Qual é o seu nome, pequenina fada?

Sininho voa, seus amigos observam - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM
Uma das coisas que mais me incomodam nestes tempos modernos de globalização é a imposição que Sininho - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA IMAGEMalgumas megacorporações fazem para lançar seus produtos em países que não falam a língua inglesa (por incrível que possa parecer a eles, existem alguns países onde essa língua não é a oficial). Uma das exigências mais absurdas é a de se manter o nome original de determinados produtos, para que eles possam ter uma padronização universal de apresentação comercial. É o tal do marketing.

Quando Star Wars, filme dirigido por um desconhecido George Lucas, foi lançado no Brasil em novembro de 1977, teve o seu nome traduzido para o português, como era usual na época. Hoje, Guerra nas Estrelas virou uma “franquia” de negócios multibilionários e seus produtos (sim, os filmes são produtos) passaram a ser chamados de “Star Wars” e não mais de “Guerra nas Estrelas”. Outro exemplo? O simpático ursinho que durante décadas divertiu as nossas crianças com o nome de Puff, de uns tempos pra cá, virou, injustificadamente, Pooh (para manter a grafia adotada nos Estados Unidos).
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Agora, uma célebre personagem dos desenhos de Walt Disney ganha uma série de animação mas, infelizmente, será rebatizada no Brasil com o seu nome original, em inglês: Sininho… a doce, ciumenta, Sininho e suas amiguinhas - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA IMAGEMvolúvel Sininho, que vive na Terra do Nunca e tem uma quedinha pelo Peter Pan, ganha seu primeiro longa de animação – Tinker Bell, Uma Aventura no Mundo das Fadas – que será lançado direto em DVD no próximo mês. E, como se pode ver pelo título do filme, ela não será mais a “Sininho”, a fadinha espevitada do desenho animado Peter Pan, de 1953, que encantou gerações. Por força dos inúmeros produtos que pretendem faturar através do apelo que as fadas exercem sobre as crianças, Sininho passa a ser chamada Sininho e Iridessa - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA IMAGEMde “Tinker Bell”. Uma lástima…

Houve uma época em que personagens, filmes, quadrinhos de outros países tinham seus nomes cuidadosamente adaptados para o português por puro respeito ao consumidor e à língua falada no País. Hoje, em nome da globalização e da voracidade das vendas, as crianças e jovens do Brasil são obrigadas a ter contato com marcas absolutamente estranhas à sua língua natal.

As fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas em boa resolução.
 para ler mais e baixar papéis de parede com Sininho e suas amigas fadas.

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