Esqueça James Bond

Nem tudo é o que pareceAssisti nesta quinta, numa cabine para jornalistas, ao novo filme de James Bond – 007 Cassino Royale – e, conforme já esperava, Daniel Craig é tudo o que se pode esperar de um ator que nunca deveria interpretar o agente secreto. Ele faz uma cena de amor da mesma forma em que duela, nas cartas, com seu inimigo. Falta ao ator o charme que nos acostumamos a ver no personagem (além disso, ele passa o tempo todo fazendo beicinho, tenha dó!). Mas, exceto pelo beicinho, tudo parece ser proposital. E, ao contrário do que se poderia supor, o filme é excelente! Porém, ao entrar no cinema, esqueça o bom e velho James Bond e assista a um ótimo filme de ação.

Cassino Royale é o primeiro livro de Ian Fleming sobre o agente secreto. E esta adaptação para o cinema marca uma ruptura com tudo o que nos acostumanos a ver numa aventura do mais carismático dos agentes. Mudaram a abertura; a música-tema do personagem não toca durante o filme, ficando sempre numa sutil insinuação até chegar ao fim esclarecedor; não há fantásticos gadgets e até as mulheres não são comparáveis às estontentes Ursula Andress e Halle Berry (só para citar dois exemplos).

Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli resolveram começar de novo, aproveitando o gancho do livro. Aqui, Bond é um agente recém-promovido e há muitas dúvidas sobre sua capacidade de ser bem sucedido devido à sua arrogância e inexperiência. 007 Cassino Royale nos mostra também um personagem falível e nos dá novas facetas psicológicas do agente. Tudo isso conspira para poupar Daniel Craig das críticas, já que muitos o estão achando o melhor James Bond depois de Sean Connery. Tudo bem, vá ao cinema e tire sua conclusão. Para mim ele continua sendo impensável para o papel.

Outra coisa que não dá para aceitar, é a permanência de Judi Dench como “M”. Já que era para mudar tanto, ela deveria ter sido trocada também. Mas, ao que parece, o destino de 007 Cassino Royale já estava traçado, afinal Clive Owen foi um dos atores cogitados para interpretar Bond, o que não seria uma boa opção (mas Daniel é desesperadamente pior, sem dúvida).

Sebastien Foucan é Mollaka - CLIQUE PARA AMPLIARPorém, temos que concordar que as quase três horas de filme são garantia de diversão sem carros invisíveis e avalanches espetaculares (dois grandes pecados do último filme de Pierce Brosnam na pele do agente em 007 – Um Novo Dia Para Morrer). Ao invés de espetaculares perseguições com carros, com esquis na neve, tanques ou lanchas, a primeira grande cena de ação é de tirar o fôlego e é justamente uma perseguição… a pé! E haja parkour! Antológica!

Ah, e se você está pensando que a foto que abre este texto (lá em cima) é uma cena do filme, está enganado. Graic está também com essa cara de não-Bond no filme Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake), onde faz o papel de XXXX (é isso mesmo: XXXX), um sujeito que fez fortuna negociando cocaína e ecstasy. Belo antecedente!

Faça download de papéis de parede de James Bond 007, clicando aqui.

3 comentários em “Esqueça James Bond

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