Uma odisséia 40 anos depois…

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Os jovens queriam mudar o mundo. Mas eram assassinados em manifestações. A guerra fria confrontava as duas maiores potências mundiais numa corrida armamentista nuclear e impulsionava a corrida espacial. A tecnologia buscava decifrar os enigmas do espaço dando o primeiro passo para a conquista da Lua. Em janeiro de 1968 a sonda Surveyor 7 pousaria com sucesso no satélite terrestre e, antes que o ano terminasse, as naves Apollo 7 e 8 seriam lançadas em direção à Lua. No dia 3 de abril, Martin Luther King proferiu seu aclamado discurso em Memphis – Tennessee, dizendo que tinha um sonho. No dia seguinte ele seria assassinado. O ano era 1968 e para alguns ele não acabou.
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Mas, foi também em abril de 1968 que o mundo viajaria para o futuro, chegaria a 2001 para fazer uma odisséia inimaginável ao espaço, dentro das salas de cinema. Os geniais Stanley Kubrick, cineasta, e Arthur C. Clarke, escritor, levaram os espectadores a uma fascinante epopéia pela história da humanidade no mais importante filme de ficção-científica já realizado. 40 anos depois, 2001, Uma Odisséia no Espaço (2001, A Space Odissey) ainda é o melhor e é para ser visto e revisto. Tudo nele é grandioso, quase indescritível.
Keir Dullea em 2001, Uma Odisséia no Espaço - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
A melhor definição que encontrei para esse filme foi no guia 300 Filmes Para Ver Antes de Morrer: “2001 é a Mona Lisa em movimento”. Fantástico! É exatamente isso! O único problema desta obra-prima é que ela tem que ser assistida com estilo! Não adianta uma televisão qualquer. O ideal é assisti-la no cinema! Mas se você, pobre mortal, não teve essa chance numa das várias reprises exibidas nos cinemas, não ouse assisti-lo num ambiente qualquer! Tem que ter tela grande (muito grande), som perfeito e ambiente escuro! 2001 exige respeito para que o espectador possa viajar em suas sensações.

Planeta dos Macacos - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTE POSTERE foi assim, numa tela de cinema, que a odisséia espacial e seu realizador, Stanley Kubrick, foram homenageados na 41ª edição de Sitges – Festival Internacional de Cinema de Catalunya, que terminou há quase um mês (no dia 12 de outubro). Sitges é o primeiro festival de cinema fantástico do mundo e também completou 40 anos. Ele foi criado em 1968 e era chamado de Semana Internacional de Cinema Fantástico e de Terror. Outra homenagem feita pelo festival em 2008 foi para a atriz Linda Harrison, que se imortalizou como Nova, a personagem de uma única palavra e se tornou um ícone através de outro grande filme de ficção-científica lançado também em 1968: Planeta dos Macacos (Planet of the Apes).

Como se vê, naquele ano o mundo viajava pelo espaço nos cinemas também.

Sitges08 poster - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTE POSTER EM ÓTIMA RESOLUÇÃOEm 2008 as histórias são outras e o futuro ainda não chegou. Sob Controle (Surveillance) de Jennifer Lynch, a filha do veterano diretor David Lynch, foi o grande vencedor deste ano, com o prêmio de Melhor Filme. Dois brasileiros saíram bem do festival: Fernando Meirelles com Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness), que recebeu o Grande Prêmio do Público e José Mojica Marins, com A Encarnação do Demônio, que recebeu o Prêmio Midnight X-Treme. Já, o prêmio de Melhor Direção foi dado ao diretor coreano Kim Jee-woon, pelo filme O Bom, O Mau, O Bizarro (The Good, The Bad, The Weird), um western spaghetti oriental divertidíssimo. Aliás, o oriente está fazendo faroeste italiano como ninguém! :>) Mas, isso é outro assunto… O importante é que – se você gosta de cinema fantástico – visite o ótimo site do Festival de Sitges e dê uma olhada na página dos trailers. Em 2009, Alien será o passageiro do festival! Vamos aguardar por fortes emoções!
Julianne Moore e Mark Ruffalo, Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness) - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO O Bom, O Mau, O Bizarro (The Good, The Bad, The Weird) - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução. Basta clicar nelas.

3 comentários em “Uma odisséia 40 anos depois…

  1. 2001: Odisséia no espaço é o maior “exemplo vivo” de vanguarda cinematográfica.

    As famosas perguntas “O cinema imita a vida ou a vida imita o cinema?” caem bem para este filme.

    O que acho mais fantástico, é como Kubrick dirigiu o filme, criando tamanho envolvimento imagético com o público, isto com uma redução incrível de de diálogos, as imagens falam por si e contam uma tremenda estória.

  2. Assisti “2001” com meu pai quando foi lançado, tinha dez anos. Foi no imenso cine Roxy em Copacabana e nunca me restabeleci do impacto causado. Lembro que quando voltei pra casa estava passando “Perdidos no Espaço” na TV, série que gostava e que perdeu totalmente a graça a partir de então. Deste e dia em diante, sempre que tomava conhecimento da re-exibição desta obra prima de Stanley Kubrick saía disparado pra revê-lo no ambiente mágico das salas de cinema, como bem dito, este clássico merece ser apreciado.

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