Coringa, o arqui-inimigo do Batman!

Robinson se tornou um dos principais desenhistas de Batman. Mas ele também desenhou outros personagens, como Vigilante e Besouro Verde. Nos anos 50, paralelamente ao trabalho como desenhista, Robinson se tornou professor do School of Visual Arts.

No ano de 2000, Jerry Robinson esteve no Brasil para o lançamento do documentário Jerry Robinson, A Vida Após Batman, dirigido por Marisa Furtado e Paulo Serran, que compõe a série Profissão Cartunista. Durante sua estada no Brasil, ele deu ao seu amigo Álvaro de Moya, o simpático desenho autografado reproduzido no alto desta postagem.
Jerry faleceu em 7 de dezembro de 2011, 25 dias antes de completar 90 anos. Sherrill David Robinson nasceu no dia 1° de janeiro de 1922.
Os quadrinhos do Batman que ilustram este texto foram arte-finalizadas por Jerry. Qualquer imagem pode ser ampliada em ótima resolução. Basta clicar nelas.
Arquivado em: animação, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Tintin - Hergé | Tags: bande dessinée, Capitão Haddock, Georges Remi, Hergé, Peter Jackson, Steven Spielberg

Enfim, estréia no dia 20 de janeiro nos cinemas do Brasil a esperada animação As Aventuras de Tintim, de Steven Spielberg. Como já escrevi aqui, o filme é uma adaptação de três álbuns do personagem: O Caranguejo das Pinças de Ouro, onde Tintin conhece seu amigo, o Capitão Haddock; O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível. Criado em 1929 pelo desenhista belga Georges Remi, mais conhecido como Hergé, Tintin (Tintim, no Brasil) é um jovem repórter que se aventura pelo mundo em busca de histórias fantásticas e é um dos persanagens europeus mais admirados no mundo. Por isso, havia uma grande espectativa dos fãs com relação a esta produção. Mas, a união de Spielberg e Peter Jackson é garantia de qualidade quando se fala de cinema; e também de respeito pela obra de Hergé. A belíssima imagem que ilustra este texto dá uma idéia do cuidado e do carinho que os produtores tiveram na adaptação que realizaram. Se estivesse vivo – Hergé faria 105 anos em maio –, o desenhista teria orgulho do resultado.
Aproveite para visitar também o hot-site do filme As Aventuras de Tintim.
Arquivado em: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Marvel, Os Vingadores/Avengers, Thor | Tags: Black Widow, Captain America, Chris Evans, Chris Hemsworth, Hawkeye, Hulk, Iron Man, Jeremy Renner, Joss Whedon, Natasha Romanoff, Thanos, The Avengers

Olhando para essa cena aí de cima, até dá para entender porque o Calendário Maia prevê que o fim do mundo irá acontecer em 2012. Loki, Thanos, alienígenas a rodo, Caveira Vermelha… são muitos vilões ameaçando a humanidade e muitos heróis juntos tentando salvá-la. Thor, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Hawkeye, Viúva-Negra brigam entre si para depois fazerem as pazes como bons mocinhos que são. Mas o mundo dos super-heróis não será mais o mesmo depois de 2012! Os Vingadores (The Avengers) chega aos cinemas no final de abril. É o grande lançamento da Marvel neste ano.
A foto acima, de Zade Rosenthal, pode ser ampliada em ótima resolução. Nela aparecem Thor (Chris Hemsworth) e Capitão América (Chris Evans). Para ver mais fotos deste filme, clique aqui e aqui.
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