Séries e um blog com meio tom acima

#Sustenido - Clique para ir ao blog
Antes de viajar, vou deixar duas ótimas dicas de blogs: Se você gosta de música (e quem não gosta?), visite o #Sustenido, blog mantido por três caras que provavelmente vivem sempre meio tom acima. São eles: Rics, Vulgo Dudu e Marcio K. Como eles mesmo definem no blog, “das notas aos discos, dos sucessos aos micos, sem o ranço jornalístico, conforme uma estrofe ou um refrão, falamos sobre a nossa paixão: a música”.

A outra visita obrigatória é o blog TV Séries, mantido pela maior especialista brasileira em séries, a jornalista Fernanda Furquim (foto abaixo). Aliás, quem quer aprender tudo sobre séries de televisão deve se matricular rapidamente nos novos cursos que a moça dará no Planeta Tela a partir de março. Veja o que ela escreveu sobre um dos cursos, o de Séries de TV inglesas:

A grande importância e influência da TV inglesa em relação à TV americana se contrapõe com a falta de informações que se tem sobre ela de um modo geral. Mas os ingleses estão chegando à TV a cabo em um número cada vez maior e significativo. Till Death Us Do Apart, The Office, Life On Mars, Queer as Folk, e outras ganharam versões americanas. Séries como Os Vingadores e O Prisioneiro são, ainda hoje, referências na produção de séries americanas. Muito do que se faz na TV americana, deve-se às produções inglesas, mas o inverso não ocorre. Por que será? Com certeza, o fato da TV na Inglaterra ter iniciado suas transmissões quase uma década antes que nos EUA proporcionou aos Fernanda Furquimbritânicos um desenvolvimento mais rápido em relação ao conteúdo abordado. Com um humor mais irônico, com situações dramáticas mais realistas e uma percepção para aventuras surrealistas, os britânicos fizeram história, tornando-se irreverentes e críticos.Este curso pretende traçar um perfil das séries britânicas, a história da TV Inglesa desde o surgimento do veículo, suas influências e transformações, o reinado da BBC e o surgimento da TV comercial na Inglaterra. As séries serão a base do estudo da evolução de temáticas e linguagens abordadas desde a década de 30 até o século XXI. Como complemento, será feita uma análise da metalinguagem da série O Prisioneiro, clássico da TV inglesa que influenciou e continua influenciando as produções do gênero, princialmente na TV americana. Além disso, teremos uma breve história da TV no Canadá.

Fernanda é fera!
Ah! Quer duas sugestões de textos no blog TV Séries? Então leia este sobre as versões cinematográficas de séries que estrearão nos cinemas em 2008 e este sobre a premiação do Globo de Ouro.

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Desenhando Paulo Autran

Paulo Autran em julho de 1983, por Ucha. Clique para ampliar.Na década de 80 trabalhei na Revista da Tevê, do jornal O Globo. Aliás, trabalhei neste caderno desde seu lançamento. Fiquei lá durante onze anos, até o dia em que decidi mudar de cidade. Nesse período tive o prazer de fazer desenhos “engraçadinhos”  de grandes atores para ilustrar notinhas leves e pitorescas, daquelas que entremeavam as matérias principais do caderno. Não sei quantas vezes desenhei o Paulo Autran. Certamente foram poucas. Não tenho todos os desenhos aqui para conferir (muitos ficaram no arquivo do jornal; acabei não recolhendo a maioria das artes). Porém, tenho estes dois (para ampliá-los, basta clicar neles). O desenho à esquerda foi publicado no dia 10 de julho de 1983 e ilustrava o seguinte texto:

“Finalmente Paulo Autran está tecendo um tapete que considera bonito: “Será o primeiro de minha carreira de tecelão. Os outros, sinceramente, eram um horror. Pena que só vai ficar pronto daqui a um ano, porque nunca tenho tempo de trabalhar nele…” Paulo, que divide seu tempo entre as gravações e os ensaios da peça Amante Inglesa, recebeu um convite que o deixou muito orgulhoso: “Em setembro, vou dar uma palestra sobre o teatro e sua função cultural para os alunos da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Aliás, não é a primeira vez que isto acontece.”Paulo Autran, por Ucha - Setembro de 1983 - Clique para ampliar

Este da direita foi publicado mais de uma vez. A primeira foi no dia 11 de setembro de 1983 e ilustrava um texto sobre as comemorações do aniversário dos 61 anos do grande autor, que ocorrera quatro dias antes. A nota diz que “o Parabéns Pra Você foi comandado por Tonia Carrero, no palco do teatro”. Na época os dois grandes atores atuavam juntos na peça Amante Inglesa, de Marguerite Duras. Paulo interpretava ainda Otávio de Alcântara Rodrigues e Silva , o “Bimbo”, na novela Guerra dos Sexos – grande sucesso da época. Com este personagem, ele protagonizou cenas antológicas da televisão brasileira ao lado de Fernanda Montenegro (clique aqui para ver alguns vídeos do ator no G1).

Paulo nasceu no dia 7 de Setembro e morreu ontem, no dia de Nossa Senhora Aparecida. Dois feriados nacionais. Alma de criança, grande personalidade, um monstro nos palcos. Inesquecível. Já estamos todos com saudades…

Veja alguns links sobre Paulo Autran:
Às portas do século 21, a revista Isto É resolveu fazer uma eleição para escolher o Brasileiro do Século em diversas áreas. Paulo Autran foi o segundo colocado em Artes Cênicas. Fernanda Montenegro foi a escolhida.

Sabatina da Folha com Paulo Autran  (somente para quem é assinante) – O pensamento do ator, num texto dividido em várias páginas. Eis uma de suas declarações:
Teatro é uma idéia transmitida por um ator ao público. São três elementos: público, ator e idéia. Se você suprime um, deixa de ser teatro. Se você suprime o público, então o teatro o que é? Uma masturbação para os atores gozarem, só? Para mim não é.”
– Paulo Autran no IMDb e na Enciclopédia Itaú Cultural.
– Paulo Autran recitando Carlos Drumond de Andrade

Repercussão da morte de Paulo Autran:
– Site do Estadão: Uma vida dedicada ao teatro – Texto com vários links (fotos, vídeos e uma homenagem)
– Portal G1: Teatro ocupou maior parte da carreira de Paulo Autran
– Blog do Lira Neto: Gigante dos Palcos (Texto publicado na revista Contigo!)
– Jornal de Notícias (de Portugal): Morreu Paulo Autran

Os super-heróis de Hanna-Barbera

Super TV Heroes 7 - Clique para ampliarEncontrei essa revista aí do lado por esses dias e isso me lembrou da época em que a Hanna-Barbera começou a deixar de lado personagens como Zé Colmeia, Dom Pixote e cia, para investir no filão dos super-heróis e da aventura. A partir do final da década de 60 ela contratou o brilhante artista Alex Toth para desenvolver inúmeros personagens que poderiam ser bastante similares a tantos outros que já existiam nos quadrinhos, mas com o toque característico do estúdio de animação.

O primeiro deles foi Space Ghost. Logo chegariam os Herculóides, o poderoso Mightor, Shazzan, Jonny Quest e tantos outros. A revista em quadrinhos Hanna-Barbera Super TV Heroes publicava as aventuras desses personagens. A número 7, cuja a capa ilustra este texto (clique nela para ampliá-la) foi Space Ghost, The Mutant Planet - Clique para ampliarlançada nos Estados Unidos pela Gold Key, em outubro de 1969, e trazia quatro histórias curtíssimas (como nos desenhos animados) em 36 páginas coloridas impressas num papel jornal. A primeira era dos Herculóides na aventura The Ruthless Reducers; a segunda trazia o Poderoso Mightor em Wrath of Tazarr; em seguida, Moby Dick em The Submarine Pirates. Finalizando a revista, Space Ghost enfrenta The Mutant Planet, com o traço refinado e inconfundível de Dan Spiegel (página à esquerda).

Para fazer o download de papéis de parede de Mighty Mightor, clique aqui.

Em breve publicarei uma série de papéis de parede com outros personagens dessa revista. É só aguardar um pouco.

Cheyenne e a terceira série dos Reis do Faroeste

Cheyenne - Clique para ampliar
A revista aí de baixo relançava o tradiconal título Reis do Faroeste, da Editora Brasil-América (Ebal) em sua 3ª série, trazendo duas aventuras de Cheyenne, personagem interpretado na TV por Clint Walker. Eram elas A Oeste do Rio e Na Alça da Mira. A publicação chegava às bancas em janeiro de 1970 e trazia a seguinte Conversa do Diretor, publicada na página 2 da revista, que conta um pouco da trajetória de Reis do Faroeste:

“O primeiro número de Reis do Faroeste surgiu em julho de 1953. Há quase 17 anos. Publicando uma espetacular capa de Buck Jones, um dos reis do faroeste, lavrávamos um Reis do faroeste - Cheyenne 1tento espetacular entre a garotada de todo o Brasil. Foi um sucesso sem precedentes!

Pelo que lembramos, a tiragem, então, foi de quase cem mil exemplares, e a história se intitulava A Estrada do Diabo. Emocionante o enredo! Buck Jones conquistou os seus admiradores, que nos escreveram logo, pedindo mais e mais.

Mas a verdade é que Buck Jones não era o único dos reis do faroeste. Havia outros: Johnny Mack Brown, Bill Elliot, Rex Allen – todos mocinhos do cinema. E foi assim que todos estes apareceram, cada um com sua própria aventura, nos números seguintes de Reis do Faroeste. Somente no 5º número foi que Buck Jones voltou. Desta vez, em A Caravana Perdida. E mais nos números 9, 13, 17, 22, 27, 31, 35, 39, 43, 47, 52, 56 e 74, todos da primeira série.

Além dos heróis que acima citamos, também apareceram, em Reis do Faroeste, aventuras de Wyatt Earp, Matt Dillon e Kit Carson.

Agora, passados quase dezessete anos, voltamos a publicar Reis do Faroeste, depois de um curto espaço de parada em sua circulação. E, desta vez, voltamos com um herói do aí-mocismo que há de fazer delirar a moçada: Cheyenne!

Cheyenne é jovem! Cheyenne é forte! Cheyenne é justo! Cheyenne é simpático! Cheyenne desafia os maus, protege os fracos, expõe-se aos maiores perigos! Vocês hão de gostar de Cheyenne, tornar-se-ão seus amigos!

O aparecimento de Cheyenne no princípio do ano de 1970 é para comemorar o Jubileu de Prata da Editora Brasil-América. Foi justamente em maio de 1945 que iniciamos as nossas atividades. Terminava a Segunda Grande Guerra. Renasciam as esperanças do mundo por uma paz duradoura.

Há vinte e cinco anos, trabalhamos nesta casa, ininterruptamente. Foram centenas de milhões de revistas que daqui saíram. Milhões de álbuns e livros. Uma existência para bem servir aos jovens e às crianças.”

Para baixar um papel de parede de Cheyenne, clique aqui. O desenho que ilustra este texto faz parte da abertura da história Caçada Humana, publicada no número 7 da revista.
Quer assistir um trecho rápido da série de TV? Clique aqui.