Arquivado em: Antonino Homobono, Comics - Quadrinhos, Vecchi | Tags: Chacal, Chet, Nova Leitura, Tony Carson

Hoje, dia 27 de abril de 2013, o grande desenhista Antonino Homobono Balieiro faria 60 anos. Já publiquei aqui e aqui diversos textos homenageando esta grande figura humana. Para comemorar esta data, desta vez falarei um pouco de seu talento para desenhar capas de livros de bolso e histórias em quadrinhos de faroeste e cowboys.

Certa vez, quando o visitei, ele estava em seu estúdio pintando ao mesmo tempo umas doze ou quinze capas para uns livrinhos de bolso. Eram histórias do faroeste que seriam lançados em bancas de revista. A cena era inacreditável! Antonino fazia um incrível trabalho em série: primeiro pintava uma determinada cor em todos os desenhos. Depois passava para outra cor, e assim sucessivamente. Os desenhos iam ganhando cores e formas a partir do traço a lápis numa produção contínua. A tinta usada era guache, solúvel em água. Assim, os desenhos que ainda estavam úmidos de tinta, eram pendurados numa espécie de “varal” em cima de sua prancheta, para que pudessem “secar” enquanto ele avançava na pintura das cores seguintes.

Para se ter uma idéia do resultado final desse trabalho do Antonino, basta ver as três artes de capas acima. Os desenhos que ele pintava naquele dia, eram assim, nesse estilo. Seu cliente era uma obscura editora (se não me engano, a Nova Leitura), que publicava esses populares livrinos de bolso, tipo pulp fiction. O mercado para ilustração e histórias em quadrinhos no Brasil era muito restrito. Então, Antonino usada desses artifícios para sobreviver: produzia rapidamente e em quantidade! Bravo Antonino!

Antonino Homobono Balieiro também fez diversos trabalhos para a Vecchi. Ele desenhou as capas de dois importantes personagens de histórias em quadrinhos dessa casa publicadora: Chacal (Tony Carson, acima) e Chet (abaixo), uma versão tupiniquim do Tex.

Na capa acima, de Chet, se percebe claramente que Antonino faz uma homenagem ao grande Joe Kubert, utilizando referências do trabalho desse desenhista. Abaixo, outra capa realizada para a mesma revista: a edição de número 21.

Mais abaixo, duas páginas desenhadas pelo mestre Antonino para as muitas aventuras de Chet que ele desenhou: a primeira é a página 55, da história “Dólar falsificado” (que apresenta um romance de Chet). A outra, é a nona página da história “Os Proscritos”. Repare na beleza do traço preto e branco do mestre Antonino. Inesquecível!


Arquivado em: Cavaleiro Negro, Comics - Quadrinhos, Faroeste, Gutemberg Monteiro-Gut, Jack Kirby, Marvel, RGE | Tags: Gibi de Ouro, Gringo, Gutemberg, Juarez Odilon, Milton Sardella, Primaggio, Ringo, Syd Shores, Timely Comics, Walmir

A revista do Cavaleiro Negro, publicada a partir de setembro de 1952 pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo), foi uma das revistas de faroeste mais longevas já impressas no Brasil. Não podemos esquecer que The Lone Ranger (editado no Brasil pela Ebal com o nome de Zorro) e, claro, Tex, ultrapassaram em quantidade de edições o personagem da RGE. Mas, mesmo assim, a façanha do Cavaleiro Negro foi impressionante: sua revista chegou às bancas por mais de 20 anos e alcançou a marca de 245 números!

Como as aventuras do Cavaleiro Negro eram curtas, ele dividia as páginas de sua revista com outros personagens do faroeste, como Ringo Kid, Arizona Raines, Apache Kid, Sierra Smith, Davy Crocket, Kit Carson, Daniel Boone, entre outras “histórias formidáveis de índios e de cowboys”.

Lançado em 1948, no segundo número da revista All-Western Winners, The Black Rider foi criado por Syd Shores para a Timely Comics (que, mais tarde, viria a se tornar a gigante Marvel Comics) e a partir do número 8 a revista passou a se chamar simplesmente de Black Rider. Enfim o Cavaleiro Negro ganhava seu próprio título nos Estados Unidos. Mas isso não foi o suficiente para transformá-lo num sucesso e a série de aventuras com o personagem foi cancelada no número 31, em novembro de 1955. Ele nunca conquistou os leitores americanos. Mas era um sucesso absoluto no Brasil.

Com a série cancelada em seu país de origem, a RGE teve que encontrar uma solução para continuar publicando a revista, que vendia muito bem. O mais lógico seria produzir aqui as novas aventuras do herói mascarado, já que a editora contava com desenhistas do mais alto nível em seu departamento de arte.
Mas, por mais inacreditável que pareça, a “solução” dada foi a seguinte: outros personagens de faroeste passaram a ser “retocados e transformados no Cavaleiro Negro pelos desenhistas do staff interno da Rio Gráfica”. Essa revelação consta em texto não assinado – provavelmente de autoria de Otacilio D’Assunção – publicado na revista Gibi de Ouro – Os Clássicos dos Quadrinhos – Cavaleiro Negro, lançada em 1985 pela RGE. E isso quer dizer exatamente o que você, leitor, entendeu: através de retoques nos desenhos originais, o Cavaleiro Negro era colocado no lugar do herói de outras histórias de faroeste!

Mas essa falta de respeito com os quadrinhos, os desenhistas e os leitores, durou algum tempo até que, finalmente, a direção da RGE tomou juízo e as aventuras do personagem passaram a ser produzidas no Brasil. Assim, o Cavaleiro Negro ganhou os traços de mestres como Gutemberg (a capa da edição 106, reproduzida abaixo foi desenhada por ele), Walmir, Milton Sardella, Juarez Odilon, entre outros. Mesmo assim, de vez em quando, aventuras de outros caubóis menos importantes continuavam a ser retocadas e transformadas em histórias do caubói mascarado.

O grande desenhista Gutemberg Monteiro, que fez sua carreira nos Estados Unidos, desenhou diversas histórias do Cavaleiro Negro, como estas páginas reproduzidas abaixo e que fazem parte da história “Balas Marcadas”, publicada na revista do Cavaleiro Negro #113.



Muitos desenhistas de talento também produziram histórias de Black Rider nos Estados Unidos. Curiosamente, Jack Kirby foi um deles. Provavelmente a página e o quadrinho que reproduzimos abaixo são trabalhos de Kirby. Pena que a aventura “A luva negra!” não veio creditada.


Finalmente, em 1972, a revista do Cavaleiro Negro também estava prestes a ser cancelada pela RGE por absoluta falta de material. Assim, o então diretor de arte, Primaggio Mantovi, decidiu transformar as histórias de Gringo – um personagem de faroeste produzido na Espanha – em aventuras do Cavaleiro Negro, voltando a usar novamente a execrável solução de retocar o personagem. A culpa obviamente não era dele, já que a direção da RGE não lhe dava condições de produção de novas histórias. Mas essa curiosa história será contada em outra postagem.
Abaixo três reproduções de capas da revista Black Rider, publicadas no início da década de 50 nos Estados Unidos.
- A capa da revista Black Rider 17 foi usada na primeira edição da revista Cavaleiro Negro, da RGE.
- Black Rider 20
- Black Rider 25
Arquivado em: Batman, Comics - Quadrinhos, DC, Desenhistas, Neal Adams | Tags: Bigger and Better, Bob Kane, Denny O'Neil, Dick Giordano, homem-morcego, Irv Novick, Menino-Prodígio, Mike Friedrich, Rich Buckler, Robin, Teen Wonder

O número 241 da revista Batman, da DC Comics, lançada nos Estados Unidos em maio de 1972 (ou seja, há quase 41 anos!) foi uma edição especial com 52 páginas. Normalmente essas revistas em quadrinhos tinham, por padrão, apenas 36 páginas e o preço era de 20 cents. Mas essa foi uma época em que a DC aumentou o número de páginas de algumas de suas mais populares revistas em quase um terço, subindo o preço de capa a um percentual bem menor. A garotada pagava apenas um quarto de dólar, ou seja, 25 cents, para ter ainda mais aventuras com seus heróis preferidos. Essa campanha foi chamada de “Bigger and Better” e visava, claro, aumentar as vendas das revistas. A capa desta edição é uma das mais icônicas já publicadas com o Homem-Morcego. Ela foi desenhada por Neal Adams, que estava envolvido na revitalização do personagem.
Baixe aqui wallpapers feitos a partir de imagens desta revista!

A revista trazia três histórias. A primeira se chamava At Dawn Dies Mary MacGuffin! e foi roteirizada por Denny O’Neil e desenhada pela dupla Irv Novick e Dick Giordano, que procuravam manter o estilo que Neal Adams imprimiu ao Cruzado de Capa (como se pode ver nas três páginas da história reproduzidas nesta postagem).


A segunda história trazia uma aventura solo de Robin, “The Teen Wonder” escrita por Mike Friedrich e desenhada por Rich Buckler. A aventura, que continuava na edição seguinte, foi chamada de Secret of the Psychic Siren e teve a participação especial do Kid Flash, seu companheiro de lutas na Turma Titã.

Para completar a edição, uma aventura clássica de Batman and Robin, publicada no número 5 da revista, em 1941. Come Down Memory Lane foi escrita por Bill Finger e desenhada pelo criador do personagem: Bob Kane. Na 9ª página da história, um suspense: Batman encontra Robin mortalmente ferido e, ao ver o Cruzado de Capa carregando o corpo inerte do garoto, o leitor tem a sensação de que é o fim do Menino-Prodígio. Mas que nada. Nos três últimos quadrinhos Robin aparece sorridente deitado na cama de um hospital vestindo o seu uniforme (isso mesmo: deitado com uniforme, com máscara e tudo!!!) ao lado de Batman, que também está acamado recuperando-se de um ferimento. E o Homem-Morcego não perde a pose! Está com o seu uniforme!!! É sério! Essas histórias eram ridículas mesmo! :)


Leia mais sobre Batman, neste link.
Arquivado em: Desenhistas, Imprensa, Jaguar, Pasquim | Tags: D. Pedro I, Eu quero mocotó, Grito da independência, Pasquim

É muito bom poder publicar esta charge e não ser preso. Foi graças a ela que boa parte da turma do Pasquim foi presa… Nesta entrevista, Jaguar conta toda essa história! E muitas outras! Leia mais sobre o grande cartunista aqui.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, DC, Desenhistas, Gavião Negro/Hawkman, Joe Kubert, Sargento Rock, Tarzan | Tags: A Origem de Tarzan, Andy Kubert, Ás Inimigo, Enemy Ace, Fax from Sarajevo, G.I. Combat, Mighty Mouse, Pré-história, Príncipe Viking, Tor, Yossel

Joe Kubert era um gigante. Talvez não seja tão simples defini-lo em uma palavra. Mais complicado será falar sobre ele sem exagerar nos adjetivos. Kubert é um nome fundamental na História das histórias em quadrinhos. Ele se transformou em uma lenda há muito tempo, não só por ter criado um traço personalíssimo e dinâmico, perfeito para dar vida a personagens selvagens e aventureiros como Tarzan, Sargento Rock, Gavião Negro, Tor (abaixo), Ás Inimigo e tantos outros. Mas seu talento também norteou o trabalho de grandes artistas, que deram seus primeiros passos na bem sucedida escola criada por ele e sua esposa, Muriel, em 1976. Na verdade, Kubert sempre foi um apaixonado pelo seu trabalho, tanto como desenhista, quanto como editor, escritor e professor, inspirando inúmeros autores por todo mundo.

Filho de pais judeus, Yosaif (ou Joseph) Kubert nasceu em 18 de setembro de 1926 numa pequena cidade chamada Yzeran, que ficava na Polônia e hoje faz parte da Ucrânia. Sua família emigra para os Estados Unidos quando tinha pouco mais de dois meses de vida e passa a viver no Brooklin.
Durante sua infância, ele descobre sua paixão pela arte de desenhar e, com o apoio dos pais, torna-se um talento precoce. Há controvérsias quanto à época em que começou a trabalhar como desenhista iniciante. Na introdução de sua graphic-novel Yossel, Kubert escreveu que ele recebeu cinco dólares por página quando tinha 12 anos. “Em 1938, isso era muito dinheiro”, afirmou.
A partir daí, não parou mais. Fã de Hal Foster, Alex Raymond e Milton Caniff, o jovem trabalhou para diversos estúdios e com os mais diferentes personagens e gêneros, desde ficção-científica até faroestes e histórias de guerra. Em meados da década de 1940 ele passa a desenhar mais regularmente para a All-American Comics, editora que se tornaria, no futuro, a DC Comics; em 1945 Kubert começa a ilustrar um dos personagens que marcariam a sua carreira: Gavião-Negro (Hawkman).
No início da década de 1950, Kubert inicia sua carreira de executivo ao aceitar o cargo de editor da St. John Publications. Ao lado do colega de escola Norman Maurer e do irmão deste, Leonard, ele desenvolve para a editora, em 1953, a primeira revista de quadrinhos em 3D do mundo, apresentando as aventuras de SuperMouse (Mighty Mouse), adaptação do famoso desenho animado infantil da época. O sucesso foi instantâneo. No mesmo ano ele lança as aventuras de Tor, personagem que vive numa época pré-histórica, e também ganha uma versão em 3D, aproveitando o sucesso dessa tecnologia.
Ao contrário do que era comum naquela época, os direitos autorais de Tor continuam nas mãos de Kubert e as aventuras desse herói são publicadas com relativo sucesso em diversas editoras ao longo da carreira do desenhista.

Em 1955 ele volta a desenhar para a DC Comics, inicialmente como free-lancer, mas logo estaria trabalhando exclusivamente para a editora. Neste ano ele intensifica uma frutífera parceria com o também lendário escritor e editor Robert Kanigher, que já conhecia desde os tempos da All-American Comics e com o qual desenvolveu diversas histórias de guerra e personagens de sucesso, como o Príncipe Viking, lançado em agosto de 1955. Mas foi em janeiro de 1959 que a dupla apresentou uma de suas mais importantes criações: o Sargento Rock (acima), publicado pela primeira vez na revista G.I. Combat. Chamado inicialmente de “The Rock”, o soldado que lutava contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial ganhou mais definição nas histórias seguintes e caiu no gosto dos leitores, transformando-se numa das séries mais duradouras dos comics americanos.

Apesar de criar histórias de guerra, a dupla Kanigher-Kubert jamais glorificou os conflitos e sempre mostrou o lado humano de cada personagem retratado. Seguindo esta linha, a dupla novamente inova em 1965 ao apresentar para o público Ás Inimigo (Enemy Ace), um piloto da aviação que lutou durante a Primeira Guerra Mundial. Ele não era inglês ou americano. Era alemão. E isso fez toda a diferença. Kubert sempre gostou de ilustrar os roteiros de Kanigher, carregados de detalhes históricos e que exigiam muita pesquisa de época. Certa vez ele escreveu que seus roteiros tinham a capacidade de provocar sua imaginação: “Suas palavras tinham o poder de criar excitantes imagens dramáticas e dinâmicas em minha mente!”. Não foi por acaso que Ás Inimigo é considerado uma das melhores histórias de guerra já produzidas para os quadrinhos.

Acima, Cabelos de Fogo, de Joe Kubert. Publicado em fevereiro de 1973 na revista Tomahawk n°16, da Ebal. Nesse mesmo ano foi lançado também pela Ebal, o álbum A Origem de Tarzan, que mostra a morte de Kala (abaixo).

A partir de 1967 Kubert passou a ser Diretor de publicações da DC Comics. Cinco anos depois aceitou o desafio de readaptar os livros de Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, para os quadrinhos (leia O traço selvagem de Joe Kubert). E assim ele criou mais uma obra-prima da arte seqüencial e o personagem de Burroughs retoma o status adquirido em seus primórdios, quando era desenhado por Hal Foster e Burne Hogarth.

Depois de deixar o cargo de Diretor na DC em 1976, a paixão de Kubert por sua arte e seu interesse em formar uma nova geração de artistas fazem com que ele e sua esposa fundem a The Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art, hoje conhecida internacionalmente como The Kubert School. Vários grandes artistas de sua geração foram professores de sua escola. E ela formou inúmeros novos talentos, como dois dos cinco filhos de Kubert, Adam e Andy, considerados nomes de grande expressão na indústria dos comics americanos. Os anos seguintes seriam de dedicação quase total aos seus alunos, mas sem deixar de desenhar quadrinhos.
Na década de 1990 Kubert voltaria a produzir histórias mais autorais. Em 1991 lançou Abraham Stone: Country Mouse City Rat para a Malibu Comics. Em 1994, ele recebeu a visita do célebre editor italiano Sergio Bonelli em sua residência. Este o havia convidado a ilustrar uma história especial do popular cowboy italiano Tex, mas Kubert teve que adiar a realização desse projeto para se dedicar exclusivamente à produção daquela que se tornaria sua nova obra-prima, a premiada graphic novel Fax from Sarajevo. Inédito no Brasil, este livro foi baseado numa série de faxes que seu representante na Europa, Ervin Rustemagiæ, enviou para ele relatando com detalhes a tragédia da guerra na Sérvia durante o massacre de civis em Sarajevo. Esta obra foi, finalmente, publicada em 1996. E a história de Tex foi lançada na Itália cinco anos depois, em 2001, com enorme repercussão.
Dois anos depois, Kubert voltaria às suas origens imaginando o que aconteceria se sua família não tivesse emigrado para os Estados Unidos e continuasse vivendo na Polônia. Esse foi o ponto de partida para a novela gráfica Yossel, lançada em 2003.

Neste ano ele também retornaria ao personagem que consagrou, com a minissérie Sgt. Rock: Between Hell and a Hard Place, escrita por Brian Azzarello, e três anos depois, com outra aventura estrelada pelo soldado: The Prophecy (abaixo). Em 2008, um novo retorno. Agora ao seu primeiro personagem na minissérie Tor: A Prehistoric Odyssey, publicada pela DC Comics. São desse período também as histórias autorais Jew Gangster e Dong Xoai, sobre a guerra do Vietnã.

Seu último trabalho publicado foi Before Watchmen: Nite Owl para a DC, onde ele arte-finalizou o desenho a lápis executado por seu filho Andy Kubert. Bem do jeito que ele fazia no início de carreira. Em outubro, estava previsto pela DC o lançamento de sua última incursão como quadrinista: a minissérie Joe Kubert Presents, com novas histórias gráficas, incluindo o retorno do desenhista ao seu Gavião Negro (Hawkman, abaixo).

Joe Kubert faleceu no dia 12 de agosto em decorrência de um tipo de câncer, um mieloma múltiplo, poucas semanas antes de completar 86 anos.
Publicado originalmente no Jornal da ABI 381.

Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Fantasma/The Phantom, Gutemberg Monteiro-Gut, Menezes, RGE | Tags: Evaldo, Flávio Colin, Jayme Cortez, José Menezes, Lutz, Primaggio Mantovi, Rio Gráfica e Editora, Walmir Amaral

A capa desta edição da revista Almanaque do Fantasma, publicada pela Rio Gráfica e Editora no início dos anos 70, foi desenhada por Gutemberg Monteiro, grande mestre dos quadrinhos que trabalhou nessa editora durante 20 anos e depois fez carreira nos Estados Unidos, onde trabalhou por mais 40 anos.
Naquele tempo a RGE mantinha um estúdio especializado na produção de histórias em quadrinhos com uma equipe de desenhistas e roteiristas do mais alto nível. Faziam parte dessa turma, nomes como Walmir Amaral, Evaldo, Lutz, Flávio Colin, José Menezes, Primaggio, entre muitos outros talentos, além de, é claro, Gutemberg. Era uma turma muito unida. Tanto que, quando Gutemberg esteve no Brasil de férias no início da década de 90, depois de passar muitos anos nos Estados Unidos, deu ao José Menezes a arte original dessa capa do Fantasma. Na dedicatória Gutemberg o chama de “irmão, amigo e colega”. Não é qualquer um que tem um original desses em seus guardados. Menezes tem. E se orgulha muito dessa amizade de anos!
Abaixo, a arte da capa com a dedicatória de Gutemberg ao amigo Menezes. Clique na imagem para ampliá-la.

Arquivado em: Antonino Homobono, Álvaro de Moya, Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Exposição de 1951, Gutemberg Monteiro-Gut, Jayme Cortez, Primaggio, Quadrinhos Brasileiros | Tags: André Le Blanc, Antonino Homobono Balieiro, Álvaro de Moya, Breccia, Capitão Radar, Casper, Eugenio Colonnese, Gutemberg, Jayme Cortez, José Lanzelotti, Lanzellotti, Maurício de Sousa, o Cangaceiro, Pato Donald, Pererê, Primaggio, Raimundo, Raio Vermelho, Rodolfo Zalla, Shimamoto, Ziraldo

Você gosta de ver originais de histórias em quadrinhos? Então não perca a Exposição Quadrinhos’51, que foi criada para homenagear os grandes mestres das Histórias em Quadrinhos nacionais
das décadas de 40 a 70 e também para lembrar aquela que é considerada a primeira exposição didática internacional de Histórias em Quadrinhos do mundo, organizada em São Paulo em 1951 por Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado.
Quadrinhos’51 ficará aberta ao público até o dia 26 de maio no Museu Belas Artes de São Paulo (MuBA), onde estarão expostos desenhos originais de alguns dos mais importantes artistas desse período, além de esboços e de publicações raras editadas nessas décadas.
No alto, desenho de uma página de quadrinhos de Eugênio Colonnese para a revista Mirza, A Mulher-Vampiro. Ao lado, Raimundo, o Cangaceiro, de José Lanzellotti.
O público terá uma chance raríssima de ver de perto a técnica e o talento de desenhistas que produziram obras inesquecíveis numa época em que as histórias em quadrinhos eram perseguidas violentamente por setores da sociedade que insistiam em desqualificar essa arte com argumentos preconceituosos. Mas, a despeito de toda a intolerância, os quadrinhos se impuseram como uma nova linguagem através da força dessa geração de profissionais.
Os originais estão marcados pelo tempo e alguns têm colagens e instruções para impressão, e dão a exata dimensão de como eram produzidos os quadrinhos naquele tempo, além de mostrar a técnica de cada desenhista.

Dentre os trabalhos selecionados, o público dessa mostra poderá apreciar artes-finais de Jayme Cortez, Gutemberg Monteiro, Álvaro de Moya, Antonino Homobono Balieiro (acima), Primaggio, Rodolfo Zalla, Shimamoto, André Le Blanc, Eugênio Colonnese, José Lanzelotti, Izomar, Rubens Cordeiro entre outros gênios do traço. A Exposição Quadrinhos’51 também mostrará originais de desenhistas estrangeiros como E.T. Coelho, Will Eisner, Jerry Robinson, Jim Davis, Mort Walker, Leonard Starr, Serpieri.

Publicações raras de inestimável valor histórico também são exibidas graças ao zêlo de nosso amigo, o colecionador Adriano Rainho, que cedeu gentilmente exemplares de O Pato Donald, n°1; Pererê, n°1, do Ziraldo (acima); Raio Vermelho n° 10 (de 1951), Capitão Radar, Zas Traz número 1 (a revista editada por Jayme Cortez que publicou as primeiras histórias em quadrinhos do Mauricio de Sousa) e muitos outras raridades. Do acervo de Álvaro de Moya o visitante verá também preciosidades como a revista Mad n° 11, de 1954; El Corazón Delator, adaptação de Breccia em formato gigante da obra de Edgar Alan Poe impressa em serigrafia e revistas número 1 da Turma da Mônica editadas na Europa. Há também Raimundo, o Cangaceiro, números 1 e 2, de José Lanzellotti, cedidas por sua filha Jussara; além dois exemplares de O Tico-Tico e O Globo Juvenil, de 1949.

Entre as obras expostas, o visitante irá encontras este desenho para a capa da revista Casper (Gasparzinho), que Gutemberg Monteiro fez nos Estados Unidos, onde trabalhou durante 40 anos. O MuBA fica na Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, em Vila Mariana, perto do Metrô. Para saber como chegar, CLIQUE AQUI. Visite também o site Quadrinhos’51, e conheça a programação de debates que acontecem todos os sábados a partir das 14 horas.
Arquivado em: Desenhistas, Imprensa, Jaguar | Tags: Antonio Callado, Caio Mourão, Carlos Scliar, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Flávio Damm, Glauco Rodrigues, Jorge Amado, Luiz Lobo, Marcel Gautherot, Newton Carlos, Paulo Francis, Rubem Braga, Senhor, SR.

Em 1959, o mestre Jaguar passou a fazer parte da brilhante equipe, capitaneada por Nahum Sirotsky, que criou a SR. (Senhor), uma das melhores e mais importantes revistas já editadas no Brasil. Só para se ter uma idéia da dimensão dessa publicação, basta uma rápida olhada no expediente e nas assinaturas dos textos e ilustrações para encontrar nomes como os de Paulo Francis, Carlos Scliar, Newton Carlos, Glauco Rodrigues, Caio Mourão, Rubem Braga, Antonio Callado, Fernando Sabino, Clarice Lispector, Jorge Amado, Flávio Damm, Luiz Lobo, Marcel Gautherot e tantos outros.

A capa reproduzida no alto foi criada por Jaguar para a edição de dezembro de 1959. Era o décimo número da revista, que trazia reportagens como Julião da Galiléia (quem é o homem das “ligas camponesas”), escrita por Callado, e Vinte dias de Paris, de Fernando Sabino; além de um especial sobre O nu na arte, o conto A Galinha, de Clarice Lispector, e O Maravilhoso O, de James Thurber, adaptado por ninguém menos que Ziraldo.

Jaguar tinha 27 anos quando publicou estas ilustrações e charges. Os dois desenhos de cima são da edição de outubro (número 8). O belo desenho do cavalo foi publicado assim mesmo, sobre o texto do artigo de Teófilo de Vasconcelos: Um cavalo não é um cavalo, não é um cavalo. A charge de baixo foi publicada em dezembro. A revista SR. era, também, um deleite para os olhos!

Clique nas imagens para ampliá-las em boa resolução.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Faroeste, Primaggio, RGE | Tags: A Seita dos Vingadores, Beetle Bailey, cowboy, Moranguinho, Primaggio Mantovi, Recruta Zero, Rocky Lane, Sacarrolha

O desenhista Primaggio Mantovi é muito conhecido por sua principal criação, o palhaço Sacarrolha. Mas o primeiro personagem que ele desenhou foi um cowboy de filme B americano do qual era um grande fã quando criança: Rocky Lane. Sobre essa experiência, ele me falou ao telefone: “Foi muito bom. As histórias em quadrinhos de Rocky Lane tinham parado nos Estados Unidos mas, como vendia bem, decidiram continuar a publicar no Brasil. De repente eu estava desenhando meu cowboy preferido e ainda era pago por isso! Cheguei a criar e desenhar uma história contando a origem dele, coisa inédita nos Estados Unidos!”.
Acima vemos um desenho colorido que Primaggio fez e nunca foi publicado. É uma pintura de seu acervo que o próprio desenhista nos enviou para que pudéssemos compartilhar com nossos leitores. Abaixo, vemos um desenho do cowboy Rocky Lane extraído da primeira página da história A Seita dos Vingadores, que Primaggio também nos enviou. Para ver essa página completa, exatamente como ela foi publicada, CLIQUE NESTE LINK.

Primaggio entrou na Rio Gráfica em 1964 e no ano seguinte passou a desenhar Rocky Lane todo o mês. Depois desenhou também o Recruta Zero (Beetle Bailey) e, mais tarde, na Editora Abril fez histórias dos personagens Disney e de outros personagens infantis, como Pantera Cor-de-Rosa e Moranguinho. (Clique nas imagens para ampliá-las)
Arquivado em: Aventuras do Anjo, Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Flavio Colin, Quadrinhos Brasileiros | Tags: Álvaro Aguiar, Nhô-Quim, O Mistério do Trevo, radionovela, Rádio Nacional, RGE, Rio Gráfica

Para comemorar o dia do Quadrinho Nacional, celebrado no dia 30 de janeiro, homenageamos um grande mestre do traço, o desenhista Flávio Colin em um de seus mais destacados trabalhos: Aventuras do Anjo, revista mensal publicada pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo) a partir de 1959. As imagens que ilustram esta postagem foram digitalizadas do número 12 da revista, lançada em abril de 1960. Há quase 50 anos. A história é O Mistério do Trevo e foi desenvolvida a partir do texto de Álvaro Aguiar, radioator que criou a radionovela de mesmo nome para a Rádio Nacional e também interpretava o destemido herói.

O Dia do Quadrinhos Nacional é comemorado em 30 de janeiro porque nesse dia, em 1869, foi publicada a primeira história em quadrinhos no Brasil (e a quinta do mundo). O autor da façanha foi o lendário desenhista Ângelo Agostini e a história se chamava Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte. Agostini teve um outro grande mérito: foi o criador da primeira hq de aventuras do mundo! CLIQUE AQUI para saber dessa história.


Em breve publicarei mais imagens e informações sobre Colin. Por enquanto curta a capa da revista Aventuras do Anjo (no topo) e três lindas páginas, todas com a arte do grande mestre.
Para ampliar em alta resolução, clique nas imagens.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Naiara-A Filha de Drácula, Nico Rosso, Quadrinhos Brasileiros | Tags: A Teia Diabólica, Editora Taika, João Rosa, Kasuhiko, Naiara, Nico Rosso, Príncipe das Trevas, Taika

Este blog ganhou um presente no último dia 21 do leitor Gustavo Machado: ele postou um comentário no texto Vende-se Naiara, de Nico Rosso, onde compatilha com todos os nossos visitantes o seu ótimo trabalho de digitalização da revista Naiara, A Filha de Drácula, número 4, de seu acervo pessoal, cuja a história é A Teia Diabólica.
Publicada pela Editora Taika no final dos anos 60, Naiara foi criada pela tarimbada roteirista Helena Fonseca, que já escrevia as histórias de Drácula para a mesma editora. As duas primeiras edições foram desenhadas por Juarez Odilon, mas o mestre Nico Rosso, que também desenhava as hitórias de Drácula, deu forma definitiva à personagem a partir da terceira edição.

Apesar de ser filha do Príncipe das Trevas, a temível vampira odiava o pai e lutava contra seu domínio. Ao contrário dele, Naiara preferia beber o sangue de suas vítimas numa enorme taça de cristal em um sofisticado ritual erótico (como se pode ver na página abaixo). Aliás, o homem que esnoba a vampira na página publicada acima terá sérios problemas no desenrolar da história…
Digitalizadas em ótima resolução, as 36 páginas da revista podem ser baixadas neste link. A capa da revista, desenhada por Nico Rosso, e três páginas desenhadas pelo mestre e seus fiéis assistentes, João Rosa e Kasuhiko, ilustram este texto e podem ser baixadas em alta resolução. Elas foram tratadas antes de serem postadas aqui.

NESTE LINK, o fã de Naiara e de Nico Rosso poderá baixar também um wallpaper para ser usado em seu desktop feito a partir da capa da revista.
Gustavo já colocou à disposição dos leitores outras revistas digitalizadas. Em breve nós daremos o destaque devido a esses outros escaneamentos.
Arquivado em: Batman, Comics - Quadrinhos, Coringa, DC, Desenhistas | Tags: A Vida Após Batman, Bill Finger, Bob Kane, Jerry Siegel, Joe Shuster, Marisa Furtado, National Cartoonist Society, Paulo Serran, Profissão Cartunista, Robin, Sherrill David Robinson

A importância de Jerry Robinson para os quadrinhos vai muito além do fato de ele ter criado o Coringa que se tornou um dos mais importantes e cultuados vilões de todos os tempos. Além de talentoso desenhista de quadrinhos e cartunista, Robinson também foi um ativista político e ferrenho defensor dos direitos dos desenhistas e dos artistas da área dos quadrinhos. Em 1967, ele foi eleito presidente da National Cartoonist Society. Mais tarde ajudou a fundar o Sindicato de Cartunistas e Escritores dos Estados Unidos. Foi Jerry que começou uma intensa campanha para resgatar os direitos dos criadores do Super-Homem, Jerry Siegel e Joe Shuster, pois quando os dois criaram o personagem foram obrigados a assinar um contrato cedendo os direitos para a editora que publicava a revista do Homem de Aço.

Jerry Robinson tinha apenas 17 anos e estava estudando jornalismo quando conheceu Bob Kane – o criador de Batman – e este o convidou para trabalhar em seu estúdio. Lá, o rapaz conheceu Bill Finger, do qual se tornou pupilo, e iniciou sua carreira nos quadrinhos como letrista e arte-finalista. Mas logo ele estaria envolvido na criação do jovem parceiro do Homem-Morcego, cujo nome Jerry sugeriu: Robin. Como se não bastasse, pouco tempo depois Jerry Robinson criou também o Coringa, o arqui-inimigo do Batman!

Robinson se tornou um dos principais desenhistas de Batman. Mas ele também desenhou outros personagens, como Vigilante e Besouro Verde. Nos anos 50, paralelamente ao trabalho como desenhista, Robinson se tornou professor do School of Visual Arts.

No ano de 2000, Jerry Robinson esteve no Brasil para o lançamento do documentário Jerry Robinson, A Vida Após Batman, dirigido por Marisa Furtado e Paulo Serran, que compõe a série Profissão Cartunista. Durante sua estada no Brasil, ele deu ao seu amigo Álvaro de Moya, o simpático desenho autografado reproduzido no alto desta postagem.
Jerry faleceu em 7 de dezembro de 2011, 25 dias antes de completar 90 anos. Sherrill David Robinson nasceu no dia 1° de janeiro de 1922.
Os quadrinhos do Batman que ilustram este texto foram arte-finalizadas por Jerry. Qualquer imagem pode ser ampliada em ótima resolução. Basta clicar nelas.
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Ebal, Marvel, Quarteto Fantástico/Fantastic Four, Surfista Prateado/Silver surfer, Jack Kirby | Tags: Stan Lee, Silver Surfer, Johnny Storm, The Thing, Sue Storm, Reed Richards, Ben Grimm, Invisible Woman, Mr. Fantastic, Human Torch, Galactus, Trilogia de Galactus, Jean Giraud

Parece incrível mas em 2011, o ano em que o Quarteto Fantástico (Fantastic Four) comemorou seus 50 anos de criação não aconteceu nenhuma grande comemoração ou homenagem. E olha que a revista desses personagens antológicos, lançada com data de capa de novembro de 1961 (abaixo), marcou o início da gloriosa “Era Marvel”, quando seus criadores, o editor Stan Lee e o desenhista Jack Jirby introduziram problemas existenciais no gênero super-heróis. Ambos escreviam as histórias do Quarteto Fantástico, que foi o primeiro grupo de heróis criado para a Marvel e se tornou um divisor de águas nos comics americanos.

Os personagens Reed, Ben, Sue e Johnny ganham poderes extraordinários quando são expostos a misteriosos raios cósmicos durante uma viagem espacial. Ao voltarem à Terra, demoram a se acostumar com seus poderes (principalmente o monstruoso “Coisa“) e enfrentam problemas de despejo, reclamações de vizinhos e diversas dificuldades comuns ao dia-a-dia das pessoas, enquanto têm que enfrentar perigosos vilões! Nem “uniformes” eles vestiam nas duas primeiras edições da revista. Algo totalmente novo e criativo para a época.

Mas, como se não bastasse, Jack Kirby e Stan Lee iriam revolucionar novamente as histórias do grupo cinco anos depois, em 1966, quando seus leitores seriam apresentados a Galactus, o Devorador de Mundos (acima), e seu arauto o Surfista Prateado, este uma criação exclusiva do grande desenhista e roteirista. Foram três histórias, conhecidas como a Trilogia de Galactus, onde o Quarteto Fantástico tem que salvar o planeta de um ser gigantesco e extremamente poderoso. Nesse meio tempo, o Surfista Prateado passa de vilão a herói, ao se voltar contra o poderoso ser que ele servia!

Isso significa que em 2011 também se comemoraram os 45 anos de criação destes dois personagens ícones da Marvel: o Surfista Prateado e Galactus, o Devorador de Mundos!

Acima, a primeira aparição do Surfista Prateado. No quadro abaixo, podemos ver que a decisão de romper com Galactus para preservar a vida na Terra fez do Surfista Prateado um prisioneiro na Terra e, embora ele não tenha se arrependido, o deixou angustiado.

Como sempre acontecia, o Brasil só conheceu esses personagens muito tempo depois. O Quarteto Fantástico só foi lançado por aqui em janeiro de 1970, na revista mensal Estréia!, da Ebal. A trilogia que apresentou Galactus e o Surfista Prateado aos leitores brasileiros chegou também com muito atraso e só foi publicada em 1974, na revista do Homem Aranha (a revista com o Quarteto já havia sido cancelada e as aventuras dos quatro heróis passaram a sair na revista mensal do Cabeça de Teia). Esse atraso causou um fato inusitado: Galactus apareceu primeiro numa história do Thor publicada em sua revista mensal Álbum Gigante lançada em maio de 1970 pela Ebal. Ou seja, os brasileiros conheceram primeiro Galactus e só quatro anos depois tiveram contato com o Surfista.

As imagens em preto e branco foram digitalizadas a partir das histórias que compõe a Trilogia de Galactus publicadas nas revistas da Ebal. Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.
Para baixar dois wallpapers exclusivos do Surfista Prateado desenhado pelo genial Moebius (Jean Giraud), CLIQUE AQUI!
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Mafalda, Quino | Tags: Argentina, Fontanarrosa, humor gráfico, Quino

Reparei que muita gente está chegando a este blog procurando por informações e imagens da Mafalda através dos mecanismos de busca na internet. Por isso vou direto ao assunto e compartilho com os visitantes de Um Blog no Planeta Mongo estes cinco desenhos da personagem criada em 1964 pelo grande desenhista argentino Quino. Para ampliá-los em ótima resolução, basta clicar em cada desenho. Caso você queira ler algumas tiras da Mafalda, clique no link de seu nome, acima.

Aproveite para ler esta entrevista realizada pelo jornalista Ariel Palácios com dois gigantes do humor gráfico argentino: Quino e Fontanarrosa. Você também pode clicar AQUI para ler mais sobre Quino.



Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Gene Colan, Marvel | Tags: Drácula, Gene Colan, Príncipe das Trevas, The Tomb of Dracula

Há uma série da Marvel que nunca foi bem tratada pelas editoras do Brasil. Seu nome é The Tomb of Dracula. Nela, as histórias do Príncipe das Trevas alcançam um altíssimo nível de qualidade, com roteiros bem elaborados e desenhos primorosos. O grande Gene Colan foi um dos principais artistas da revista e seu Drácula parece se mexer através dos quadrinhos! A página acima, ilustrada por ele, foi digitalizada da revista The Tomb of Dracula #62. Nenhuma editora se habilita a lançar A Tumba de Drácula em livros especiais?















