Cinco por Infinitus, de Esteban Maroto

Número 11 - O Gênio do Mal na tormenta - Clique para ampliarNúmero 3 - Medo sideral - Clique para ampliar
Edição Monumental - Cinco Por Infinitus - Clique para ampliarQuando vi esta revista na banca pela primeira vez, ela me chamou atenção não só pelo tamanho (22×30 cm), bem maior que as publicações normais de quadrinhos, mas também pelo tipo de papel em que era impressa, bem mais grosso, e a cor da sua impressão, num tom azul bem escuro. Mas é claro que, somado a esses fatores, vinha o principal: seus desenhos com aquele jeitão moderno, eram diferentes de tudo o que eu estava acostumado a ver até então. Seu autor era Esteban Maroto, um desenhista espanhol que ganhou fama mundial a partir do trabalho desenvolvido com esta série de ficção científica chamada 5xInfinito lançada em 1967 na Espanha. Mas antes que você pense que este nome é uma equação matemática, leia-o da maneira correta: Cinco por Infinito.

A Formação da Equipe - Primeira história - Clique para ampliarA história mostra um misterioso ser extraterreno que seleciona quatro humanos com características distintas para se juntarem a ele em aventuras pelo espaço sideral. Eu falei quatro? É isso mesmo… Infinitus chamou Antares, um professor de astronomia; Alfa, uma psiquiatra; Taurus, um guarda-costas profissional; Argo, um dublê. Mas, Libra, a atriz namorada de Argo, veio de contrapeso e acabou permanecendo no grupo (clique na imagem ao lado para ver a apresentação dos membros da equipe). As histórias misturavam Número 8: O Julgamento da Terra - Clique para ampliaraventura e fantasia e era um terreno propício para a arte psicodélica de Esteban Maroto. Mas também havia crítica social, bem ao jeito dos anos 60 (como nesta outra página à direita).

No Brasil a série recebeu o nome de Cinco Por Infinitus e foi lançada pela lendária Editora Brasil-América em 1971, na revista Edição Monumental. Foi aí que começamos a conhecer melhor Esteban Maroto. A revista teve 19 números, com 24 páginas e uma história por edição, exceto no último número, com duas histórias menores. A curiosidade é que a numeração desta última edição foi 19/20. Nos Estados Unidos, Cinco Por Infinitus ganharia uma versão adaptada por Neal Adams chamada de Zero Patrol.

Esteban Maroto, desenho publicado em 72 - Clique para ampliarO texto a seguir foi publicado na seção Notícias em Quadrinhos da revista Cheyenne (Reis do Faroeste), nº 31, de julho de 1972, da Ebal, e conta um pouco sobre o desenhista:

Grandes Desenhistas HQ – Esteban Maroto

Para os leitores de nossas revistas, o nome de Esteban Maroto é bastante familiar, pois trata-se do desenhista responsável pela série Cinco por Infinitus que a Ebal orgulhosamente vem publicando.

Número 10 - As Células Inteligentes - Clique para ampliarNascido em Madrid, no ano de 1942, Maroto desde os quatorze anos começou a trabalhar profissionalmente no campo das histórias-em-quadrinhos. A dedicação continuada e o amor ao desenho lhe dão condições de criar um estilo próprio que alcançou seu ponto culminante, nos últimos anos, com as séries Cinco por Infinitus, Wolf e Manly, esta última ainda inédita.

Foi escolhido como um dos artistas que representou a Espanha na 1ª Bienal Mundial da Historieta que se realizou em Buenos Aires – e, em maio deste ano, foi eleito pela Academy of Comic-Book Arts (ACBA) como o melhor autor estrangeiro de histórias-em-quadrinhos.

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Na década de 80 a Ebal publicaria álbuns com mais personagens de Maroto. Mas essa é outra história.
Todas os quadrinhos que ilustram este texto podem ser baixados em alta resolução.
Número 6 - O Mundo das Sereias - Clique para ampliarNúmero 18 - O Tabu dos Soberanos - Clique para ampliar
Para saber mais, leia o texto deste blog espanhol, escrito de Madri, sobre o desenhista. Leia o verbete na Wikipédia em inglês e na Comiclopedia.
Em breve voltarei ao assunto e publicarei também wallpapers com desenhos desse artista.

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Cheyenne e a terceira série dos Reis do Faroeste

Cheyenne - Clique para ampliar
A revista aí de baixo relançava o tradiconal título Reis do Faroeste, da Editora Brasil-América (Ebal) em sua 3ª série, trazendo duas aventuras de Cheyenne, personagem interpretado na TV por Clint Walker. Eram elas A Oeste do Rio e Na Alça da Mira. A publicação chegava às bancas em janeiro de 1970 e trazia a seguinte Conversa do Diretor, publicada na página 2 da revista, que conta um pouco da trajetória de Reis do Faroeste:

“O primeiro número de Reis do Faroeste surgiu em julho de 1953. Há quase 17 anos. Publicando uma espetacular capa de Buck Jones, um dos reis do faroeste, lavrávamos um Reis do faroeste - Cheyenne 1tento espetacular entre a garotada de todo o Brasil. Foi um sucesso sem precedentes!

Pelo que lembramos, a tiragem, então, foi de quase cem mil exemplares, e a história se intitulava A Estrada do Diabo. Emocionante o enredo! Buck Jones conquistou os seus admiradores, que nos escreveram logo, pedindo mais e mais.

Mas a verdade é que Buck Jones não era o único dos reis do faroeste. Havia outros: Johnny Mack Brown, Bill Elliot, Rex Allen – todos mocinhos do cinema. E foi assim que todos estes apareceram, cada um com sua própria aventura, nos números seguintes de Reis do Faroeste. Somente no 5º número foi que Buck Jones voltou. Desta vez, em A Caravana Perdida. E mais nos números 9, 13, 17, 22, 27, 31, 35, 39, 43, 47, 52, 56 e 74, todos da primeira série.

Além dos heróis que acima citamos, também apareceram, em Reis do Faroeste, aventuras de Wyatt Earp, Matt Dillon e Kit Carson.

Agora, passados quase dezessete anos, voltamos a publicar Reis do Faroeste, depois de um curto espaço de parada em sua circulação. E, desta vez, voltamos com um herói do aí-mocismo que há de fazer delirar a moçada: Cheyenne!

Cheyenne é jovem! Cheyenne é forte! Cheyenne é justo! Cheyenne é simpático! Cheyenne desafia os maus, protege os fracos, expõe-se aos maiores perigos! Vocês hão de gostar de Cheyenne, tornar-se-ão seus amigos!

O aparecimento de Cheyenne no princípio do ano de 1970 é para comemorar o Jubileu de Prata da Editora Brasil-América. Foi justamente em maio de 1945 que iniciamos as nossas atividades. Terminava a Segunda Grande Guerra. Renasciam as esperanças do mundo por uma paz duradoura.

Há vinte e cinco anos, trabalhamos nesta casa, ininterruptamente. Foram centenas de milhões de revistas que daqui saíram. Milhões de álbuns e livros. Uma existência para bem servir aos jovens e às crianças.”

Para baixar um papel de parede de Cheyenne, clique aqui. O desenho que ilustra este texto faz parte da abertura da história Caçada Humana, publicada no número 7 da revista.
Quer assistir um trecho rápido da série de TV? Clique aqui.

Mario Lima, desenhista de O Judoka

O Judoka, número 8O Judoka, número 10 
O texto abaixo foi extraído das Notícias em Quadrinhos da revista Cheyenne (Reis do Faroeste) nº17, de maio de 1971, e refere-se ao desenhista Mario Lima. Originalmente foram publicadas duas fotos para ilustrá-lo, mas uma delas estava com pouca qualidade para ser reproduzida – justamente a do painel com trabalhos do artista. Para compensar, publico acima duas das melhores capas que o desenhista fez para a revista O Judoka, personagem brasileiro desenvolvido por Pedro Anísio e Eduardo Baron para a Editora Brasil-América (Ebal). Clique nas imagens para ampliá-las.

Aramis e Aizen
Quando da realização da Exposição Internacional de Histórias-em-Quadrinhos, realizada em São Paulo, houve, concomitantemente, uma Exposição de Histórias-em-Quadrinhos de Desenhistas Brasileiros, no saguão principal do jornal A Gazeta. Dezenas de jovens paulistas ali expuseram os seus trabalhos, e, entre eles, destacava-se o painel de Mario Lima, nosso desenhista desde mocinho, aqui fazendo histórias-em-quadrinhos dos santos da igreja (para a Série Sagrada), sob as vistas exigentes do bondoso Anibal Moreira. Hoje, Mario Lima está radicado em São Paulo, e é ali que desenha, para a Ebal, as histórias-em-quadrinhos de O Judoka, o herói brasileiro de judô e karatê.

Embora atrasadamente, aqui publicamos – para que fique gravado nos anais das histórias-em-quadrinhos – duas fotos históricas: uma, com o painel de Mario Lima; outra, com a visita que ali fez, para prestigiar os artistas brasileiros, o Diretor da Editora Brasil-América, Sr. Adolfo Aizen, acompanhado do jornalista Aramis Millarch, do Estado do Paraná, de Curitiba, admirador incondicional do nosso trabalho e profundo conhecedor da arte de Alex Raymond.
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Se você quiser baixar mais papéis de parede do personagem O Judoka, da Ebal, incluindo imagens com a capa da primeira revista e desenhos de Eduardo Baron e Mário Lima, clique aqui.