Nem sempre eram os melhores do mundo

World's Finest Comics #253
A revista World’s Finest, da DC Comics, foi lançada nos Estados Unidos em 1941 quase como um almanaque de 96 páginas e publicada até janeiro de 1986. A primeira edição saiu com o nome de World’s Best Comics, mas já no número 2 a revista ganhou seu nome definitivo. Ela foi criada para publicar, principalmente, as aventuras dos dois principais personagens da editora: Super-Homem e Batman – e seu parceiro Robin –, inicialmente em histórias separadas. Com a diminuição do número de páginas a partir da edição 71 (de julho de 1954), Batman e Super-Homem passaram a dividir as mesmas aventuras juntos. Várias dessas histórias foram publicadas no Brasil pela revista Invictus, da Ebal.

A partir da década de 70, outros heróis passaram a fazer parte do cardápio da revista, entre eles, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Aquaman, Mulher Maravilha, Doutor Destino, Gavião Negro, Ajax o Marciano. A partir da edição 244, a World’s Finest passou a fazer parte do grupo de revistas da DC chamadas de “Dollar Comic” por causa do aumento do número de páginas, da quantidade de histórias por edição e do aumento de preço também: a revista passou a custar 1 dólar.

Nessa época, algumas edições apresentaram uma novidade: a capa da revista continuava sua ação na quarta capa, como os dois exemplos que ilustram este texto. A capa do alto é da edição 253, de novembro de 1978, que trazia histórias de Batman & Super-Homem; Arqueiro Verde & Canário Negro; o Rastejador (The Creeper, do Steve Ditko); e Capitão Marvel. Já a capa de baixo é da edição 257, de Julho de 1979, que além do Homem-Morgego e do Filho de Kripton, trazia as aventuras do Raio Negro, Arqueiro Verde, Gavião Negro e Capitão Marvel.

As duas capas foram desenhadas por Jim Aparo, mas a maioria das histórias que a revista publicava não eram boas.
World's Finest Comics #257
Essas imagens podem ser baixadas em ótima resolução. Para tanto, basta clicar nelas.

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Batman: Bigger and Better

Capa de Nela Adams
O número 241 da revista Batman, da DC Comics, lançada nos Estados Unidos em maio de 1972 (ou seja, há quase 41 anos!) foi uma edição especial com 52 páginas. Normalmente essas revistas em quadrinhos tinham, por padrão, apenas 36 páginas e o preço era de 20 cents. Mas essa foi uma época em que a DC aumentou o número de páginas de algumas de suas mais populares revistas em quase um terço, subindo o preço de capa a um percentual bem menor. A garotada pagava apenas um quarto de dólar, ou seja, 25 cents, para ter ainda mais aventuras com seus heróis preferidos. Essa campanha foi chamada de “Bigger and Better” e visava, claro, aumentar as vendas das revistas. A capa desta edição é uma das mais icônicas já publicadas com o Homem-Morcego. Ela foi desenhada por Neal Adams, que estava envolvido na revitalização do personagem.

Baixe aqui wallpapers feitos a partir de imagens desta revista!
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
A revista publicou três histórias. A primeira se chama At Dawn Dies Mary MacGuffin! e foi roteirizada por Denny O’Neil e desenhada pela dupla Irv Novick e Dick Giordano, que procuravam manter o estilo que Neal Adams imprimiu ao Cruzado de Capa (como se pode ver nas três páginas da história reproduzidas nesta postagem).

Página 6
A segunda história é uma aventura solo de Robin, “The Teen Wonder” escrita por Mike Friedrich e desenhada por Rich Buckler. A aventura, que continua na edição seguinte, foi chamada de Secret of the Psychic Siren e teve a participação especial de Kid Flash, seu companheiro de lutas na Turma Titã.
Robin, The Teen Wonder
Para completar a edição, uma aventura clássica de Batman and Robin, publicada no número 5 da revista, em 1941. Come Down Memory Lane foi escrita por Bill Finger e desenhada pelo criador do personagem: Bob Kane. Na 9ª página da história, um suspense: Batman encontra Robin mortalmente ferido e, ao ver o Cruzado de Capa carregando o corpo inerte do garoto, o leitor tem a sensação de que é o fim do Menino-Prodígio. Mas que nada. Nos três últimos quadrinhos Robin aparece sorridente deitado na cama de um hospital vestindo o seu uniforme (isso mesmo: deitado com uniforme, com máscara e tudo!!!) ao lado de Batman, que também está acamado recuperando-se de um ferimento. E o Homem-Morcego não perde a pose! Está com o seu uniforme!!! É sério! Essas histórias eram muito bobas mesmo!  :)
Batmovel
Batman e Robin
Leia mais sobre Batman, neste link.

Surge o Super-Homem

Action Comics 1

Após passarem anos tentando vender seu personagem sem sucesso, Joe Shuster e Jerry Siegel conseguem publicar na revista Action Comics, que estava sendo lançada em 1938 pela editora que mais tarde se tornaria a DC Comics.
Superman em Action Comics
Clark Kent
Começa aí a carreira meteórica do Super-Homem, único sobrevivente do planeta Krypton que é enviado à Terra, onde adquire superpoderes. A publicação é um sucesso de vendas, atiça a concorrência e isso acarreta uma tonelada de imitações e mais super-heróis fantasiados, muitos lançados pela própria DC. Super-Homem logo vira uma primorosa série de animação dos Estúdios Max Fleischer, tira diária de jornais e seriados cinematográficos, novela de rádio e o que mais se puder pensar. Isso também estabelece o gênero comic-book, que prolifera no período da II Guerra Mundial e sobrevive até hoje.
Superman
superman-1945

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Nunca houve uma Mulher-Gato como Julie…


Uma linda mulher… sensualíssima, adoravelmente divertida e maliciosa. Nunca houve uma gata como Julie Newmar!

A paixão segundo Joe Kubert

kubert
Joe Kubert era um gigante. Talvez não seja tão simples defini-lo em uma palavra. Mais complicado será falar sobre ele sem exagerar nos adjetivos. Kubert é um nome fundamental na História das histórias em quadrinhos. Ele se transformou em uma lenda há muito tempo, não só por ter criado um traço personalíssimo e dinâmico, perfeito para dar vida a personagens selvagens e aventureiros como Tarzan, Sargento Rock, Gavião Negro, Tor (abaixo), Ás Inimigo e tantos outros. Mas seu talento também norteou o trabalho de grandes artistas, que deram seus primeiros passos na bem sucedida escola criada por ele e sua esposa, Muriel, em 1976. Na verdade, Kubert sempre foi um apaixonado pelo seu trabalho, tanto como desenhista, quanto como editor, escritor e professor, inspirando inúmeros autores por todo mundo.Tor05fev77-kubert-ebalnt

Filho de pais judeus, Yosaif (ou Joseph) Kubert nasceu em 18 de setembro de 1926 numa pequena cidade chamada Yzeran, que ficava na Polônia e hoje faz parte da Ucrânia. Sua família emigra para os Estados Unidos quando tinha pouco mais de dois meses de vida e passa a viver no Brooklin.

Durante sua infância, ele descobre sua paixão pela arte de desenhar e, com o apoio dos pais, torna-se um talento precoce. Há controvérsias quanto à época em que começou a trabalhar como desenhista iniciante. Na introdução de sua graphic-novel Yossel, Kubert escreveu que ele recebeu cinco dólares por página quando tinha 12 anos. “Em 1938, isso era muito dinheiro”, afirmou.

A partir daí, não parou mais. Fã de Hal Foster, Alex Raymond e Milton Caniff, o jovem trabalhou para diversos estúdios e com os mais diferentes personagens e gêneros, desde ficção-científica até faroestes e histórias de guerra. Em meados da década de 1940 ele passa a desenhar mais regularmente para a All-American Comics, editora que se tornaria, no futuro, a DC Comics; em 1945 Kubert começa a ilustrar um dos personagens que marcariam a sua carreira: Gavião-Negro (Hawkman).

SargentoRock02atirantNo início da década de 1950, Kubert inicia sua carreira de executivo ao aceitar o cargo de editor da St. John Publications. Ao lado do colega de escola Norman Maurer e do irmão deste, Leonard, ele desenvolve para a editora, em 1953, a primeira revista de quadrinhos em 3D do mundo, apresentando as aventuras de SuperMouse (Mighty Mouse), adaptação do famoso desenho animado infantil da época. O sucesso foi instantâneo. No mesmo ano ele lança as aventuras de Tor, personagem que vive numa época pré-histórica, e também ganha uma versão em 3D, aproveitando o sucesso dessa tecnologia.

Ao contrário do que era comum naquela época, os direitos autorais de Tor continuam nas mãos de Kubert e as aventuras desse herói são publicadas com relativo sucesso em diversas editoras ao longo da carreira do desenhista.

Em 1955 ele volta a desenhar para a DC Comics, inicialmente como free-lancer, mas logo estaria trabalhando exclusivamente para a editora. Neste ano ele intensifica uma frutífera parceria com o também lendário escritor e editor Robert Kanigher, que já conhecia desde os tempos da All-American Comics e com o qual desenvolveu diversas histórias de guerra e personagens de sucesso, como o Príncipe Viking, lançado em agosto de 1955. Mas foi em janeiro de 1959 que a dupla apresentou uma de suas mais importantes criações: o Sargento Rock (ao lado), publicado pela primeira vez na revista G.I. Combat. Chamado inicialmente de “The Rock”, o soldado que lutava contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial ganhou mais definição nas histórias seguintes e caiu no gosto dos leitores, transformando-se numa das séries mais duradouras dos comics americanos.
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Apesar de criar histórias de guerra, a dupla Kanigher-Kubert jamais glorificou os conflitos e sempre mostrou o lado humano de cada personagem retratado. Seguindo esta linha, a dupla novamente inova em 1965 ao apresentar para o público Ás Inimigo (Enemy Ace), um piloto da aviação que lutou durante a Primeira Guerra Mundial. Ele não era inglês ou americano. Era alemão. E isso fez toda a diferença. Kubert sempre gostou de ilustrar os roteiros de Kanigher, carregados de detalhes históricos e que exigiam muita pesquisa de época. Certa vez ele escreveu que seus roteiros tinham a capacidade de provocar sua imaginação: “Suas palavras tinham o poder de criar excitantes imagens dramáticas e dinâmicas em minha mente!”. Não foi por acaso que Ás Inimigo é considerado uma das melhores histórias de guerra já produzidas para os quadrinhos.
cabelosdefogo-thawk16-fev73ntAcima, Cabelos de Fogo, de Joe Kubert.
Publicado em fevereiro de 1973 na revista
Tomahawk n°16, da Ebal. Nesse mesmo
ano foi lançado também pela Ebal,
o álbum A Origem de Tarzan, que
mostra a morte de Kala (abaixo).
A origem de Tarzan - A morte de Kala
A partir de 1967 Kubert passou a ser Diretor de publicações da DC Comics. Cinco anos depois aceitou o desafio de readaptar os livros de Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, para os quadrinhos (leia O traço selvagem de Joe Kubert). E assim ele criou mais uma obra-prima da arte seqüencial e o personagem de Burroughs retoma o status adquirido em seus primórdios, quando era desenhado por Hal Foster e Burne Hogarth.
A fúria de Tarzan
tarzan-kubert-devntDepois de deixar o cargo de Diretor na DC em 1976, a paixão de Kubert por sua arte e seu interesse em formar uma nova geração de artistas fazem com que ele e sua esposa fundem a The Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art, hoje conhecida internacionalmente como The Kubert School. Vários grandes artistas de sua geração foram professores de sua escola. E ela formou inúmeros novos talentos, como dois dos cinco filhos de Kubert, Adam e Andy, considerados nomes de grande expressão na indústria dos comics americanos. Os anos seguintes seriam de dedicação quase total aos seus alunos, mas sem deixar de desenhar quadrinhos.

Na década de 1990 Kubert voltaria a produzir histórias mais autorais. Em 1991 lançou Abraham Stone: Country Mouse City Rat para a Malibu Comics. Em 1994, ele recebeu a visita do célebre editor italiano Sergio Bonelli em sua residência. Este o havia convidado a ilustrar uma história especial do popular cowboy italiano Tex, mas Kubert teve que adiar a realização desse projeto para se dedicar exclusivamente à produção daquela que se tornaria sua nova obra-prima, a premiada graphic novel Fax from Sarajevo. Inédito no Brasil, este livro foi baseado numa série de faxes que seu representante na Europa, Ervin Rustemagiæ, enviou para ele relatando com detalhes a tragédia da guerra na Sérvia durante o massacre de civis em Sarajevo. Esta obra foi, finalmente, publicada em 1996. E a história de Tex (abaixo) foi lançada na Itália cinco anos depois, em 2001, com enorme repercussão.

Dois anos depois, Kubert voltaria às suas origens imaginando o que aconteceria se sua família não tivesse emigrado para os Estados Unidos e continuasse vivendo na Polônia. Esse foi o ponto de partida para a novela gráfica Yossel, lançada em 2003.

Neste ano ele também retornaria ao personagem que consagrou, com a minissérie Sgt. Rock: Between Hell and a Hard Place, escrita por Brian Azzarello, e três anos depois, com outra aventura estrelada pelo soldado: The Prophecy (ao lado). Em 2008, um novo retorno. Agora ao seu primeiro personagem na minissérie Tor: A Prehistoric Odyssey, publicada pela DC Comics. São desse período também as histórias autorais Jew Gangster e Dong Xoai, sobre a guerra do Vietnã.

Seu último trabalho publicado foi Before Watchmen: Nite Owl para a DC, onde ele arte-finalizou o desenho a lápis executado por seu filho Andy Kubert. Bem do jeito que ele fazia no início de carreira. Em outubro, estava previsto pela DC o lançamento de sua última incursão como quadrinista: a minissérie Joe Kubert Presents, com novas histórias gráficas, incluindo o retorno do desenhista ao seu Gavião Negro (Hawkman, abaixo).

Joe Kubert faleceu no dia 12 de agosto em decorrência de um tipo de câncer, um mieloma múltiplo, poucas semanas antes de completar 86 anos.

(Texto publicado originalmente no Jornal da ABI 381)

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Fotos de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
(The Dark Knight Rises) deve fechar a trilogia capitaneada por Christopher Nolan, pois ele já declarou que não quer mais continuar com a franquia. A Mulher-Gato (clique para ver uma foto dela) e Bane serão os antagonistas do Batman nesta produção, mas um arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas estará de volta: o demoníaco Ra’s Al Ghul terá uma participação no filme. Cá entre nós, juntar esses três vilões na mesma história é um grande risco que o diretor corre. Ele e seu irmão Jonathan, que fizeram o roteiro deste filme, estão no limite entre finalizar a trilogia de maneira espetacular ou então colocar por água abaixo o belo resultado conseguido até agora. Vamos esperar até o fim de julho para conferir o resultado em sua estréia nos cinemas do Brasil.

Na foto de cima, clicada por Ron Phillips, Christian Bale encarna o Batman, que parece estar com a barba por fazer. Embaixo, o demolidor Bane em foto clicada por Wally Pfister, mais um cruel inimigo do Homem-Morgego.

Todas as fotos podem ser ampliadas em ótima resolução.

© 2012 Warner Bros. Entertainment Inc. and Legendary Pictures Funding, LLC

Batman e Robinson


A importância de Jerry Robinson para os quadrinhos vai muito além do fato de ele ter criado o Coringa que se tornou um dos mais importantes e cultuados vilões de todos os tempos. Além de talentoso desenhista de quadrinhos e cartunista, Robinson também foi um ativista político e ferrenho defensor dos direitos dos desenhistas e dos artistas da área dos quadrinhos. Em 1967, ele foi eleito presidente da National Cartoonist Society. Mais tarde ajudou a fundar o Sindicato de Cartunistas e Escritores dos Estados Unidos. Foi Jerry que começou uma intensa campanha para resgatar os direitos dos criadores do Super-Homem, Jerry Siegel e Joe Shuster, pois quando os dois criaram o personagem foram obrigados a assinar um contrato cedendo os direitos para a editora que publicava a revista do Homem de Aço.

Jerry Robinson tinha apenas 17 anos e estava estudando jornalismo quando conheceu Bob Kane – o criador de Batman – e este o convidou para trabalhar em seu estúdio. Lá, o rapaz conheceu Bill Finger, do qual se tornou pupilo, e iniciou sua carreira nos quadrinhos como letrista e arte-finalista. Mas logo ele estaria envolvido na criação do jovem parceiro do Homem-Morcego, cujo nome Jerry sugeriu: Robin. Como se não bastasse, pouco tempo depois Jerry Robinson criou também o Coringa, o arqui-inimigo do Batman!

Robinson se tornou um dos principais desenhistas de Batman. Mas ele também desenhou outros personagens, como Vigilante e Besouro Verde. Nos anos 50, paralelamente ao trabalho como desenhista, Robinson se tornou professor do School of Visual Arts.

No ano de 2000, Jerry Robinson esteve no Brasil para o lançamento do documentário Jerry Robinson, A Vida Após Batman, dirigido por Marisa Furtado e Paulo Serran, que compõe a série Profissão Cartunista. Durante sua estada no Brasil, ele deu ao seu amigo Álvaro de Moya, o simpático desenho autografado reproduzido no alto desta postagem.

Jerry faleceu em 7 de dezembro de 2011, 25 dias antes de completar 90 anos. Sherrill David Robinson nasceu no dia 1° de janeiro de 1922.
Os quadrinhos do Batman que ilustram este texto foram arte-finalizadas por Jerry. Qualquer imagem pode ser ampliada em ótima resolução. Basta clicar nelas.

O vôo solitário do Superman


Como é difícil fazer o Super-Homem voar, não?! Veja a foto acima, clicada por David James durante as filmagens de Superman – O Retorno, filme cometido por Bryan Singer, quantas pessoas são necessárias para fazer um Homem de Aço alçar vôo: nada menos do que 10 integrantes da equipe de efeitos especiais participam da cena e ajudam Brandon Routh a parecer um pássaro, um avião…

A foto foi divulgada na semana passada pela Academia e será uma das 115 imagens utilizadas na mostra Crew Call 2011: Celebrating the Crafts que acontece a partir de 9 de setembro na Califórnia, claro. Clique nela para ampliá-la e ver mais detalhes da cena.

A Mulher Maravilha dançou


Os executivos da NBC colocaram a cabeça no lugar e decidiram não exibir mais a série Wonder Woman, a Mulher Maravilha, que estava sendo produzida pela Warner Bros TV. Claro que a bonitinha Adrianne Palicki, atriz escalada para viver a nova versão da amazona, não gostou. Mas ela tem que ver isso pelo lado positivo: o piloto da série devia estar muito ruim mesmo! Veja essas fotos de Palicki em ação… correndo sobre carros! É constrangedor!

Mulher Maravilha chegou a ser pensada para estrear nos cinemas, mas os executivos da Warner não continuaram o projeto com medo do fracasso. A personagem é uma das mais carismáticas da DC Comics e, se bem produzida, certamente daria um ótimo filme. Ainda mais agora que aventuras baseadas em quadrinhos, em seres mitológicos e de fantasia, estão fazendo sucesso nos cinemas. Thor é um ótimo exemplo disso! E as aventuras da amazona podem juntar mitologia, fantasia, quadrinhos como poucos personagens! Só os executivos da Warner não percebem isso!

E o mais interessante é que a heroina está fazendo 70 anos em 2011. Ela foi criada em 1941 pelo psiquiatra William Moulton Marston, sob o pseudônimo Charles Moulton, visando atingir o público feminino. Ela estreou na revista Sensation Comics e o desenhista era Harry G. Peter.

70 anos, mas com um corpinho de 20
Veja, ilustre leitor, que corpo belo e faceiro pode ser visto abaixo. E, no entanto acredite, os executivos da Warner não vêm potencial na sensual personagem!

Tudo bem, não tem rima como a trovinha original, mas deu o recado!

Eu deveria dar o crédito do site onde peguei essa imagem. Mas simplesmente não sei: ela está em meus arquivos há bastante tempo e não há esse registro. Quem souber quem tem os direitos dela, me avise por favor.

Tarzan de Joe Kubert


Em 1973 a Ebal publicou o álbum A Origem de Tarzan que compilou as primeiras quatro histórias criadas e desenhadas por Joe Kubert. O trabalho que este genial desenhista realizou com o personagem, foi um verdadeiro marco para as histórias do Homem-Macaco. Agora, em 2010, a Devir traz de volta essas e outras histórias num novo álbum: Tarzan – A Origem do Homem-Macaco e Outras Histórias. Leia mais AQUI.
A imagem acima foi extraída do álbum da Ebal. Ela pode ser ampliada em alta resolução.

Jonah Hex vai ao cinema

CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Uma das coisas que mais me deixaram apreensivo quando soube que Jonah Hex seria adaptado para o cinema é que o diretor escolhido nunca realizou um filme com pessoas de carne-e-osso sequer… :) O único filme que ele havia dirigido é a animação Horton e o Mundo dos Quem (Dr. Seuss’ Horton Hears a Who) e, cá entre nós (por favor, não espalhem isso em Hollywood), isso é muito pouco num currículo de alguém que pretende dirigir um filme de faroeste com um personagem tão bom quanto este da DC Comics!
Josh Brolin como Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO  Megan Fox é Leila em Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO
Mas, tudo bem… vamos confiar em Jimmy Hayward e torcer para que ele faça o dever de casa direitinho. Algumas fotos da produção já correram a internet. Selecionei duas delas (acima), que podem ser baixadas com melhor resolução e qualidade. Uma aparece o ator Josh Brolin, que tem a responsabilidade de encarnar o pistoleiro, numa cena do filme (as outras duas fotos divulgadas são uma seqüência desta). A outra foto é uma imagem dos bastidores do filme com a atriz e gata Megan Fox (que também agita a franquia cinematográfica Transformers, vocês sabem…) com trajes prá lá de agradáveis (Aliás, circulam rumores que mocinha está sendo cotada para viver a nova Buffy, a caçadora de vampiros).
All-Star Western#10 - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM  Quadrinho da história Bem Vindo ao Paraíso, desenhada por Tony de Zuñiga - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
O pistoleiro Jonah Hex, que tem o rosto desfigurado por uma profunda cicatriz, foi criado pelo escritor John Albano e pelo excelente desenhista filipino Tony de Zuñiga em 1972 para a DC Comics que tentava revitalizar o gênero com um punhado de novos personagens de faroeste (e algumas reprises). Sua estréia aconteceu na revista All-Star Western n°10 (de fevereiro/março), que já publicava as histórias de El Diablo, Renegado (Outlaw), Billy the Kid e Bat Lash.
Jonah Hex#21, Fevereiro de 1979 - desenho na página 20 - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
No Brasil, a estréia do personagem aconteceu na revista Reis do Faroeste em Cores nº9, lançada pela Ebal em Maio-Junho de 1973. Essa revista republicava o material da All-Star Western. Enquanto nos Estados Unidos a revista tinha 52 páginas, a versão brasileira tinha apenas 36 páginas, mas era impresso em papel de melhor qualidade e capa plastificada. A partir do número 12 a revista da DC Comics muda de nome para Weird Western Tales e Jonah Hex passa a ter mais relevância no título, e na edição seguinte o número de páginas cai de 52 para 36. No nº18, de julho/agosto de 1973, o logotipo “Jonah Hex” passa a ter mais destaque na capa, ocupando o lugar do nome da revista (Weird Western Tales diminui de tamanho e fica numa tarja no topo). Finalmente em março/abril de 1977, Jonah Hex passa a ter um título próprio e a Weird Western Tales recebe um novo personagem em suas páginas: Scalphunter (no Brasil: O Escalpador). Jonah Hex seria publicado até agosto de 1985, chegando ao número 92, quando a DC Comics, tomando uma decisão pra lá de imbecil, decide transportar o personagem para um futuro apocalíptico. É claro que essa idéia de jerico não deu certo e essa experiência deve ser totalmente esquecida.
Jonah Hex #19, Dezembro de 1978 - Desenho de Luis Dominguez - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO  Jonah Hex #42 - Nova série - Junho de 2009 - Desenho de Jordi Bernet - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Em 2006 a DC Comics decide relançar o título de Jonah Hex numa nova série de aventuras desenhadas novamente por grandes artistas, como Tony de Zuñiga, Paul Gulacy (desenho abaixo), David Michael Beck, Jordi Bernet e o brasileiro Luke Ross, que ilustrou as primeiras edições da revista.
Paul Gulacy desenha Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM BOA RESOLUÇÃO
Infelizmente, no Brasil, Jonah Hex não teve ainda um tratamento digno do personagem, apesar de suas cinco primeiras histórias terem sido publicadas pela Ebal num formato adequado nos últimas quatro números da revista Reis do Faroeste em Cores (esta série só durou 12 edições). Logo depois Jonah Hex ganhou um título próprio ainda pela Ebal, mas foi lançado no abominavel “formatinho”, que desvaloriza o trabalho do desenhista. Mas em 2006, a Opera Gráfica fez um lançamento digno de elogios. Foi o boxe Jonah Hex Showcase que republicou as 22 primeiras histórias do personagem em dois livros que somam mais de 500 páginas! Agora a Panini deverá pensar seriamente em lançar a nova série de histórias do pistoleiro, pois o filme está programado para estrear no dia 6 de agosto de 2010.
Página sem as cores - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas. Esta de cima é uma versão que fiz utilizando apenas o traço preto do desenho que está no topo desta postagem, que é a página de abertura do número 20 da revista Jonah Hex, da DC Comics.
 para baixar papéis de parede de Jonah Hex.

O Batman e o Coringa de Nolan

Christopher Nolan posa no set de filmagem de Batman, o Cavaleiro das Trevas - CLIQUE PARA AMPLLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO.
Injustiça é algo corriqueiro quando se fala de Oscar. Ela acontece todos os anos em todas as cerimônias. Neste ano aconteceram algumas. Nem vale a pena citar todas elas, somente a que considero a principal: um daqueles cinco nomes que concorriam ao prêmio de Melhor Diretor deveria ser o de Christopher Nolan sem dúvida nenhuma. Ele traria muito mais emoção à competição simplesmente porque… poderia ganhar!

Poster-teaser do Coringa em Batman, o Cavaleiro das Trevas: Why So Serious? CLIQUE PARA AMPLIAR ESTE POSTER

O trabalho que o diretor realizou em Batman, o Cavaleiro das Trevas é magnífico! Aliás, este filme deveria ter concorrido também na principal categoria do Oscar. Este e Revolutionary Road! Dois grandes filmes ignorados pela Academia. E se Batman, o Cavaleiro das Trevas ganhasse não seria injustiça alguma com os outros. Não estou dizendo que Quem Quer Ser Milionário? não deveria ganhar. É outro excelente filme e seria páreo duro se Batman estivesse entre os cinco, assim como Revolutionary Road (claro). Na minha lista permaneceria ainda O Leitor. O quinto filme pode ser escolhido entre os outros dois indicados pelos membros da Academia ou qualquer outro, pois seria apenas para completar a quinta vaga.

Como disse o crítico de cinema Luiz Carlos Merten em seu blog, “acho que há mais vida inteligente em Batman que em Rio Congelado e Nolan, dentro do cinemão, é de uma independência que, essa sim, beira a genialidade“. É exatamente isso: Nolan é tão independente dentro do cinemão que o Oscar lhe virou as costas por covardia! A novidade, mesmo que num blockbuster, assusta a Academia. É o caso de se fazer aos membros da Academia a pergunta que ficou famosa na voz do Coringa: “Why So Serious?” Será que eles teriam coragem de responder?
Heath Ledger: interpretação aplaudida por todos - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
O diretor deste Batman é genial e realizou um trabalho minucioso que chega a ser comovente. Afinal, quem está por traz do Coringa de Heath Ledger? Nolan, claro. Foi ele que enfrentou todos os argumentos contrários e fincou o pé para ter o jovem ator interpretando o vilão! Nolan sabia onde queria chegar e sabia que Ledger o acompanharia!
A espetacular loucura do Coringa - CLIQUE PARA AMPLIAR A FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Em outro texto Merten afirma que o Coringa “é um personagem extraordinário e a forma como Nolan transforma o espetáculo num jogo de duplos e triplos (sentidos, creio) para refletir sobre o mundo atual, globalizado, me deixam simultaneamente eufórico e arrasado” e conclui “Heath Ledger é excepcional como Coringa, mas eu gosto cada vez mais de Christian Bale como o mascarado. E estou convencido de que o outro só consegue ser excepcional, no nosso imaginário, por causa da gravidade – do minimalismo? – da presença cênica de Bale/Batman. Que filme, que filme!
Bruce wayne (Christian Bale) e Lucius Fox (Morgan Freeman): respeito e admiração em ambos. CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO.
Que filme impresionante! Christian Bale é outro que merece méritos, sem dúvida nenhuma! Uma excelente sacada de Chris Nolan. Aliás, Bale e Michael Caine – que interpreta com extrema sensibilidade o mordomo Alfred – estiveram juntos em outro ótimo filme do diretor: O Grande Truque (The Prestige), que conta a história de dois mágicos que eram amigos e se tornaram inimigos ferrenhos.
Aaron Eckhart (Harvey Dent/Duas Caras) aguarda um sinal do Homem Morcego. CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ALTA RESOLUÇÃO.
Também revi o Batman no Imax do Bourbon Shopping e tive a mesma sensação descrita pelo jornalista do Estado de S.Paulo. O filme não é exibido em 3D como se poderia imaginar, mas a projeção naquela enorme tela, muito mais nítida e com mais tecnologia sonora nos mostra o quanto Nolan foi preciso em cada cena. O filme é pura ação desde o início. E é muito mais: é o duelo criativo entre criador e criatura, entre os personagens, entre atores do mais elevado calibre. Repare que a escolha do elenco – outro mérito de Nolan – foi meticulosa e perfeita. Com Batman Begins e Batman, o Cavaleiro das Trevas Nolan nos mostrou o quanto as outras quatro versões cinematográficas do homem morcego realizadas nos anos 80/90 foram medíocres. Tim Burton é um ótimo diretor e fez filmes primorosos. Mas, entre eles não está o seu desastrado Batman!
 O excelente Gary Oldman é a cara de Jim Gordon - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO.   Num momento emocionante, Gary Oldman recebe o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante pelo seu colega Heath Ledger - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO
Todas as fotos que ilustram este texto podem ser ampliadas. As duas de cima mostram o ator Gary Oldman como Jim Gordon e, num momento de emoção, recebendo o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante pelo seu colega Heath Ledger, morto no início do ano passado.
Heath Ledger, um Coringa inesquecível. CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Para baixar wallpapers de Batman (tanto do filme, quanto dos quadrinhos)CLIQUE AQUI. Para ler mais e ver outras fotos e imagens do filme clique nos links abaixo:
O RETORNO DE BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS
– CORAÇÃO SATÂNICO: O DUALISMO DE BATMAN E CORINGA
– THE JOKER’S QUESTION… WHY SO SERIOUS?
– DARK KNIGHT: BATMAN E A INSANIDADE DO CORINGA
– BATMAN E O SORRISO DO CORINGA
– A MOTO DO BATMAN
– A MARCA DO CORINGA

Para assistir aos dois trailers de Batman, o Cavaleiro das Trevas, clique AQUI e AQUI.

O retorno de Batman, o Cavaleiro das Trevas

Batman alça novos vôos - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM BOA RESOLUÇÃO
Recebi o seguinte release de divulgação para imprensa da Warner, que compartilho com os leitores deste blog (com algumas pequenas mudanças no texto):

Filme de Christopher Nolan foi indicado ao Oscar® em oito categorias

Sucesso de público, crítica e indicado a oito categorias no Oscar® 2009, incluindo Melhor Ator Coadjuvante para Heath Ledger, Batman – O Cavaleiro das Trevas reestréia nos cinemas com cópias legendadas e dubladas nesta sexta-feira, 13, com distribuição da Warner Bros. Pictures. O longa-metragem de Christopher Nolan retorna em mais de 70 salas de localizadas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Paraná, Amapá, Pernambuco e Bahia.
O Coringa genial de Ledger - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Em 2008, Batman – O Cavaleiro das Trevas foi a maior bilheteria no Brasil, com mais 4 milhões de espectadores. O filme também foi um sucesso mundial, chegando perto da marca de USS 1 bilhão em arrecadação, sendo a 4ª maior arrecadação da história do cinema. Batman – O Cavaleiro das Trevas se destacou tanto pela competência do elenco quanto pela impecável técnica das cenas.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO TRAILER DO FILMEO resultado disso foram as oito indicações ao Oscar®. Além de Heath Ledger para Melhor Ator Coadjuvante, o filme concorre aos prêmios de Melhor Direção de Arte (Nathan Crowley e Peter Lando), Melhor Fotografia (Wally Pfister), Melhor Edição (Lee Smith), Melhor Mixagem de Som (Lora Hirschberg, Gary Rizzo e Ed Novick), Melhor Edição de Som (Richard King), Melhores Efeitos Especiais (Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber e Paul Franklin) e Melhor Maquiagem (John Caglione Jr. e Conor O’Sullivan).
Gary Oldman é Jim Gordon. CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Neste relançamento, a Warner Bros. produziu novo design para o pôster do filme, além de trazer para o país a revolucionária cópia em Imax. Os fãs podem rever o longa desde 6 de fevereiro na recém-inaugurada sala Unibanco Imax do Shopping Bourbon Pompéia, em São Paulo, que tem tela de 21 metros de largura e 14 de altura além de som digital projetado especificamente para levar o público para dentro do filme. Só no primeiro final de semana o filme teve 1.800 espectadores com 83% de ocupação nas sessões da sala Imax.
Batpod - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM BOA RESOLUÇÃO
Quer encarar o Coringa de frente? Vai no Unibanco Imax! 
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