Arquivado em: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Jack Kirby, Marvel, Os Vingadores/Avengers | Tags: Caveira Vermelha, Celso Sabadin, Chris Evans, Hugo Weaving, Jack Kirby, Joe Johnston, Joe Simon, Stanley Tucci, Steve Rogers, Toby Jones, Tommy Lee Jones

Gostei do texto que meu caro amigo, o crítico de cinema Celso Sabadin, escreveu sobre o filme Capitão América – O Primeiro Vingador publicado no site, Planeta Tela. Por isso, transcrevo a resenha abaixo. Mas ainda não concordo com uma coisa que ele elogia: as cenas contrangedoras do Capitão América como joguete publicitário são totalmente dispensáveis…
“CAPITÃO AMÉRICA” DIVERTE COM QUALIDADE
Por Celso Sabadin
Demorou. No ano em que completa 70 anos, finalmente o Capitão América ganha uma versão cinematográfica de qualidade. Depois de alguns seriados e produções toscas que se arrastaram pelas últimas décadas, o herói do escudo voador agora está bem representado nas telas com Capitão América – O Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston.
O personagem foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em plena 2ª Guerra Mundial, tendo sido publicado pela primeira vez em março de 1941. Ou seja, a guerra já corria solta na Europa, mas os EUA ainda não haviam entrado no conflito. Por apenas 10 centavos de dólar, as bancas de jornal da época vendiam a primeira edição do comics “Captain America”, cuja capa mostrava o herói esmurrando Hitler. É com essa visão que o filme deve ser observado: sim, o personagem é um símbolo vivo de propaganda belicista, e o roteiro não só respeita como sublinha esta gênese.

Tudo parte da inquietação de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino, de saúde frágil, totalmente abduzido pela insistente propaganda de alistamento militar, durante a 2ª Guerra. Num país em que se estourar pela Pátria é um patético sinal de heroísmo, Steve faz de tudo para ser aceito no Exército, sem sucesso. Até o momento em que o Dr. Erskine (Stanley Tucci, ótimo como sempre) um cientista alemão que deserdou para o lado americano, percebe que Steve tem potencial para participar de um experimento científico que deverá criar super-soldados. E finalmente o “convoca”.
Percebe-se que o diretor Johnston aprendeu bastante com Steven Spielberg, na época em que comandou os efeitos especiais de Caçadores da Arca Perdida. Na grandiosidade das cenas, na ação, no humor, no estilo de dirigir e construir seus personagens, e até em alguns enquadramentos e movimentos de câmera, “Capitão América” tem muito de “Caçadores”. Repare inclusive como o personagem Zola (Toby Jones) é uma releitura de Bellock.

O filme mostra também uma notável capacidade de se auto-parodiar, e não poupa ironia para isso. É marcante, por exemplo, a maneira pela qual o novo herói, num primeiro momento, se transforma num ridículo joguete publicitário nas mãos das Forças Armadas, num apresentador de auditório vestido de pijama white/blue/red para o delírio de uma abobalhada platéia sem senso crítico sedenta por comprar bônus de guerra… ou qualquer coisa que o simpático Capitão vender. O pensamento é inevitável: exatamente qual platéia Johnson está ridicularizando…?
Juntem-se a isso alguns ingredientes indispensáveis para um boa aventura. Entre eles, ação e humor nas proporções exatas, efeitos especiais de primeira linha, uma reconstituição de época que beira à perfeição, e um desenho de produção de cair o queixo, idealizando com muito talento elementos de ficção cientifica com sabor do anos 40.

Nada disso, porém, teria tanto valor se Johnston não soubesse dar carisma e humanidade aos seus personagens. Ele deu. Do protagonista aos coadjuvantes, da mocinha ao marcante vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, de “Priscilla, A Rainha do Deserto”), todo o elenco está uniforme e convincente. Tommy Lee Jones dá um show particular. São presenças marcantes na tela que conquistam a empatia com o público em poucos minutos, não deixando que toda a dramaturgia se apóie apenas no (bom) desenvolvimento dramático do herói. Mesmo que, no caso, “Steve Rogers” tenha se beneficiado de doses maciças de computação gráfica para viver o rapaz raquítico dos primeiros momentos do filme. O que destaca, inclusive, outro mérito de Capitão América: aqui, os efeitos estão a serviço da história, e não o contrário, como muitas vezes acontece.
Ah, e sabe aquela ceninha final que sempre tem depois dos créditos? Desta vez não tem…

Todas as imagens que ilustram esta postagem podem ser ampliadas em alta resolução. As três primeiras (poster em inglês até o beijo) foram coletadas na internet. As outras foram distribuídas para a imprensa no Brasil. Crédito das fotos: Jay Maidment. © 2010 MVLFFLLC. TM & © 2010 Marvel Entertainment, LLC and its subsidiaries. All rights reserved.
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Bzzzzzz! Nenhuma postagem! Este blog também está às moscas!

O Homem-Mosca tomou conta desse pedaço! E deste pedaço também!

Não fique revoltado: Em breve teremos novas postagens…
Arquivado em: Comics - Quadrinhos, Homem-Aranha/Spider-Man, Marvel, X-Men | Tags: Avengers, Capitão América, Captain America, Dave Cockrum, Fantastic Four, Giant-Size X-Men, God Loves Man Kills, Incrível Hulk, Jack Kirby, Len Wein, Marvel Comics, New Avengers, Quarteto Fantástico, Silver Surfer, Spider-Man, Steve Ditko, Surfista Prateado, The Incredible Hulk, Vingadores
Para comemorar seus 70 anos, a Marvel Comics organizou uma votação entre seus leitores para eleger as 70 melhores revistas em quadrinhos de todos os tempos lançadas pela Casa das Idéias e o resultado foi divulgado no final do mês passado. E qual foi a revista mais votada? Exatamente! A edição n°15 da revista Amazing Fantasy, que foi lançada nos Estados Unidos em agosto de 1962. A preferência dos leitores se justifica pois foi nesse número que se publicou a primeira aventura do mais popular e carismático personagem da Marvel, o Homem-Aranha. Em segundo lugar ficou a revista do Quarteto Fantástico (Fantastic Four #48) com a história da chegada de Galactus e seu arauto, o Surfista Prateado e em terceiro lugar ficou a revista Giant-Size X-Men n°1 que traz a reformulação da equipe de mutantes promovida por Len Wein, que escreveu, e Dave Cockrum, que desenhou a história.
Mas essa eleição mostrou também que os X-Men estão por cima da carne seca: do grupo de heróis mutantes foram escolhidas nada menos que 19 revistas. E isso sem contar com as histórias solo de Wolverine, com três revistas no total. Eles ultrapassaram de longe o cabeça-de-teia, que teve 10 revistas selecionadas entre as 70 melhores.

Entre as revistas dos X-Men que foram votadas pelos leitores estão o primeiro número que apresentou “os mais estranhos super-heróis” (imagem de cima à esquerda), a aparição e a morte da Fênix e a edição especial Deus Ama, O Homem Mata (God Loves, Man Kills). Esta história foi lançada pela primeira vez no Brasil em janeiro de 1988 (há pouco mais de 21 anos, portanto!) com o título de O Conflito de uma Raça, inaugurando a série Graphic Novel, da Editora Abril, que passaria a publicar histórias gráficas bem especiais com personagens da Marvel e da DC. Em maio de 2003 a Panini relançaria a aventura num álbum especial, mantendo a tradução literal do nome da história e mudando a capa (compare as duas versões abaixo). As primeiras aventuras do grupo de mutantes comandados pelo Professor Xavier podem ser conferidas no livro Biblioteca Histórica Marvel – Os X-Men, Volume 1 (imagem de cima, à direita), que a Panini lançou no ano passado. É uma edição luxuosa, com belíssimo acabamento gráfico e indispensável para os fãs.

Outros personagens que tiveram revistas lembradas foram os Vingadores (Avengers, New Avengers) com 6 edições, Capitão América (Captain America) com 5; Quarteto Fantástico (Fantastic Four) com 4 e o Incrível Hulk (The Incredible Hulk) com 3. Entre os desenhistas, Jack Kirby, o Rei, é o que teve mais histórias selecionadas nesse panteão da Marvel. Junto com ele estão artistas como Steve Ditko, John Byne, John Cassaday, David Finch, John Romita, Andy Kubert, Steve McNiven e muitos outros. O desenhista brasileiro Mike Deodato também aparece numa das revistas escolhidas (Dark Avebgers n°1). Mortes de personagens, primeiras aparições e casamentos foram temas bem lembrados, além das primeiras edições de publicações que fizeram história, como Spider Man, Avengers, The Incredible Hulk e Captain America Comics.
para conferir a lista completa com as 70 revistas escolhistas pelos leitores da Marvel.
Para ler mais sobre os personagens da Marvel, CLIQUE AQUI. Veja também todos os papéis de parede com personagens marvel que publicamos neste blog.
Arquivado em: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Ebal, Jack Kirby, Marvel, Os Vingadores/Avengers | Tags: Capitão América: o Primeiro Vingador, Capitão Z - Homem de Ferro e Capitão América, Jack Kirby, Marvel, Os Vingadores

A Marvel está programando grandes lançamentos para os filmes Capitão América – O Primeiro Vingador, que está agendado para estrear no dia 6 de maio de 2011 e Os Vingadores, apenas dois meses depois, no dia 15 de julho de 2011. E é bem possível que um filme seja continuação do outro, pois a história do Capitão América será contada a partir de sua origem, durante a Segunda Guerra Mundial. Como se sabe, Steve Rogers tentou se alistar para combater os nazistas mas não conseguiu por causa do seu tipo franzino e da sua saúde precária. Mas ele aceita participar de um experimento secreto do governo para criar super-soldados. Daí, a se tornar o Capitão América foi um pulo.
Mas, como o moço aparece nos tempos atuais e encontra os Vingadores? Bom… nos quadrinhos o herói-bandeira sofre um acidente e fica congelado esse tempo todo, até ser descoberto e reanimado pelo grupo de heróis. Ou seja… a história do filme dos Vingadores tem tudo para começar por aí. Tudo vai depender da “criatividade” dos produtores desses filmes.
As imagens que ilustram este texto são desenhos do grande Jack Kirby. O do alto foi publicado na revista Capitão Z – Homem de Ferro e Capitão América nº8, publicada pela Ebal em março de 1968. Ao lado, capa da revista Capitão Z – Homem de Ferro e Capitão América nº21, de abril de 1969, também da Ebal, onde aparecem o Capitão e os Vingadores. As imagens pode ser ampliadas em alta resolução. Para isso, clique nelas.
Arquivado em: Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos | Tags: Frank Frazetta, Jack Kirby, Joe Kubert, John Buscema, Mudercycle, Neal Adams, Stan Lee, Steve Ditko, Wally Wood
Você certamente já ouviu falar nesses nomes. Só que sem as patentes. Na realidade estes são personagens de um filme trash chamado Mudercycle. Acabei de descobrir a existência dele na internet, e achei divertido quando descobri que seu roteirista deu nomes de pessoas lendárias ligadas aos quadrinhos americanos aos principais personagens do filme. Assim, além dos três citados no título, que fazem referência a Jack Kirby, Joe Kubert e John Buscema, desfilam pela história Dr. Lee, Wood, Ditko, Dr. Adams, Soldado Frazetta; numa referência clara a, respectivamente, Stan Lee, Wally Wood, Steve Ditko, Neal Adams e Frank Frazetta. Uma diversão à parte para quem curte quadrinhos.
Se você quer conhecer um pouco mais sobre esse filme, visite o site The Science Fiction, Horror and Fantasy Film Review (que parece estar sendo construído) e vá até a página da resenha do filme. Encontrei o filme também na loja CD Point, para quem tiver interesse em comprá-lo.












