Um sexteto fantástico, eles são verdadeiros ícones da Marvel


Parece incrível mas em 2011, o ano em que o Quarteto Fantástico (Fantastic Four) comemorou seus 50 anos de criação não aconteceu nenhuma grande comemoração ou homenagem. E olha que a revista desses personagens antológicos, lançada com data de capa de novembro de 1961 (abaixo), marcou o início da gloriosa “Era Marvel”, quando seus criadores, o editor Stan Lee e o desenhista Jack Jirby introduziram problemas existenciais no gênero super-heróis. Ambos escreviam as histórias do Quarteto Fantástico, que foi o primeiro grupo de heróis criado para a Marvel e se tornou um divisor de águas nos comics americanos.

Os personagens Reed, Ben, Sue e Johnny ganham poderes extraordinários quando são expostos a misteriosos raios cósmicos durante uma viagem espacial. Ao voltarem à Terra, demoram a se acostumar com seus poderes (principalmente o monstruoso “Coisa“) e enfrentam problemas de despejo, reclamações de vizinhos e diversas dificuldades comuns ao dia-a-dia das pessoas, enquanto têm que enfrentar perigosos vilões! Nem “uniformes” eles vestiam nas duas primeiras edições da revista. Algo totalmente novo e criativo para a época.

Mas, como se não bastasse, Jack Kirby e Stan Lee iriam revolucionar novamente as histórias do grupo cinco anos depois, em 1966, quando seus leitores seriam apresentados a Galactus, o Devorador de Mundos (acima), e seu arauto o Surfista Prateado, este uma criação exclusiva do grande desenhista e roteirista. Foram três histórias, conhecidas como a Trilogia de Galactus, onde o Quarteto Fantástico tem que salvar o planeta de um ser gigantesco e extremamente poderoso. Nesse meio tempo, o Surfista Prateado passa de vilão a herói, ao se voltar contra o poderoso ser que ele servia!

Isso significa que em 2011 também se comemoraram os 45 anos de criação destes dois personagens ícones da Marvel: o Surfista Prateado e Galactus, o Devorador de Mundos!

Acima, a primeira aparição do Surfista Prateado. No quadro abaixo, podemos ver que a decisão de romper com Galactus para preservar a vida na Terra fez do Surfista Prateado um prisioneiro na Terra e, embora ele não tenha se arrependido, o deixou angustiado.

Como sempre acontecia, o Brasil só conheceu esses personagens muito tempo depois. O Quarteto Fantástico só foi lançado por aqui em janeiro de 1970, na revista mensal Estréia!, da Ebal. A trilogia que apresentou Galactus e o Surfista Prateado aos leitores brasileiros chegou também com muito atraso e só foi publicada em 1974, na revista do Homem Aranha (a revista com o Quarteto já havia sido cancelada e as aventuras dos quatro heróis passaram a sair na revista mensal do Cabeça de Teia). Esse atraso causou um fato inusitado: Galactus apareceu primeiro numa história do Thor publicada em sua revista mensal Álbum Gigante lançada em maio de 1970 pela Ebal. Ou seja, os brasileiros conheceram primeiro Galactus e só quatro anos depois tiveram contato com o Surfista.

As imagens em preto e branco foram digitalizadas a partir das histórias que compõe a Trilogia de Galactus publicadas nas revistas da Ebal. Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.
Para baixar dois wallpapers exclusivos do Surfista Prateado desenhado pelo genial Moebius (Jean Giraud), CLIQUE AQUI!

Os Monkees: 45 anos na onda!

The Monkees #1 - Ebal
“Hey! Hey! We’re The Monkees!” A Beatlemania estava no auge e a Jovem Guarda explodia no Brasil. Nos Estados Unidos, o produtor e diretor iniciante Bob Rafelson, que mais tarde seria conhecido por filmes como Cada Um Vive Como Quer (com Jack Nicholson) e o sensual O Destino Bate à sua Porta (de 1981, com Nicholson e Jessica Lange), tem uma grande idéia: lançar uma série de tevê sobre um grupo de rock ‘n’ roll num estilo semelhante ao grande sucesso cinematográfico dos Beatles A Hard Day’s Night, dirigido por Richard Lester e lançado em julho de 1964 (no Brasil recebeu o título de Os Reis do Iê Iê Iê).
Os Monkees
Rafelson se juntou ao produtor Bert Schneider e em 1965 começaram a dar forma ao primeiro projeto de tv da dupla, a sitcom chamada The Monkees! Depois da escolha do elenco e de um bem elaborado plano de marketing que incluíu o estratégico lançamento, em agosto de 1966, do primeiro single do grupo, Last Train to Clarksville (abaixo o clipe), poucas semanas antes da estréia do programa de tv, eis que os Estados Unidos são apresentados aos Monkees em 12 de setembro! O quarteto era formado por Michael Nesmith, Peter Tork, Davy Jones e Micky Dolenz, que era o baterista mas, na verdade, nem sabia tocar o instrumento na época.


O sucesso veio imediatamente! Um long-play dos Monkees foi lançado no mês seguinte e a dupla de produtores ganhou o Prêmio Emmy de Melhor Série de Comédia em 1967. The Monkees tinha o espírito colorido da época, era engraçada, com personagens carismáticos e abusava do non-sense. Assim, nesse mesmo ano ela foi adaptada também para os quadrinhos pela Dell Comics, sendo publicada até 1969. Em janeiro de 1968 a revista Os Monkees chega ao Brasil editada pela Ebal (Editora Brasil-América), de Adolfo Aizen. A capa, reproduzida acima, trazia a chamada “Uma turma pra frente!”. A Jovem Guarda estava na onda.

Porém, nem tudo eram flores e o programa foi cancelado em 1968, depois de três temporadas no ar. Mas o grupo não se desfez imediatamente e continuou tocando e lançando discos até 1971, para a felicidade dos fãs, que até hoje curtem as canções do grupo.

Ah! E lembra daquela música que Burro e a turma do Shrek canta no final do primeiro filme da série? I’m a Believer? Você não acreditou que essa música foi feita especialmente para essa animação, não é? Assista abaixo ao clipe da canção composta por Neil Diamond e gravada pelos Monkees em 1966. Sim… I’m a Believer tem 45 anos! E os Monkees também!

Visite o site The Monkees para conhecer mais essa turma pra frente! E visite nosso blog no Amazon para comprar os dvds da série ou os cds com as músicas dos Monkees.
Clique nas imagens para ampliá-las.

FHAF na Travessa


Confirmado: na próxima quarta-feira, dia 9 de fevereiro, o cultuado desenhista Floriano Hermeto de Almeida estará na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, autografando o Jornal da ABI – A Cronologia dos Quadrinhos 2  que será lançado a partir das 19h30min e conversando com os fãs e desenhistas presentes.

Floriano de Almeida ficou conhecido na década de 1970 quando passou a criar histórias para a revista O Judoka, da Ebal, assinando seus trabalhos como FHAF. Ele produziu apenas cinco aventuras com o herói brasileiro criado na Ebal, mas o nome de Floriano ganhou para sempre um lugar na história dos quadrinhos brasileiros e seu trabalho se tornou menção obrigatória de estudiosos de quadrinhos como Moacy Cirne e Álvaro de Moya, pelo tratamento gráfico que ele dispensava às histórias que criava.

A seqüência da queda e do close no olho que Floriano criou em A Caçada, a primeira aventura de O Judoka que desenhou, é uma das mais publicadas em livros de estudos de quadrinhos (como BUM! A Explosão Criativa dos Quadrinhos, de Moacy Cirne. Editora Vozes)

Mas porque ele nunca mais fez nenhum outro trabalho?

Nessa edição do Jornal da ABI totalmente dedicada aos quadrinhos há uma entrevista com Floriano, onde ele conta porque ele decidiu desenhar para a Ebal, qual foi a história que ele menos gostou, quais os desenhistas que o inspiravam e também responde a essa pergunta.

Na década de 1970 era engenheiro do Metrô do Rio. Como se sabe, para um profissional sobreviver apenas de quadrinhos no Brasil era (e ainda é) muito sacrificante. Ele passava horas e horas desenhando em seu tempo de descanso e lazer. Assim, depois que a revista do personagem foi cancelada, Floriano nunca mais voltou a desenhar quadrinhos. Com apenas cinco trabalhos ele mudou a cara de um personagem. Imagine se no Brasil houvesse um mercado de quadrinhos forte. Floriano de Almeida certamente poderia viver dessa arte! E nos teria dado obras belíssimas.

Para ler o Jornal da ABI – A Cronologia dos Quadrinhos 2, CLIQUE AQUI.
Abaixo, uma página da história Irma La Douce, escrita e desenhada por FHAF.

Tarzan de Joe Kubert


Em 1973 a Ebal publicou o álbum A Origem de Tarzan que compilou as primeiras quatro histórias criadas e desenhadas por Joe Kubert. O trabalho que este genial desenhista realizou com o personagem, foi um verdadeiro marco para as histórias do Homem-Macaco. Agora, em 2010, a Devir traz de volta essas e outras histórias num novo álbum: Tarzan – A Origem do Homem-Macaco e Outras Histórias. Leia mais AQUI.
A imagem acima foi extraída do álbum da Ebal. Ela pode ser ampliada em alta resolução.

O Judoka do Floriano Hermeto

O Judoka #14, por FHAF | CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃOO número 13 da revista O Judoka, da Ebal, lançada em abril de 1970 (ou seja, há 40 anos!), trouxe uma novidade alvissareira nas Notícias em Quadrinhos, seção que era publicada tradicionalmente na segunda página das revistas em quadrinhos da simpática editora. A notícia publicada com destaque era a chegada de um novo desenhista já na edição seguinte! Ele passaria a integrar o elenco de colaboradores que desenvolviam as aventuras do herói brasileiro. Esse desenhista era o Floriano Hermeto de Almeida Filho, que assinava simplesmente como FHAF. Com um traço marcante, cujo estilo lembrava o de grandes mestres como Guido Crepax e Jim Steranko, e histórias que ele fazia questão desenvolver, bem diferentes de tudo o que havia sido publicado até então, O Judoka ganhava novos rumos sempre que Floriano assumia o personagem. Como se pode ver nas imagens que ilustram este texto (e que podem ser ampliadas em alta resolução), FHAF deu uma grande guinada no personagem.
O Judoka #14 - Página 29 | CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Os quadrinhos acima, extraídos da página 29 da história de estréia de Floriano, A Caçada, publicada em O Judoka nº14, de maio de 1970, é uma das mais reproduzidas em diversos livros que tratam de quadrinhos, como alguns escritos por Moacy Cirne. Esta foi a notícia publicada e conta como Floriano chegou à Ebal com seus desenhos:

O número 7 da revista O Judoka apresentou a primeira aventura do Judoka brasileiro, desenhada pelo Eduardo Baron, do nosso quadro de desenhistas. O número seguinte foi desenhado pelo Mário José de Lima, nosso antigo colaborador. E assim foi. Baron desenhou ainda o número 9; do nº 10 até o nº13, os desenhos foram do Mário. Talvez os leitores fiquem intrigados com o fato de o Eduardo não ter desenhado nenhuma história a partir do número 10, mas acontece que ele entrou de férias e estava desenhando um novo álbum para a Ebal, Aprenda as Horas. Por isso, suspendeu os trabalhos da aventura do Judoka intitulada O Robô Assassino. Ela, porém, sairá logo depois da aventura Judoka #24 - Página de abertura | CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃOdesenhada pelo Floriano. Mas, que Floriano é esse? Ah, vocês não sabiam? Bem, vamos contar toda a história, desde o início.

Desde garotinho, Floriano Hermeto de Almeida Filho gostava muito de ler histórias-em-quadrinhos. E foi um dia, já adulto, que resolveu desenhar uma HQ. Como achou boa a idéia de um herói brasileiro, decidiu ilustrar uma história do Judoka. Ele, porém, é engenheiro civil, e todo o seu dia está ocupado – de modo que ele só podia desenhar de noite. Concluída a história veio à Ebal pedindo para falar com nosso Diretor-Geral. E, como sempre é feito, os desenhistas são atendidos e seus trabalhos, examinados. E assim foi. Examinamos os desenhos, e achamos que estavam ótimos; pensamos até que ele fosse profissional. Mas o Floriano falou que era a primeira vez. A história será publicada no número 14 de O Judoka. Ele prometeu trazer mais histórias do Judoka, integrando assim o nosso quadro de desenhistas. Seu estilo é muito influenciado pelo de Guido Crepax, como poderão ver. Damos, aqui, uma amostra de como será a primeira da história.
História O Enigma, de FHAF - Página 20 | CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Para baixar papéis de parede do Judoka, CLIQUE AQUI.
Todas as imagens publicadas nesta postagem podem ser ampliadas em alta resolução.

Cadê o filme do Judoka?

CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO
Se tem um filme que eu (e um monte de gente) gostaria de assistir de novo, esse filme é O Judoka! Você não sabe do que estou falando? Se você não tem bem mais de 40 anos certamente não vai saber mesmo. O Judoka é um filme danado de ruim baseado no personagem de histórias em quadrinhos criado por Pedro Anísio e Eduardo Baron para a Editora Brasil-América, Pedro Aguinaga posa junto ao poster promocional do filme O Judoka - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTOa lendária Ebal. Dirigido por Marcelo Ramos Motta, que nunca havia realizado um filme antes (e nem depois), O Judoka tem em seu elenco nomes como Elizângela (foto abaixo), atriz que na época atuava na novela Cavalo de Aço, da Rede Globo, e Maria Pompeu, veterana atriz que atuou recentemente na novela Ciranda de Pedra e na minissérie Queridos Amigos, ambas também da Rede Globo. Mas, coitado do herói… quem foi escolhido para encarnar o personagem nessa produção de quinta, foi o modelo e, na época, o “homem mais bonito do Brasil” e “o fino que satisfaz”, Pedro Aguinaga (foto ao lado)!!! Imaginem o que acontece, então, nas telas de cinema, quando os fãs viram o rapaz usando uma malha verde e um quimono, tentando “lutar” judô e karatê (foto do alto)!!! Foi uma piada. As cenas de ação são tão toscas que chegam a ser hilariantes. Por isso tudo vale a pena ver de novo esse trash esquecido do cinema nacional. Um dia, quem sabe, alguém consegue fazer uma sessão nostalgia com O Judoka, para delírio dos fãs!

Abaixo reproduzo o texto publicado numa das Notícias em Quadrinhos das revistas da Ebal que fala da aquisição de O Judoka pela Ipanema Filmes. As fotos que ilustram este texto são reproduções de cenas do filme publicadas na mesma seção:
Olha a carinha da Elizângela, ao lado do Pedro Aguinaga e sendo observada pelo Carlos Aquino, o vilão da trama - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTO
A distribuição de O Judoka foi comprada pela Ipanema Filmes, da Atlântida. Para os nossos leitores que não entendem o significado disso, a Ipanema Filmes, subsidiária de Roberto F. Farias Produções Cinematográficas, é a distribuidora com maior número de filmes de sucesso do Brasil: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, Os Paqueras, Roberto Carlos a 300 Km Por Hora, Os Machões
Foram os maiores sucessos do cinema nacional, sem esquecer As Aventuras com Tio Maneco, do impagável Flávio Migliaccio.

Quando a Ipanema Filmes se deu ao trabalho de comprar os direitos da distribuição, provou que acredita em O Judoka e aumentou espetacularmente as chances de sucesso do filme de aventuras, baseado na revista da Ebal. Nossas saudações a esse novo aliado, e nossos votos de que este seja o primeiro passo para muitos sucessos mútuos, no futuro.

Pedro Aguinaga no set ao lado de Geraldo Gonzaga e Ségio Panta - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA FOTOA Universidade Gama Filho está seguindo, com a maior atenção, o progresso de O Judoka em direção às telas brasileiras. É conhecido o interesse do Professor Gama Filho pelo Judô, segundo esporte do Brasil em popularidade, logo depois do futebol. Alunos da Gama Filho têm conquistado prêmios internacionais em campeonatos de Judô. As aulas de Judô, na Gama Filho, são intensivas e de grande apuro técnico. O que vocês não sabem é que aquela universidade ajudou a filmagem de O Judoka, desde o início.

As cenas de escritório do vilão, o desonesto Marco Antunes, foram filmadas no próprio gabinete do Professor Gama Filho, em três noites seguidas de esforços intensivos. As cenas de luta de rua foram filmadas atrás da Universidade, e a Gama Filho cedeu seus cabos de força para a energia necessária aos refletores pesados.

Também o Professor Gama Filho intercedeu com as autoridades do subúrbio carioca de Piedade, para que a equipe de O Judoka tivesse apoio completo durante os cincos dias, ou antes, as cinco noites em que lá trabalhou. Isto apenas vem provar, novamente, o que todos já sabíamos: o espírito jovem e progressista do Professor Gama Filho, e da íntegra Universidade de que ele é a força orientadora.
Com mais cabelo do que o personagem pedia, Eiichi Iwata interpreta o shiran mágico Minamoto, mestre de O Judoka - CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Jonah Hex vai ao cinema

CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Uma das coisas que mais me deixaram apreensivo quando soube que Jonah Hex seria adaptado para o cinema é que o diretor escolhido nunca realizou um filme com pessoas de carne-e-osso sequer… :) O único filme que ele havia dirigido é a animação Horton e o Mundo dos Quem (Dr. Seuss’ Horton Hears a Who) e, cá entre nós (por favor, não espalhem isso em Hollywood), isso é muito pouco num currículo de alguém que pretende dirigir um filme de faroeste com um personagem tão bom quanto este da DC Comics!
Josh Brolin como Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO  Megan Fox é Leila em Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO
Mas, tudo bem… vamos confiar em Jimmy Hayward e torcer para que ele faça o dever de casa direitinho. Algumas fotos da produção já correram a internet. Selecionei duas delas (acima), que podem ser baixadas com melhor resolução e qualidade. Uma aparece o ator Josh Brolin, que tem a responsabilidade de encarnar o pistoleiro, numa cena do filme (as outras duas fotos divulgadas são uma seqüência desta). A outra foto é uma imagem dos bastidores do filme com a atriz e gata Megan Fox (que também agita a franquia cinematográfica Transformers, vocês sabem…) com trajes prá lá de agradáveis (Aliás, circulam rumores que mocinha está sendo cotada para viver a nova Buffy, a caçadora de vampiros).
All-Star Western#10 - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM  Quadrinho da história Bem Vindo ao Paraíso, desenhada por Tony de Zuñiga - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
O pistoleiro Jonah Hex, que tem o rosto desfigurado por uma profunda cicatriz, foi criado pelo escritor John Albano e pelo excelente desenhista filipino Tony de Zuñiga em 1972 para a DC Comics que tentava revitalizar o gênero com um punhado de novos personagens de faroeste (e algumas reprises). Sua estréia aconteceu na revista All-Star Western n°10 (de fevereiro/março), que já publicava as histórias de El Diablo, Renegado (Outlaw), Billy the Kid e Bat Lash.
Jonah Hex#21, Fevereiro de 1979 - desenho na página 20 - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
No Brasil, a estréia do personagem aconteceu na revista Reis do Faroeste em Cores nº9, lançada pela Ebal em Maio-Junho de 1973. Essa revista republicava o material da All-Star Western. Enquanto nos Estados Unidos a revista tinha 52 páginas, a versão brasileira tinha apenas 36 páginas, mas era impresso em papel de melhor qualidade e capa plastificada. A partir do número 12 a revista da DC Comics muda de nome para Weird Western Tales e Jonah Hex passa a ter mais relevância no título, e na edição seguinte o número de páginas cai de 52 para 36. No nº18, de julho/agosto de 1973, o logotipo “Jonah Hex” passa a ter mais destaque na capa, ocupando o lugar do nome da revista (Weird Western Tales diminui de tamanho e fica numa tarja no topo). Finalmente em março/abril de 1977, Jonah Hex passa a ter um título próprio e a Weird Western Tales recebe um novo personagem em suas páginas: Scalphunter (no Brasil: O Escalpador). Jonah Hex seria publicado até agosto de 1985, chegando ao número 92, quando a DC Comics, tomando uma decisão pra lá de imbecil, decide transportar o personagem para um futuro apocalíptico. É claro que essa idéia de jerico não deu certo e essa experiência deve ser totalmente esquecida.
Jonah Hex #19, Dezembro de 1978 - Desenho de Luis Dominguez - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO  Jonah Hex #42 - Nova série - Junho de 2009 - Desenho de Jordi Bernet - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Em 2006 a DC Comics decide relançar o título de Jonah Hex numa nova série de aventuras desenhadas novamente por grandes artistas, como Tony de Zuñiga, Paul Gulacy (desenho abaixo), David Michael Beck, Jordi Bernet e o brasileiro Luke Ross, que ilustrou as primeiras edições da revista.
Paul Gulacy desenha Jonah Hex - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM BOA RESOLUÇÃO
Infelizmente, no Brasil, Jonah Hex não teve ainda um tratamento digno do personagem, apesar de suas cinco primeiras histórias terem sido publicadas pela Ebal num formato adequado nos últimas quatro números da revista Reis do Faroeste em Cores (esta série só durou 12 edições). Logo depois Jonah Hex ganhou um título próprio ainda pela Ebal, mas foi lançado no abominavel “formatinho”, que desvaloriza o trabalho do desenhista. Mas em 2006, a Opera Gráfica fez um lançamento digno de elogios. Foi o boxe Jonah Hex Showcase que republicou as 22 primeiras histórias do personagem em dois livros que somam mais de 500 páginas! Agora a Panini deverá pensar seriamente em lançar a nova série de histórias do pistoleiro, pois o filme está programado para estrear no dia 6 de agosto de 2010.
Página sem as cores - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR ESTA FOTO EM ÓTIMA RESOLUÇÃO
Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas. Esta de cima é uma versão que fiz utilizando apenas o traço preto do desenho que está no topo desta postagem, que é a página de abertura do número 20 da revista Jonah Hex, da DC Comics.
 para baixar papéis de parede de Jonah Hex.

Capitão América: o primeiro vingador

Capitão América e Nick Fury, por Jack Kirby - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA IMAGEM EM ALTA RESOLUÇÃO
A Marvel está programando grandes lançamentos para os filmes Capitão América – O Primeiro Vingador, que está agendado para estrear no dia 6 de maio de 2011 e Os Vingadores, apenas dois meses depois, no dia 15 de julho de 2011. E é bem possível que um filme seja continuação do outro, pois a história do Capitão América será contada a partir de sua origem, durante a Segunda Guerra Mundial. Como se sabe, Steve Rogers tentou se alistar para combater os nazistas mas não conseguiu por causa do seu tipo franzino e da sua saúde precária. Mas ele aceita participar de um experimento secreto do governo para criar super-soldados. Daí, a se tornar o Capitão América foi um pulo.Capitão Z nº21, da Ebal - CLIQUE PARA AMPLIAR ESTA CAPA EM ALTA RESOLUÇÃO

Mas, como o moço aparece nos tempos atuais e encontra os Vingadores? Bom… nos quadrinhos o herói-bandeira sofre um acidente e fica congelado esse tempo todo, até ser descoberto e reanimado pelo grupo de heróis. Ou seja… a história do filme dos Vingadores tem tudo para começar por aí. Tudo vai depender da “criatividade” dos produtores desses filmes.

As imagens que ilustram este texto são desenhos do grande Jack Kirby. O do alto foi publicado na revista Capitão ZHomem de Ferro e Capitão América nº8, publicada pela Ebal em março de 1968. Ao lado, capa da revista Capitão Z – Homem de Ferro e Capitão América nº21, de abril de 1969, também da Ebal, onde aparecem o Capitão e os Vingadores. As imagens pode ser ampliadas em alta resolução. Para isso, clique nelas.

A batalha do século passado

Capa de Super-Homem contra o Homem-Aranha - CLIQUE PARA AMPLIARTodo final de ano a Editora Brasil-América (Ebal) costumava colocar nas bancas seus almanaques anuais com os principais personagens da editora, como Zorro (The Lone Ranger), Tarzan, Batman, Super-Homem, Homem Aranha. Mas no final de 1976, início de 77, as bancas reservaram uma grande surpresa para os leitores de quadrinhos; algo impensável até então: o Almanaque dos Heróis trazia o encontro entre os dois principais personagens das duas maiores editoras de quadrinhos (comics) dos Estados Unidos, a Marvel e a National Periodical, que também era chamada de DC.

Foi uma revolução. Algo que os fãs talvez sonhassem, mas que era improvável acontecer. Como juntar as duas editoras arqui-rivais em um projeto? Impossível! Bom… era impossível até que o grande desenhista Carmine Infantino assumiu a direção da DC Comics. A partir dai, “a realização editorial do ano” – como este lançamento foi definido no texto de apresentação da revista – começou a sair do papel.
Página 56 - Homem-Aranha acerta o Super-Homem - CLIQUE PARA AMPLIARStan Lee e Carmine Infantino - Clique para ampliar
O editorial, publicado na segunda capa, explicava: “Esta é uma das mais espetaculares produções dos quadrinhos de todos os tempos. E tudo levava a crer que não pudesse ser feita. (…) O único e grande obstáculo residia na natural rivalidade das editoras – Marvel e National – que produzem as aventuras dos O Super dá um soquinho no cabeça de teia - CLIQUE AQUI PARA AMPLIARdois mais populares super-heróis. Mas seus chefões, Carmine Infantino, tutor do Homem de Aço, e Stan Lee, pai do Homem Aranha, amigos de longa data, facilitaram tudo.” Os dois “deram uma verdadeira lição de co-existência”. Mais adiante o texto cita uma frase de Stan Lee que resume o trabalho: “Nada é difícil demais quando a gente quer mesmo realizar”.

A publicação foi um trabalho em conjunto, uma soma de esforços dos profissionais das duas editoras. O desenho foi feito por Ross Andru, na época desenhista do Homem-Aranha e a arte-final foi de Dick Giordano, que finalizava as aventuras do Batman. Aliás, em se tratando de desenho, sempre achei a fase do Andru uma das piores do cabeça de teia. A história foi escrita por Gerry Conway. Carmine Infantino fez a criação da capa, preparando o rafe para que Ross Andru e Giordano finalizassem o trabalho.Super-Homem e Homem-Aranha - CLIQUE PARA AMPLIAR

Essa publicação realmente representou “uma nova abertura editorial”. A partir do sucesso dessa experiência, os “crossovers” passaram a ser cada vez mais freqüentes e personagens de outras editoras também passaram a viver experiências semelhantes. Tudo isso porque dois executivos deram o primeiro passo para uma nova era de aventuras.

No Brasil a revista foi publicada numa edição colorida no formato 26,7 x 34,7 cm, com capa plastificada e 100 páginas. Em janeiro de 1999, a revista americana Wizard publicou um desenho de Alex Ross, que recria com todos os detalhes, esta capa clássica (veja aqui o papel de parede que fiz A capa original - CLIQUE PARA AMPLIAR com esse desenho). Segundo o artista, A Batalha do Século – Super-Homem Contra o Homem-Aranha foi “uma experiência da cultura pop inspiradora para minha juventude”. É… foi uma idéia e tanto.

Para fazer o download de mais wallpapers com a arte de Alex Ross, clique aqui. Todas as imagens que ilustram este texto podem ser baixadas numa boa resolução.

O Justiceiro é Vingador?

O Homem Aranha 63 - Ebal - Clique para ampliarHá quase 34 anos, mais precisamente em junho de 1974, a Editora Brasil-América (Ebal) lançava o número 63 da revista O Homem Aranha (capa ao lado). A publicação tinha 68 páginas e trazia uma aventura do cabeça de teia e duas do Quarteto Fantástico (junto com os incríveis Inumanos). Mas, a história do Homem Aranha – O Vingador Ataca Novamente! –, trazia uma grande novidade: apenas quatro meses depois de ter sido publicada nos Estados Unidos, ela apresentava aos leitores brasileiros O Justiceiro (The Punisher), personagem que viria a se tornar um dos principais ícones do universo Marvel.

Mas, o mais interessante nesta revista é descobrir que The Punisher nem sempre foi chamado de “O Justiceiro” no Brasil. Na Ebal ele foi batizado como “O Vingador”. Você pode ver na capa (clique nela para ampliá-la) que a chamada da história é “Ele é diferente! Ele é mortal! Ele é… O VINGADOR!“. Veja no detalhe abaixo uma parte do confronto entre o amigo da vizinhança e o truculento vigilante (clique para ampliar a imagem) que se apresenta como O Vingador.
Detalhe da página 18 da revista O Homem Aranha 63 - CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR

Na aventura, escrita por Gerry Conway e desenhada por Ross Andru, artistas que criaram o anti-herói juntamente com John Romita (o pai), o Homem Aranha tem que enfrentar esse novo personagem, que está sendo enganado por uma figurinha esquisita chamada Chacal. Mas, depois de uma luta razoável, o Aranha não tem dificuldade para nocautear o tal do Vingador (uma mancha na carreira do caveirão). Assim, o aracnídeo tem a oportunidade de mostrar ao vigilante – com certa dificuldade, é claro – o óbvio ululante: ele estava sendo ludibriado pelo vilão orelhudo. É que, na história, o Justiceiro parece ser meio cabeça-de-bagre. Mas, tudo bem. O que se poderia esperar de um cara que tenta resolver tudo na base da violência?

Hoje, o Justiceiro é um psicopata que considera assassinato, seqüestro, extorção, coerção, The Amazing Spider-Man 129tortura e extrema violência, atos aceitáveis na luta contra o crime. Isto é… ele é a versão americana do Capitão Nascimento (de Tropa de Elite).

Um novo filme do Justiceiro está sendo produzido, e promete ser mais “adequado” aos novos tempos, o que significa dizer que vem aí muita violência (clique aqui para ver trailer e fotos do novo filme). Se você quiser fazer o download do trailer do filme anterior do Justiceiro, com John Travolta, clique na opção preferida: QuickTime ou Windows Media. O filme e o ator que interpreta o personagem título são ruins demais. Mas o trailer é legal.

Leia o verbete do personagem na Wikipédia em português. Visite também este site que tem uma galeria de capas da revista The Amazing Spider-Man, incluindo a 129 (mostrada à esquerda), que apresenta The Punisher.

Faça download de papéis de parede do Justiceiro, clicando aqui.

Cinco por Infinitus, de Esteban Maroto

Número 11 - O Gênio do Mal na tormenta - Clique para ampliarNúmero 3 - Medo sideral - Clique para ampliar
Edição Monumental - Cinco Por Infinitus - Clique para ampliarQuando vi esta revista na banca pela primeira vez, ela me chamou atenção não só pelo tamanho (22×30 cm), bem maior que as publicações normais de quadrinhos, mas também pelo tipo de papel em que era impressa, bem mais grosso, e a cor da sua impressão, num tom azul bem escuro. Mas é claro que, somado a esses fatores, vinha o principal: seus desenhos com aquele jeitão moderno, eram diferentes de tudo o que eu estava acostumado a ver até então. Seu autor era Esteban Maroto, um desenhista espanhol que ganhou fama mundial a partir do trabalho desenvolvido com esta série de ficção científica chamada 5xInfinito lançada em 1967 na Espanha. Mas antes que você pense que este nome é uma equação matemática, leia-o da maneira correta: Cinco por Infinito.

A Formação da Equipe - Primeira história - Clique para ampliarA história mostra um misterioso ser extraterreno que seleciona quatro humanos com características distintas para se juntarem a ele em aventuras pelo espaço sideral. Eu falei quatro? É isso mesmo… Infinitus chamou Antares, um professor de astronomia; Alfa, uma psiquiatra; Taurus, um guarda-costas profissional; Argo, um dublê. Mas, Libra, a atriz namorada de Argo, veio de contrapeso e acabou permanecendo no grupo (clique na imagem ao lado para ver a apresentação dos membros da equipe). As histórias misturavam Número 8: O Julgamento da Terra - Clique para ampliaraventura e fantasia e era um terreno propício para a arte psicodélica de Esteban Maroto. Mas também havia crítica social, bem ao jeito dos anos 60 (como nesta outra página à direita).

No Brasil a série recebeu o nome de Cinco Por Infinitus e foi lançada pela lendária Editora Brasil-América em 1971, na revista Edição Monumental. Foi aí que começamos a conhecer melhor Esteban Maroto. A revista teve 19 números, com 24 páginas e uma história por edição, exceto no último número, com duas histórias menores. A curiosidade é que a numeração desta última edição foi 19/20. Nos Estados Unidos, Cinco Por Infinitus ganharia uma versão adaptada por Neal Adams chamada de Zero Patrol.

Esteban Maroto, desenho publicado em 72 - Clique para ampliarO texto a seguir foi publicado na seção Notícias em Quadrinhos da revista Cheyenne (Reis do Faroeste), nº 31, de julho de 1972, da Ebal, e conta um pouco sobre o desenhista:

Grandes Desenhistas HQ – Esteban Maroto

Para os leitores de nossas revistas, o nome de Esteban Maroto é bastante familiar, pois trata-se do desenhista responsável pela série Cinco por Infinitus que a Ebal orgulhosamente vem publicando.

Número 10 - As Células Inteligentes - Clique para ampliarNascido em Madrid, no ano de 1942, Maroto desde os quatorze anos começou a trabalhar profissionalmente no campo das histórias-em-quadrinhos. A dedicação continuada e o amor ao desenho lhe dão condições de criar um estilo próprio que alcançou seu ponto culminante, nos últimos anos, com as séries Cinco por Infinitus, Wolf e Manly, esta última ainda inédita.

Foi escolhido como um dos artistas que representou a Espanha na 1ª Bienal Mundial da Historieta que se realizou em Buenos Aires – e, em maio deste ano, foi eleito pela Academy of Comic-Book Arts (ACBA) como o melhor autor estrangeiro de histórias-em-quadrinhos.

• • •
Na década de 80 a Ebal publicaria álbuns com mais personagens de Maroto. Mas essa é outra história.
Todas os quadrinhos que ilustram este texto podem ser baixados em alta resolução.
Número 6 - O Mundo das Sereias - Clique para ampliarNúmero 18 - O Tabu dos Soberanos - Clique para ampliar
Para saber mais, leia o texto deste blog espanhol, escrito de Madri, sobre o desenhista. Leia o verbete na Wikipédia em inglês e na Comiclopedia.
Em breve voltarei ao assunto e publicarei também wallpapers com desenhos desse artista.

Cheyenne e a terceira série dos Reis do Faroeste

Cheyenne - Clique para ampliar
A revista aí de baixo relançava o tradiconal título Reis do Faroeste, da Editora Brasil-América (Ebal) em sua 3ª série, trazendo duas aventuras de Cheyenne, personagem interpretado na TV por Clint Walker. Eram elas A Oeste do Rio e Na Alça da Mira. A publicação chegava às bancas em janeiro de 1970 e trazia a seguinte Conversa do Diretor, publicada na página 2 da revista, que conta um pouco da trajetória de Reis do Faroeste:

“O primeiro número de Reis do Faroeste surgiu em julho de 1953. Há quase 17 anos. Publicando uma espetacular capa de Buck Jones, um dos reis do faroeste, lavrávamos um Reis do faroeste - Cheyenne 1tento espetacular entre a garotada de todo o Brasil. Foi um sucesso sem precedentes!

Pelo que lembramos, a tiragem, então, foi de quase cem mil exemplares, e a história se intitulava A Estrada do Diabo. Emocionante o enredo! Buck Jones conquistou os seus admiradores, que nos escreveram logo, pedindo mais e mais.

Mas a verdade é que Buck Jones não era o único dos reis do faroeste. Havia outros: Johnny Mack Brown, Bill Elliot, Rex Allen – todos mocinhos do cinema. E foi assim que todos estes apareceram, cada um com sua própria aventura, nos números seguintes de Reis do Faroeste. Somente no 5º número foi que Buck Jones voltou. Desta vez, em A Caravana Perdida. E mais nos números 9, 13, 17, 22, 27, 31, 35, 39, 43, 47, 52, 56 e 74, todos da primeira série.

Além dos heróis que acima citamos, também apareceram, em Reis do Faroeste, aventuras de Wyatt Earp, Matt Dillon e Kit Carson.

Agora, passados quase dezessete anos, voltamos a publicar Reis do Faroeste, depois de um curto espaço de parada em sua circulação. E, desta vez, voltamos com um herói do aí-mocismo que há de fazer delirar a moçada: Cheyenne!

Cheyenne é jovem! Cheyenne é forte! Cheyenne é justo! Cheyenne é simpático! Cheyenne desafia os maus, protege os fracos, expõe-se aos maiores perigos! Vocês hão de gostar de Cheyenne, tornar-se-ão seus amigos!

O aparecimento de Cheyenne no princípio do ano de 1970 é para comemorar o Jubileu de Prata da Editora Brasil-América. Foi justamente em maio de 1945 que iniciamos as nossas atividades. Terminava a Segunda Grande Guerra. Renasciam as esperanças do mundo por uma paz duradoura.

Há vinte e cinco anos, trabalhamos nesta casa, ininterruptamente. Foram centenas de milhões de revistas que daqui saíram. Milhões de álbuns e livros. Uma existência para bem servir aos jovens e às crianças.”

Para baixar um papel de parede de Cheyenne, clique aqui. O desenho que ilustra este texto faz parte da abertura da história Caçada Humana, publicada no número 7 da revista.
Quer assistir um trecho rápido da série de TV? Clique aqui.

Mario Lima, desenhista de O Judoka

O Judoka, número 8O Judoka, número 10 
O texto abaixo foi extraído das Notícias em Quadrinhos da revista Cheyenne (Reis do Faroeste) nº17, de maio de 1971, e refere-se ao desenhista Mario Lima. Originalmente foram publicadas duas fotos para ilustrá-lo, mas uma delas estava com pouca qualidade para ser reproduzida – justamente a do painel com trabalhos do artista. Para compensar, publico acima duas das melhores capas que o desenhista fez para a revista O Judoka, personagem brasileiro desenvolvido por Pedro Anísio e Eduardo Baron para a Editora Brasil-América (Ebal). Clique nas imagens para ampliá-las.

Aramis e Aizen
Quando da realização da Exposição Internacional de Histórias-em-Quadrinhos, realizada em São Paulo, houve, concomitantemente, uma Exposição de Histórias-em-Quadrinhos de Desenhistas Brasileiros, no saguão principal do jornal A Gazeta. Dezenas de jovens paulistas ali expuseram os seus trabalhos, e, entre eles, destacava-se o painel de Mario Lima, nosso desenhista desde mocinho, aqui fazendo histórias-em-quadrinhos dos santos da igreja (para a Série Sagrada), sob as vistas exigentes do bondoso Anibal Moreira. Hoje, Mario Lima está radicado em São Paulo, e é ali que desenha, para a Ebal, as histórias-em-quadrinhos de O Judoka, o herói brasileiro de judô e karatê.

Embora atrasadamente, aqui publicamos – para que fique gravado nos anais das histórias-em-quadrinhos – duas fotos históricas: uma, com o painel de Mario Lima; outra, com a visita que ali fez, para prestigiar os artistas brasileiros, o Diretor da Editora Brasil-América, Sr. Adolfo Aizen, acompanhado do jornalista Aramis Millarch, do Estado do Paraná, de Curitiba, admirador incondicional do nosso trabalho e profundo conhecedor da arte de Alex Raymond.
________________
Se você quiser baixar mais papéis de parede do personagem O Judoka, da Ebal, incluindo imagens com a capa da primeira revista e desenhos de Eduardo Baron e Mário Lima, clique aqui.