A Gênese da Luluzinha

Luluzinha - Primeiras Histórias Volume 1
Já pode ser encontrada nas bancas de revistas e nas melhores livrarias do país o álbum de luxo Luluzinha – Primeiras Histórias. Esta publicação é, sem dúvida nenhuma, a mais bem cuidada já lançada no Brasil com a inesquecível personagem criada pela desenhista Marjorie Henderson Buell, ou simplesmente Marge. Lançada pela Ediouro, Luluzinha – Primeiras Histórias é uma belíssima edição com quase 130 páginas impressas em papel couchê e capa com acabamento em verniz UV, no formato 17x24cm. O livro reúne as primeiras aparições de alguns dos principais personagens da turma da Luluzinha. Além do Bolinha (é claro), aparecem Alvinho, Glorinha, Plínio e a famigerada bruxa Alcéia, em histórias publicadas entre 1945 e 1950.
Luluzinha e Bolinha
Nos Estados Unidos, a Dark Horse foi a responsável pelo lançamento dos álbuns com a personagem (veja alguns deles neste link da Amazon). Mas, ao compararmos com a edição brasileira, a versão americana perde feio! Para começar, as histórias publicadas nos primeiros volumes eram em preto e branco (na imagem abaixo, primeira página da primeira história de Little Lulu). Mas mesmo quando a editora começou a publicar as histórias em cores, foram mantidas as retículas de ponto aberto que eram usadas nas revistas impressas em papel jornal dos anos 50. Isso acabou dando uma aparência um pouco grosseira aos álbuns da Dark Horse, que já lançou 29 volumes de Little Lulu e quatro com Tubby (Bolinha).
Litle Lulu, Dark Horse
A única vantagem das publicações da Dark Horse é o número de páginas: cada livro tem em média 200 páginas (na nova série – Giant Size Little Lulu – o número de páginas impressiona: 600, no mínimo). Mas a vantagem pára por aí. A edição brasileira tem um formato maior e é muito bem cuidada. Todos os quadrinhos e cores foram restaurados e o trabalho, que consumiu meses de dedicação, ficou absolutamente primoroso. E o preço é outro destaque: o álbum da Ediouro custa apenas R$16,90! Uma bagatela pela qualidade do que é apresentado.
Luluzinha
Como se não bastasse Luluzinha – Primeiras Histórias vem com um complemento primordial (que a edição americana também não apresenta): vários textos espalhados pelo livro dão informações preciosas sobre a autora, sua criação, os desenhistas e a história de Luluzinha no Brasil. O autor dos textos – Otacílio d’Assunção – é, na verdade, o nome por trás do alto padrão de qualidade desse álbum. Especialista em quadrinhos, grande editor e cartunista, o Ota – como também é conhecido –  fez um esmerado trabalho de pesquisa e restauração dos quadrinhos publicados pela Dell. Esse trabalho especial ele já faz para a Pixel (selo de quadrinhos da Ediouro) desde 2011, nas revistas que essa editora publica mensalmente, entre elas, a revista da Luluzinha, do Bolinha e suas edições especiais.
Luluzinha e Bolinha
Não é a primeira vez que as histórias clássicas da Luluzinha ganham edições especiais no Brasil. Em 2006 a coleção lançada pela Dark Horse nos Estados Unidos ganhou uma versão no Brasil. Lançada pela Devir, o projeto de publicar essas histórias clássicas foi interrompido no sétimo volume da série.
Luluzinha, Bolinha e Alvinho
Agora, a Ediouro promete lançar novos volumes periodicamente. O segundo já estaria até pronto, só aguardando a data de lançamento (provavelmente em junho). Mas é importante destacar que essa nova coleção não repete a fórmula dos livros da Dark Horse. Nestes novos álbuns, as histórias são selecionadas a partir de uma linha editorial específica. No primeiro foram escolhidas as histórias de estréia de alguns personagens, como o Alvinho, na história “A babá do Alvinho” (imagem acima), publicada originalmente na revista Four Color 74, de junho de 1945 (veja a capa dessa revista abaixo). Outro exemplo é o Plínio, o garoto rico da turma, que aparece em duas histórias (ambas sem título): a primeira foi publicada em Little Lulu 16 (de outubro de 1949) e a segunda, em Little Lulu 19 (de janeiro de 1950). Nessas duas histórias, o Plínio ainda é um personagem em evolução, com características não totalmente definidas.
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As outras histórias de Luluzinha – Primeiras Histórias são:
“Luluzinha” e “A babá do Alvinho”, ambas publicadas originalmente na revista Four Color 74, de junho de 1945
• “Os alpinistas”, publicada originalmente em Little Lulu 1, de janeiro-fevereiro de 1948
• “O interesseiro”, publicada originalmente na revista Four Color 158, de agosto de 1947
 “O assalto ao cofrinho”, publicada originalmente em Little Lulu 10, de abril de 1948
Os apuros da Lulu
Nas três aventuras que fecham o volume, Luluzinha é uma contadora de histórias para acalmar o irrequieto Alvinho. “Os apuros da Lulu” foi publicada originalmente na revista Four Color 110, de junho de 1946. Em “A domadora de dragões”, que foi publicada originalmente na revista Little Lulu 25, de julho de 1950, surge uma bruxa bem similar a Alcéia. E a última história da edição – “O Bicho-Papão” – tem uma trajetória curiosa: ela ia ser publicada na revista Little Lulu 26, de agosto de 1950, mas foi vetada pela criadora da personagem. Marge achou que a figura do Bicho-Papão que aparece na história era assustadora demais para as crianças. Assim ela só foi publicada nos Estados Unidos em 1986, quando começaram as republicações da Little Lulu.
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Os Monkees: 45 anos na onda!

The Monkees #1 - Ebal
“Hey! Hey! We’re The Monkees!” A Beatlemania estava no auge e a Jovem Guarda explodia no Brasil. Nos Estados Unidos, o produtor e diretor iniciante Bob Rafelson, que mais tarde seria conhecido por filmes como Cada Um Vive Como Quer (com Jack Nicholson) e o sensual O Destino Bate à sua Porta (de 1981, com Nicholson e Jessica Lange), tem uma grande idéia: lançar uma série de tevê sobre um grupo de rock ‘n’ roll num estilo semelhante ao grande sucesso cinematográfico dos Beatles A Hard Day’s Night, dirigido por Richard Lester e lançado em julho de 1964 (no Brasil recebeu o título de Os Reis do Iê Iê Iê).
Os Monkees
Rafelson se juntou ao produtor Bert Schneider e em 1965 começaram a dar forma ao primeiro projeto de tv da dupla, a sitcom chamada The Monkees! Depois da escolha do elenco e de um bem elaborado plano de marketing que incluíu o estratégico lançamento, em agosto de 1966, do primeiro single do grupo, Last Train to Clarksville (abaixo o clipe), poucas semanas antes da estréia do programa de tv, eis que os Estados Unidos são apresentados aos Monkees em 12 de setembro! O quarteto era formado por Michael Nesmith, Peter Tork, Davy Jones e Micky Dolenz, que era o baterista mas, na verdade, nem sabia tocar o instrumento na época.


O sucesso veio imediatamente! Um long-play dos Monkees foi lançado no mês seguinte e a dupla de produtores ganhou o Prêmio Emmy de Melhor Série de Comédia em 1967. The Monkees tinha o espírito colorido da época, era engraçada, com personagens carismáticos e abusava do non-sense. Assim, nesse mesmo ano ela foi adaptada também para os quadrinhos pela Dell Comics, sendo publicada até 1969. Em janeiro de 1968 a revista Os Monkees chega ao Brasil editada pela Ebal (Editora Brasil-América), de Adolfo Aizen. A capa, reproduzida acima, trazia a chamada “Uma turma pra frente!”. A Jovem Guarda estava na onda.

Porém, nem tudo eram flores e o programa foi cancelado em 1968, depois de três temporadas no ar. Mas o grupo não se desfez imediatamente e continuou tocando e lançando discos até 1971, para a felicidade dos fãs, que até hoje curtem as canções do grupo.

Ah! E lembra daquela música que Burro e a turma do Shrek canta no final do primeiro filme da série? I’m a Believer? Você não acreditou que essa música foi feita especialmente para essa animação, não é? Assista abaixo ao clipe da canção composta por Neil Diamond e gravada pelos Monkees em 1966. Sim… I’m a Believer tem 45 anos! E os Monkees também!

Visite o site The Monkees para conhecer mais essa turma pra frente! E visite nosso blog no Amazon para comprar os dvds da série ou os cds com as músicas dos Monkees.
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