Cheyenne e a terceira série dos Reis do Faroeste

Cheyenne - Clique para ampliar
A revista aí de baixo relançava o tradiconal título Reis do Faroeste, da Editora Brasil-América (Ebal) em sua 3ª série, trazendo duas aventuras de Cheyenne, personagem interpretado na TV por Clint Walker. Eram elas A Oeste do Rio e Na Alça da Mira. A publicação chegava às bancas em janeiro de 1970 e trazia a seguinte Conversa do Diretor, publicada na página 2 da revista, que conta um pouco da trajetória de Reis do Faroeste:

“O primeiro número de Reis do Faroeste surgiu em julho de 1953. Há quase 17 anos. Publicando uma espetacular capa de Buck Jones, um dos reis do faroeste, lavrávamos um Reis do faroeste - Cheyenne 1tento espetacular entre a garotada de todo o Brasil. Foi um sucesso sem precedentes!

Pelo que lembramos, a tiragem, então, foi de quase cem mil exemplares, e a história se intitulava A Estrada do Diabo. Emocionante o enredo! Buck Jones conquistou os seus admiradores, que nos escreveram logo, pedindo mais e mais.

Mas a verdade é que Buck Jones não era o único dos reis do faroeste. Havia outros: Johnny Mack Brown, Bill Elliot, Rex Allen – todos mocinhos do cinema. E foi assim que todos estes apareceram, cada um com sua própria aventura, nos números seguintes de Reis do Faroeste. Somente no 5º número foi que Buck Jones voltou. Desta vez, em A Caravana Perdida. E mais nos números 9, 13, 17, 22, 27, 31, 35, 39, 43, 47, 52, 56 e 74, todos da primeira série.

Além dos heróis que acima citamos, também apareceram, em Reis do Faroeste, aventuras de Wyatt Earp, Matt Dillon e Kit Carson.

Agora, passados quase dezessete anos, voltamos a publicar Reis do Faroeste, depois de um curto espaço de parada em sua circulação. E, desta vez, voltamos com um herói do aí-mocismo que há de fazer delirar a moçada: Cheyenne!

Cheyenne é jovem! Cheyenne é forte! Cheyenne é justo! Cheyenne é simpático! Cheyenne desafia os maus, protege os fracos, expõe-se aos maiores perigos! Vocês hão de gostar de Cheyenne, tornar-se-ão seus amigos!

O aparecimento de Cheyenne no princípio do ano de 1970 é para comemorar o Jubileu de Prata da Editora Brasil-América. Foi justamente em maio de 1945 que iniciamos as nossas atividades. Terminava a Segunda Grande Guerra. Renasciam as esperanças do mundo por uma paz duradoura.

Há vinte e cinco anos, trabalhamos nesta casa, ininterruptamente. Foram centenas de milhões de revistas que daqui saíram. Milhões de álbuns e livros. Uma existência para bem servir aos jovens e às crianças.”

Para baixar um papel de parede de Cheyenne, clique aqui. O desenho que ilustra este texto faz parte da abertura da história Caçada Humana, publicada no número 7 da revista.
Quer assistir um trecho rápido da série de TV? Clique aqui.

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Os papa-fina da profissão

Na revista Reis do Faroeste – 3ª série, número 14, de fevereiro de 1971 – que, na época, apresentava as aventuras de Cheyenne –, foi publicada na seção Notícias em Quadrinhos, mais outra nota bem interessante sobre os encontros acontecidos durante o 1º Congresso Internacional de História em Quadrinhos. Eis a foto e o texto original:

Adolfo Aizen e os desenhistas papa-fina
Dois editores e cinco grandes do desenho: da esquerda para a direita, vemos Jayme Cortez, Maurício de Sousa, Eugenio Colonnese, Adolfo Aizen, Henrique Lipszic, Nico Rosso e Manuel César Cassoli. No mundo encantado das Histórias-em-Quadrinhos, todos os conhecem. Os editores são da Ebal e da Taika – um do Rio, e outro de São Paulo. Os desenhistas são a papa-fina da profissão. Jayme Cortez, autor de Dick Peter. Maurício de Sousa, o desenhista de Mônica e Cebolinha, é o primeiro brasileiro a industrializar os seus bonecos. Eugenio Colonnese, que se destacou com a Chamada Geral, edição comemorativa do 25º aniversário da Editora Brasil-América e agora ilustrando grandes feitos da História do Brasil: Independência, Libertação dos Escravos, República e outros. Enrique Lipszie, diretor da Escola Pan-Americana de Arte, movimentando centenas de siderados pelas histórias-em-quadrinhos. O grande Nico Rosso, nosso amigo de muitos anos, autor de uma grande parte das quadrinizações de Grandes Figuras do Brasil e de dezenas de quadrinizações de romances brasileiros para Edição Maravilhosa. Poucas vezes juntaram-se tantos heróis numa só fotografia. Mas tal fato ocorreu por ocasião do Congresso Internacional de Histórias-em-Quadrinhos, realizado em São Paulo. E a foto foi tirada na recepção que Enrique Lipszic ofereceu aos congressistas, em sua residência de Santo Amaro.