Cadê o filme do Judoka?

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Se tem um filme que eu (e um monte de gente) gostaria de assistir de novo, esse filme é O Judoka! Você não sabe do que estou falando? Se você não tem bem mais de 40 anos certamente não vai saber mesmo. O Judoka é um filme danado de ruim baseado no personagem de histórias em quadrinhos criado por Pedro Anísio e Eduardo Baron para a Editora Brasil-América, Pedro Aguinaga posa junto ao poster promocional do filme O Judoka - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTOa lendária Ebal. Dirigido por Marcelo Ramos Motta, que nunca havia realizado um filme antes (e nem depois), O Judoka tem em seu elenco nomes como Elizângela (foto abaixo), atriz que na época atuava na novela Cavalo de Aço, da Rede Globo, e Maria Pompeu, veterana atriz que atuou recentemente na novela Ciranda de Pedra e na minissérie Queridos Amigos, ambas também da Rede Globo. Mas, coitado do herói… quem foi escolhido para encarnar o personagem nessa produção de quinta, foi o modelo e, na época, o “homem mais bonito do Brasil” e “o fino que satisfaz”, Pedro Aguinaga (foto ao lado)!!! Imaginem o que acontece, então, nas telas de cinema, quando os fãs viram o rapaz usando uma malha verde e um quimono, tentando “lutar” judô e karatê (foto do alto)!!! Foi uma piada. As cenas de ação são tão toscas que chegam a ser hilariantes. Por isso tudo vale a pena ver de novo esse trash esquecido do cinema nacional. Um dia, quem sabe, alguém consegue fazer uma sessão nostalgia com O Judoka, para delírio dos fãs!

Abaixo reproduzo o texto publicado numa das Notícias em Quadrinhos das revistas da Ebal que fala da aquisição de O Judoka pela Ipanema Filmes. As fotos que ilustram este texto são reproduções de cenas do filme publicadas na mesma seção:
Olha a carinha da Elizângela, ao lado do Pedro Aguinaga e sendo observada pelo Carlos Aquino, o vilão da trama - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO
A distribuição de O Judoka foi comprada pela Ipanema Filmes, da Atlântida. Para os nossos leitores que não entendem o significado disso, a Ipanema Filmes, subsidiária de Roberto F. Farias Produções Cinematográficas, é a distribuidora com maior número de filmes de sucesso do Brasil: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, Os Paqueras, Roberto Carlos a 300 Km Por Hora, Os Machões
Foram os maiores sucessos do cinema nacional, sem esquecer As Aventuras com Tio Maneco, do impagável Flávio Migliaccio.

Quando a Ipanema Filmes se deu ao trabalho de comprar os direitos da distribuição, provou que acredita em O Judoka e aumentou espetacularmente as chances de sucesso do filme de aventuras, baseado na revista da Ebal. Nossas saudações a esse novo aliado, e nossos votos de que este seja o primeiro passo para muitos sucessos mútuos, no futuro.

Pedro Aguinaga no set ao lado de Geraldo Gonzaga e Ségio Panta - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTOA Universidade Gama Filho está seguindo, com a maior atenção, o progresso de O Judoka em direção às telas brasileiras. É conhecido o interesse do Professor Gama Filho pelo Judô, segundo esporte do Brasil em popularidade, logo depois do futebol. Alunos da Gama Filho têm conquistado prêmios internacionais em campeonatos de Judô. As aulas de Judô, na Gama Filho, são intensivas e de grande apuro técnico. O que vocês não sabem é que aquela universidade ajudou a filmagem de O Judoka, desde o início.

As cenas de escritório do vilão, o desonesto Marco Antunes, foram filmadas no próprio gabinete do Professor Gama Filho, em três noites seguidas de esforços intensivos. As cenas de luta de rua foram filmadas atrás da Universidade, e a Gama Filho cedeu seus cabos de força para a energia necessária aos refletores pesados.

Também o Professor Gama Filho intercedeu com as autoridades do subúrbio carioca de Piedade, para que a equipe de O Judoka tivesse apoio completo durante os cincos dias, ou antes, as cinco noites em que lá trabalhou. Isto apenas vem provar, novamente, o que todos já sabíamos: o espírito jovem e progressista do Professor Gama Filho, e da íntegra Universidade de que ele é a força orientadora.
Com mais cabelo do que o personagem pedia, Eiichi Iwata interpreta o shiran mágico Minamoto, mestre de O Judoka - CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

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Mario Lima, desenhista de O Judoka

O Judoka, número 8O Judoka, número 10 
O texto abaixo foi extraído das Notícias em Quadrinhos da revista Cheyenne (Reis do Faroeste) nº17, de maio de 1971, e refere-se ao desenhista Mario Lima. Originalmente foram publicadas duas fotos para ilustrá-lo, mas uma delas estava com pouca qualidade para ser reproduzida – justamente a do painel com trabalhos do artista. Para compensar, publico acima duas das melhores capas que o desenhista fez para a revista O Judoka, personagem brasileiro desenvolvido por Pedro Anísio e Eduardo Baron para a Editora Brasil-América (Ebal). Clique nas imagens para ampliá-las.

Aramis e Aizen
Quando da realização da Exposição Internacional de Histórias-em-Quadrinhos, realizada em São Paulo, houve, concomitantemente, uma Exposição de Histórias-em-Quadrinhos de Desenhistas Brasileiros, no saguão principal do jornal A Gazeta. Dezenas de jovens paulistas ali expuseram os seus trabalhos, e, entre eles, destacava-se o painel de Mario Lima, nosso desenhista desde mocinho, aqui fazendo histórias-em-quadrinhos dos santos da igreja (para a Série Sagrada), sob as vistas exigentes do bondoso Anibal Moreira. Hoje, Mario Lima está radicado em São Paulo, e é ali que desenha, para a Ebal, as histórias-em-quadrinhos de O Judoka, o herói brasileiro de judô e karatê.

Embora atrasadamente, aqui publicamos – para que fique gravado nos anais das histórias-em-quadrinhos – duas fotos históricas: uma, com o painel de Mario Lima; outra, com a visita que ali fez, para prestigiar os artistas brasileiros, o Diretor da Editora Brasil-América, Sr. Adolfo Aizen, acompanhado do jornalista Aramis Millarch, do Estado do Paraná, de Curitiba, admirador incondicional do nosso trabalho e profundo conhecedor da arte de Alex Raymond.
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Se você quiser baixar mais papéis de parede do personagem O Judoka, da Ebal, incluindo imagens com a capa da primeira revista e desenhos de Eduardo Baron e Mário Lima, clique aqui.

Os papa-fina da profissão

Na revista Reis do Faroeste – 3ª série, número 14, de fevereiro de 1971 – que, na época, apresentava as aventuras de Cheyenne –, foi publicada na seção Notícias em Quadrinhos, mais outra nota bem interessante sobre os encontros acontecidos durante o 1º Congresso Internacional de História em Quadrinhos. Eis a foto e o texto original:

Adolfo Aizen e os desenhistas papa-fina
Dois editores e cinco grandes do desenho: da esquerda para a direita, vemos Jayme Cortez, Maurício de Sousa, Eugenio Colonnese, Adolfo Aizen, Henrique Lipszic, Nico Rosso e Manuel César Cassoli. No mundo encantado das Histórias-em-Quadrinhos, todos os conhecem. Os editores são da Ebal e da Taika – um do Rio, e outro de São Paulo. Os desenhistas são a papa-fina da profissão. Jayme Cortez, autor de Dick Peter. Maurício de Sousa, o desenhista de Mônica e Cebolinha, é o primeiro brasileiro a industrializar os seus bonecos. Eugenio Colonnese, que se destacou com a Chamada Geral, edição comemorativa do 25º aniversário da Editora Brasil-América e agora ilustrando grandes feitos da História do Brasil: Independência, Libertação dos Escravos, República e outros. Enrique Lipszie, diretor da Escola Pan-Americana de Arte, movimentando centenas de siderados pelas histórias-em-quadrinhos. O grande Nico Rosso, nosso amigo de muitos anos, autor de uma grande parte das quadrinizações de Grandes Figuras do Brasil e de dezenas de quadrinizações de romances brasileiros para Edição Maravilhosa. Poucas vezes juntaram-se tantos heróis numa só fotografia. Mas tal fato ocorreu por ocasião do Congresso Internacional de Histórias-em-Quadrinhos, realizado em São Paulo. E a foto foi tirada na recepção que Enrique Lipszic ofereceu aos congressistas, em sua residência de Santo Amaro.

Adolfo Aizen e Herbert Moses

O grande jornalista Herbert Moses, então presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), aparece na foto publicada na página “Álbum de Família” da Edição Comemorativa do Cinqüentenário de Publicação do Suplemento Infantil do jornal carioca A Nação, ao lado de Adolfo Aizen, num jantar oferecido ao futuro criador do Suplemento Juvenil.Herbert Moses presente ao jantar em homenagem a Adolfo Aizen
Clique aqui para ampliar a foto

Na legenda, lê-se o seguinte:
Jantar oferecido a Adolfo Aizen, pelos seus amigos, no Bar das Flores, em agosto de 1933. Razão: escolha do seu nome pelo Comitê de Imprensa do Touring Club do Brasil, para uma viagem aos Estados Unidos, representando os jornais e revistas do País. Sentados, da esquerda para a direita: Harold Daltro, Hildebrando de Lima, Povina Cavalcanti, Herbert Moses, Adolfo Aizen (o homenageado), Afonso Costa, Berilo Neves, Ribeiro Couto, Paulo Magalhães. De pé, na mesma ordem: Abellard Filho, Amorim Neto, R. Magalhães Júnior, Márcio Reis e Walter Bellucci.

Uma vida dedicada aos quadrinhos

A foto abaixo foi publicada na página “Álbum de Família” da Edição Comemorativa do Cinqüentenário de Publicação do Suplemento Infantil, do jornal A Nação, transformado em Suplemento Juvenil a partir do número 15. Textos escritos por Solon Leontsinis, Naumim Aizen e Otacílio d’Assunção Barros, o Ota do Mad.

Adolfo Aizen e seu prêmio Yellow Kid, ao lado de Jayme Cortez

Clique AQUI para fazer o download da foto acima em tamanho grande.

Na legenda da foto lê-se:
Em 1975, o 11º Salão Internacional de Lucca, Itália, concede o Prêmio Yellow Kid Especial, “Uma Vida Dedicada aos Quadrinhos”, a Adolfo Aizen. Recebido em seu nome pelo ilustrador Jayme Cortez, este o entrega a A. A. durante festa realizada na sede da Editora Brasil-América (EBAL).

Mais links: Jayme Cortez e Ebal na Wikipédia. Adolfo Aizen no site Gibindex.