Spirit na corda bamba

Jaime King - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Mais um revés na tortuosa carreira cinematográfica de The Spirit: originalmente previsto para estrear no Brasil no dia 6 de fevereiro o filme cometido por Frank Miller teve seu lançamento no Brasil adiado para o dia 13 de março. Assim a Sony, que distribui a produção no Brasil, evitou o confronto com os grandes lançamentos cinematográficos indicados ao Oscar que acontecem neste final de janeiro e início de fevereiro. Como The Spirit foi um desastre completo nos Estados Unidos, o fracasso nas telas tupiniquins já é esperado. Resta então minimizar a perda.
The Spirit na corda bamba - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Bom, como a coisa já está feita, utilizemos então a filosofia Zen daquela sexóloga que já foi ministra do turismo: vamos relaxar e gozar. Comecemos então vendo os detalhes da foto da bela Jaime King (no topo deste texto), que já esteve em Sin City e repetirá seu papel em Sin City 2. Neste equívoco ela interpreta Lorelei Rox, uma fêmea fatal com olhar penetrante e cabelos esvoaçantes. Agora, repare no detalhe de sua suave mãozinha; veja os seus lindos dedos… Opa! Por que será que o dedo médio não está dobrado como os outros? Será alguma mensagem subliminar para os fãs do Spirit? Vai saber…
Eva Mendes - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Esta foto é de outra linda mulher, Eva Mendes, que dá as cartas como a dominadora e misteriosa Sand Saref. Eva (não confundir com a robozinha de Wall-e) também já deixou de cabeça quente outro personagem saído dos quadrinhos: o Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider). E olha que ela foi criticada por um amigo jornalista por causa de sua atuação nesse filme. Que injustiça! Com todo esse talento que lhe é inerente a moça ainda precisava saber atuar?

Clique nas fotos para ampliá-las em ótima resolução. Copyright© 2003-2004 Sony Pictures. All rights reserved.
Na área de papéis de parede deste blog você pode baixar alguns com cenas do filme e imagens dos quadrinhos clássicos de The Spirit, de Will Eisner.
Visite também o site oficial do filme para ver mais fotos e trailers e baixar wallpapers e ícones.

Os fãs do Spirit gritam!

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CLIQUE AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD DESTE POSTERFoi um fracasso total a estréia de The Spirit nos Estados Unidos. O filme que Frank Miller cometeu não passou de um horroroso 9° lugar no seu fim de semana de estréia com um faturamento ridículo de pouco mais de US$10 milhões em quatro dias de exibição. Aliás, dos cinco filmes que estrearam nesse fim de semana, Spirit foi o último colocado com quase um terço do faturamento do quarto colocado, Valkyrie, a superprodução de Tom Cruise, que rendeu pouco mais de US$30 milhões nos mesmos quatro dias.

Só para ter uma idéia de comparação, Bolt Supercão, a nova animação da Disney não teve uma estréia boa mas, mesmo assim, faturou quase o triplo –pouco mais de US$ 28 milhões – no mesmo espaço de tempo.
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As críticas ao filme nos Estados Unidos são as piores possíveis. A maioria dos fãs do Spirit detestou a produção e um dos motivos é a história rasa e sem criatividade levada às telas. Algo impensável para uma trama com o personagem mascarado que tinha aventuras surpreendentes nos quadrinhos, conduzidas pela habilidade genial de Eisner e sua fantástica equipe.
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O projeto de levar para os cinemas a imortal criação de Will Eisner já existia há muito tempo, mas ele foi sendo adiado. O que não dá para entender é como, depois de tanto tempo no papel, a adaptação de um dos mais importantes personagens dos quadrinhos é entregue para alguém que nunca realizou um filme sozinho.

Esse moço não sabe fazer cinema! Será que Frank Miller não tem nenhum amigo que fale isso pra ele? Alguém tem que chegar nele e ser franco: “Ô, Miller, volta a fazer o que você sabe fazer melhor e deixa o cinema para quem entende, cara! Não se queime mais! Vai criar uma nova graphic novel, vai. Larga esse troço de querer fazer o que você não tem competência. Afinal, saber fazer histórias em quadrinhos não lhe dá cabedal para dirigir um filme! Deixa de ser estrela!!!”
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Samuel L. Jackson - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃOMas esse fracasso é também o fracasso da estética que Miller impôs ao personagem. A estética copiada de Sin City, filme que ele dirigiu junto com Robert Rodriguez e Quentin Tarantino. O trailer e os materiais divulgados já davam uma pista de que a produção é um verdadeiro equívoco.

Programado para estrear no Brasil daqui a um mês, The Spirit chegou aos Estados Unidos no dia de Natal. E, pelo visto, foi um presente de grego para os fãs do célebre personagem. O espírito de Will Eisner não merecia isso…

Visite a área de wallpapers deste blog para baixar papéis de parede do Spirit, tanto na versão dos quadrinhos, quanto na do cinema.

Pretinho básico

Scarlett Johansson - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Mulheres adoram um pretinho básico (tem até um blog chic com esse nome). Homens também. Por motivos diferentes, claro. Aos homens o que interessa é o conteúdo. Ou seja, a beleza interior. Veja esse pretinho básico que envolve a atriz Scarlett Johansson no filme Spirit: não é… elegante? Repare nos olhos da moça e veja como eles combinam com a roupa que ela veste. Spirit, produção cometida pelo gênio dos quadrinhos e cover de diretor, Frank Miller, promete ser uma droga mas, pelo menos, teremos colírio para os olhos!
Clique na foto para ver mais detalhes na imagem ampliada.
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Com quantas mulheres se faz um Spirit?

Além do visual calcado em Sin City, o novo trailer de The Spirit dá a entender que o personagem de Will Eisner será apenas um conquistador barato, cover de detetive. Triste fim para o policial que viveu aventuras fantásticas e extremamente criativas nos quadrinhos que tinham aquele jeitão de film noir, onde o Spirit quase sempre era envolvido pelas curvas (e mentiras) de uma mulher fatal. Na produção dirigida por Frank Miller que chega em janeiro aos cinemas, aparecem nada menos do que seis mulheres a provocar o herói: Sarah Paulson, Scarlett Johansson, Paz Vega, Jaime King, Stana Katic e Eva Mendes. Um exagero para uma história do Spirit, mas não para os nossos olhos.

Veja só o trailer legendado… 

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Um filme para Ramayan 3392 A.D.

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Segundo a revista Hollywood Reporter, o mundo apocalíptico de Ramayan 3392 A.D. deve ganhar as telas de cinema numa produção de Mark Canton, que também esteve por trás da versão cinematográfica de 300, de Frank Miller, dirigido por Zak Snyder. Baseado num conto hindu, a graphic novel da Virgin Comics criada por Deepak Chopra e Shekhar Kapur traz as aventuras de Rama, um guerreiro exilado (figura abaixo) que tenta livrar seu mundo das garras malignas de Ravan.
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O trailer da história em quadrinhos que a Virgin lançou em 2007 pode ser conferida no vídeo abaixo. Acima, veja dois desenhos extraídos desta história. Como se pode ver pela qualidade gráfica destas amostras, Canton tem uma grande resposabilidade pela frente. A primeira delas é encontrar um diretor à altura desse projeto.
As duas ilustrações podem ser ampliadas em alta resolução. Para isso, basta clicar nelas.

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Coração satânico: o dualismo de Batman e Coringa

Poster horizontal do Coringa - CLIQUE PARA AMPLIAR EM ALTA RESOLUÇÃO
Clique aqui para ler mais e ver mais fotos e posteres do filme.A revista Veja da semana passada – edição 2069 – publicou uma excelente matéria analítica de sua editora de cinema, Isabela Boscov, sobre Batman, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) intitulada Direto do coração das trevas. Se você quer conhecer um pouco mais sobre as nuances psicológicas que aproximam os dois antagonistas do filme e como o diretor Christopher Nolan (sobre ele publicarei em breve um texto) costura com extrema competência a ação do filme, a leitura dessa matéria é bastante oportuna. Isabela dá toda a dimensão desta produção em duas páginas da revista.

Como num bom filme de super-herói, o texto não perde tempo e vai direto ao ponto ao afirmar que a superprodução da Warner oferece “não só o melhor vilão de todas as adaptações dos quadrinhos para o cinema, como também, mais propriamente, o primeiro que não é uma caricatura ou uma invenção pueril. (…) O mais existencialista dos super-heróis ganha, assim, um adversário que é o seu exato oposto e complemento – um niilista“. Quadrinhos não é coisa só para crianças, embora por muito tempo essa arte tenha sido considerada menor e destinada ao público infantil. Daí, a idéia equivocada de que as adaptações para cinema de personagens saídos das páginas dos “gibis” deveriam ser simplórias.
Batman - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO
Heath Ledger como Coringa - CLIQUE PARA AMPLIARMas os quadrinhos, como em qualquer área da produção cultural, têm produtos infantis, juvenis e adultos. Parece simples isso, não? Portanto, as adaptações para cinema de personagens e histórias oriundas dos quadrinhos têm que ser respeitadas como qualquer outro tipo de obra. O homem-morcego já foi construído para esses diferentes públicos. Mas, definitivamente, Batman não deveria ser um personagem superficial para ser consumido apenas como um leve entretenimento infantil.

O diretor Chris Nolan sabe disso e se serve do dualismo dos personagens principais para compor a densa história do filme. Em seu texto, Isabela afirma que “a distorção que é o Coringa passa aqui a definir também Batman. Na verdade, quase que o explica. Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado“. Isso define perfeitamente o que os quadrinhos passaram a valorizar desde 1970, quando Neal Adams, Dennis O’Neil e Dick Giordano assumiram o personagem na revista Detective Comics. Com essa trinca de artistas, Batman retomava o lado sombrio de suas histórias e começava a ganhar uma estrutura emocional definitiva, colocando seu universo em outro patamar criativo.
Poster certical com Bat-pod - CLIQUE PARA AMPLIAR  Poster vertical - CLIQUE PARA AMPLIAR
O trabalho sedimentado por Adams/O’Neil/Giordano ganharia um reforço de muita qualidade 26 anos depois, quando o personagem chegou nas mãos de outro gênio dos quadrinhos, o fantástico Frank Miller. Ele desenvolveu uma minissérie densa e que marcou época: Batman, O Cavaleiro das Trevas (isso mesmo, o mesmo nome do filme que estreou sexta-feira). O sucesso foi tamanho que Miller retornaria ao personagem em 1987 para recontar sua origem em Batman: Ano Um, excelente arco de histórias desenhado primorosamente por David Mazzucchelli, que mostra o início da amizade (e cumplicidade) entre o morcego e Jim Gordon*.

Com esses elementos já sedimentados desde os anos 70, Nolan tem nas mãos material suficiente para realizar um trabalho absolutamente criativo no cinema e vários filmes. Não há o que inventar. Já está tudo lá, nos quadrinhos. É quase como um storyboard. Basta ter respeito com à obra.
Poster horizontal - CLIQUE PARA AMPLIAR
* O leitor atento irá perceber que, tanto em Batman Begins quanto no novo filme, Gordon – que é interpretado pelo excelente Gary Oldman – parece ter saído das páginas de Batman: Ano Um, tamanha a semelhança entre a concepção do policial de Mazzucchelli e o ator que o caracteriza.

para fazer o download de papéis de parede do Batman e do Coringa.
As imagens que ilustram este texto são posteres e uma cena do filme.
(Continua na próxima bat-postagem)
 
 
 
 

 

O espirito que desanda

No último sábado, dia 19 de abril, foi divulgado o teaser do novo filme de Frank Miller, o aguardado Sin City… ops, desculpe a gafe… o aguardado The Spirit, a genial criação de Will Eisner. Embalado pela canção de Os Intocáveis e com a mesmíssima estética de seu filme anterior, a nova produção dirida por Miller parece não apresentar grandes novidades visuais. Espero que o respeitado criador dos comics não meta os pés pelas mãos. Assista ao trailer-teaser abaixo e clique aqui para baixar papéis de parede do personagem.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. from www.movieweb.com posted with vodpod

Os perigos do Spirit no cinema

Poster do filme The Spirit - Clique para ampliar em alta resoluçãoA Lionsgate lançou nesta semana o site oficial do filme The Spirit, dirigido pelo quadrinista Frank Miller, cuja experiência como diretor de cinema resume-se apenas à co-direção da adaptação para a tela grande da série de quadrinhos Sin City, de sua autoria. Este filme, que já tem programadas duas seqüências, foi dirigido também por Robert Rodriguez e teve ajuda de Quentin Tarantino.

Frank Miller até pode ser considerado um gênio nos quadrinhos. Participou decisivamente na renovação de vários personagens da Marvel e DC, como Demolidor (Daredevil) e Batman. Criou graphic novels excepcionais como 300 e Ronin. Mas… dirigir um filme é algo que exige outro tipo de talento. Principalmente quando falamos de uma adaptação de um dos mais formidáveis personagens dos quadrinhos, o Spirit, criado pelo genial Will Eisner. As aventuras do detetive de Central City têm uma atmosfera que nada tem a ver com os efeitos moderninhos de Sin City no cinema, que são ótimos e funcionaram muito bem na história de Frank Miller. Veja acima o poster do filme, desenhado por Miller (clique nele para ampliá-lo). Pode ser ótimo para quem quer assistir a Sin City. Mas, para apresentar a imortal criação de Eisner é horroroso. The Spirit merece respeito e atenção. Ficaria mais tranqüilo se Peter Jackson, o premiado diretor da trilogia O Senhor dos Anéis e da brilhante nova versão de King Kong, estivesse à frente desse projeto. Mas é Frank Miller. Vamos ver o que acontece.

Para baixar papéis de parede do Spirit, de Will Eisner, clique aqui.

Batman e a violência no Rio

O Cavaleiro das Trevas - Edição DefinitivaHá um site excelente na internet que todo brasileiro deveria conhecer: Deu no Jornal. Ele é mantido pela Transparência Brasil, uma organização independente, criada no ano 2000 por um grupo de indivíduos e organizações não-governamentais comprometidos com o combate à corrupção.

Esse site tem um blog editado por Marcelo Soares (que também deveria ser visitado com freqüência), onde recentemente foi publicado um texto bem interessante que traça um paralelo entre Batman, O Cavaleiro das Trevas – a obra prima de Frank Miller lançada pela primeira vez no Brasil em 87 – e a atual onda de violência que assola cidades com Rio de Janeiro e São Paulo.

O texto noticia o relançamento desse álbum pela Panini Comics, num volume de luxo que a editora chama de “versão definitiva” (tem até capa dura e alguns extras) e reúne tanto a primeira (e espetacular) história que colocou definitivamente Frank Miller entre os monstros sagrados dos quadrinhos, como aquela continuação sem propósito, chamada DK2.

Mas o autor do blog não deixa escapar a oportunidade de falar do terror que a população brasileira vive (ou sobrevive). Leia o trecho abaixo e clique no texto para ler o artigo completo:

“O Batman do Miller dos anos 80 descrê da eficácia dos poderes constituídos, sempre muito preocupados com sua própria perpetuação marqueteira para poder evitar catástrofes. A imprensa – que teoricamente poderia cobrar postura do poder – é, no retrato de Miller, manietada pelo poder e subjugada pela própria superficialidade. Ainda assim, vê no indivíduo determinado a possibilidade de desnudar a farsa e tentar fazer algo, em pequena escala.”

A violência que aterroriza cariocas, paulistas e cidadãos brasileiros, faz refém a democracia e a cidadania, e revela a face cruel de políticos desinteressados em tratar o problema de frente.

Para ler mais sobre a obra genial de Frank Miller, clique aqui. Leia na Wikipedia o verbete sobre Miller.
Baixe papéis de parede do Batman, clicando aqui.