Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Naiara-A Filha de Drácula, Nico Rosso, Quadrinhos Brasileiros | Tags: A Teia Diabólica, Editora Taika, João Rosa, Kasuhiko, Príncipe das Trevas, Taika

Este blog ganhou um presente no último dia 21 do leitor Gustavo Machado: ele postou um comentário no texto Vende-se Naiara, de Nico Rosso, onde compatilha com todos os nossos visitantes o seu ótimo trabalho de digitalização da revista Naiara, A Filha de Drácula, número 4, de seu acervo pessoal, cuja a história é A Teia Diabólica.
Publicada pela Editora Taika no final dos anos 60, Naiara foi criada pela tarimbada roteirista Helena Fonseca, que já escrevia as histórias de Drácula para a mesma editora. As duas primeiras edições foram desenhadas por Juarez Odilon, mas o mestre Nico Rosso, que também desenhava as hitórias de Drácula, deu forma definitiva à personagem a partir da terceira edição.

Apesar de ser filha do Príncipe das Trevas, a temível vampira odiava o pai e lutava contra seu domínio. Ao contrário dele, Naiara preferia beber o sangue de suas vítimas numa enorme taça de cristal em um sofisticado ritual erótico (como se pode ver na página abaixo). Aliás, o homem que esnoba a vampira na página publicada acima terá sérios problemas no desenrolar da história…
Digitalizadas em ótima resolução, as 36 páginas da revista podem ser baixadas num arquivo compactado com mais de 18 megabytes disponível neste link que está localizado no site 4shared, de compartilhamento de arquivos. Neste texto publicamos a capa desenhada por Nico Roso e três páginas desenhadas pelo mestre e por seus fieis assistentes João Rosa e Kasuhiko. Essas imagens foram tratadas antes de serem postadas aqui e podem ser baixadas em ótima resolução.

NESTE LINK, o fã de Naiara e de Nico Rosso poderá baixar também um wallpaper para ser usado em seu desktop feito a partir da capa da revista.
Gustavo já colocou à disposição dos leitores outras revistas digitalizadas. Em breve nós daremos o destaque devido a esses outros escaneamentos.
Filed under: animação, Cinema - Filmes, Tintin - Hergé | Tags: Hergé, O Segredo do Licorne, Peter Jackson, poster, Spielberg, The Adventures of Tintin

E não é que todos pensavam que o nome do primeiro filme da trilogia de animação de Spielberg e Peter Jackson baseado no personagem criado por Hergé seria As Aveturas de Tintim: O Segredo do Licorne? Não foi, nem aqui, nem nos Estados Unidos (como se pode ver no cartaz oficial acima).
Esse nome só foi mantido nos países onde Tintim é muito conhecido e cultuado. Ou seja, na maioria dos países da Europa, inclusive Portugal. Os produtores devem ter decidido encurtar o título do filme no Brasil e nos Estados Unidos, mantendo apenas As Aventuras de Tintim (ou The Adventures of Tintin) para facilitar a divulgação por ser um nome mais fácil de memorizar. É que o jovem repórter e aventureiro não é tão popular nesses países como é na Europa.
Mas, no futuro, quem sabe… talvez esta produção seja relançada em alguma tecnologia digital ou mesmo em Blu-Ray, com o seu nome completo: As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne. Não mudaram o nome do filme Os Caçadores da Arca Perdida? Por que não fazer o mesmo com este? ;-)

Quer saber mais sobre Tintim? Visite o blog Mensagens do Hiperespaço onde há, até o momento, um bom artigo sobre o jovem repórter e outro sobre o filme de Spielberg. Em Um Blog! em Quadrinhos você também poderá ler mais sobre o personagem, baixar papéis de parede e fotos em ótima resolução.

As duas fotos e o poster do filme As Aventuras de Tintim podem ser ampliadas em ótima resolução; basta clicar nas imagens.
Filed under: Batman, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Coringa, DC, Desenhistas | Tags: A Vida Após Batman, Bill Finger, Bob Kane, Jerry Siegel, Joe Shuster, Marisa Furtado, National Cartoonist Society, Paulo Serran, Profissão Cartunista, Robin, Sherrill David Robinson

A importância de Jerry Robinson para os quadrinhos vai muito além do fato de ele ter criado o Coringa que se tornou um dos mais importantes e cultuados vilões de todos os tempos. Além de talentoso desenhista de quadrinhos e cartunista, Robinson também foi um ativista político e ferrenho defensor dos direitos dos desenhistas e dos artistas da área dos quadrinhos. Em 1967, ele foi eleito presidente da National Cartoonist Society. Mais tarde ajudou a fundar o Sindicato de Cartunistas e Escritores dos Estados Unidos. Foi Jerry que começou uma intensa campanha para resgatar os direitos dos criadores do Super-Homem, Jerry Siegel e Joe Shuster, pois quando os dois criaram o personagem foram obrigados a assinar um contrato cedendo os direitos para a editora que publicava a revista do Homem de Aço.

Jerry Robinson tinha apenas 17 anos e estava estudando jornalismo quando conheceu Bob Kane – o criador de Batman – e este o convidou para trabalhar em seu estúdio. Lá, o rapaz conheceu Bill Finger, do qual se tornou pupilo, e iniciou sua carreira nos quadrinhos como letrista e arte-finalista. Mas logo ele estaria envolvido na criação do jovem parceiro do Homem-Morcego, cujo nome Jerry sugeriu: Robin. Como se não bastasse, pouco tempo depois Jerry Robinson criou também o Coringa, o arqui-inimigo do Batman!

Robinson se tornou um dos principais desenhistas de Batman. Mas ele também desenhou outros personagens, como Vigilante e Besouro Verde. Nos anos 50, paralelamente ao trabalho como desenhista, Robinson se tornou professor do School of Visual Arts.

No ano de 2000, Jerry Robinson esteve no Brasil para o lançamento do documentário Jerry Robinson, A Vida Após Batman, dirigido por Marisa Furtado e Paulo Serran, que compõe a série Profissão Cartunista. Durante sua estada no Brasil, ele deu ao seu amigo Álvaro de Moya, o simpático desenho autografado reproduzido no alto desta postagem.
Jerry faleceu em 7 de dezembro de 2011, 25 dias antes de completar 90 anos. Sherrill David Robinson nasceu no dia 1° de janeiro de 1922.
Os quadrinhos do Batman que ilustram este texto foram arte-finalizadas por Jerry. Qualquer imagem pode ser ampliada em ótima resolução. Basta clicar nelas.
Filed under: animação, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Tintin - Hergé | Tags: bande dessinée, Capitão Haddock, Georges Remi, Hergé, Peter Jackson, Steven Spielberg

Enfim, estréia no dia 20 de janeiro nos cinemas do Brasil a esperada animação As Aventuras de Tintim, de Steven Spielberg. Como já escrevi aqui, o filme é uma adaptação de três álbuns do personagem: O Caranguejo das Pinças de Ouro, onde Tintin conhece seu amigo, o Capitão Haddock; O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível. Criado em 1929 pelo desenhista belga Georges Remi, mais conhecido como Hergé, Tintin (Tintim, no Brasil) é um jovem repórter que se aventura pelo mundo em busca de histórias fantásticas e é um dos persanagens europeus mais admirados no mundo. Por isso, havia uma grande espectativa dos fãs com relação a esta produção. Mas, a união de Spielberg e Peter Jackson é garantia de qualidade quando se fala de cinema; e também de respeito pela obra de Hergé. A belíssima imagem que ilustra este texto dá uma idéia do cuidado e do carinho que os produtores tiveram na adaptação que realizaram. Se estivesse vivo – Hergé faria 105 anos em maio –, o desenhista teria orgulho do resultado.
Aproveite para visitar também o hot-site do filme As Aventuras de Tintim.
Filed under: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Marvel, Os Vingadores/Avengers, Thor | Tags: Black Widow, Captain America, Chris Evans, Chris Hemsworth, Hawkeye, Hulk, Iron Man, Jeremy Renner, Joss Whedon, Natasha Romanoff, Thanos, The Avengers

Olhando para essa cena aí de cima, até dá para entender porque o Calendário Maia prevê que o fim do mundo irá acontecer em 2012. Loki, Thanos, alienígenas a rodo, Caveira Vermelha… são muitos vilões ameaçando a humanidade e muitos heróis juntos tentando salvá-la. Thor, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Hawkeye, Viúva-Negra brigam entre si para depois fazerem as pazes como bons mocinhos que são. Mas o mundo dos super-heróis não será mais o mesmo depois de 2012! Os Vingadores (The Avengers) chega aos cinemas no final de abril. É o grande lançamento da Marvel neste ano.
A foto acima, de Zade Rosenthal, pode ser ampliada em ótima resolução. Nela aparecem Thor (Chris Hemsworth) e Capitão América (Chris Evans). Para ver mais fotos deste filme, clique aqui e aqui.
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Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Ebal, Jack Kirby, Marvel, Quarteto Fantástico/Fantastic Four, Surfista Prateado/Silver surfer | Tags: Ben Grimm, Galactus, Human Torch, Invisible Woman, Jean Giraud, Johnny Storm, Mr. Fantastic, Reed Richards, Silver Surfer, Stan Lee, Sue Storm, The Thing, Trilogia de Galactus

Parece incrível mas em 2011, o ano em que o Quarteto Fantástico (Fantastic Four) comemorou seus 50 anos de criação não aconteceu nenhuma grande comemoração ou homenagem. E olha que a revista desses personagens antológicos, lançada com data de capa de novembro de 1961 (abaixo), marcou o início da gloriosa “Era Marvel”, quando seus criadores, o editor Stan Lee e o desenhista Jack Jirby introduziram problemas existenciais no gênero super-heróis. Ambos escreviam as histórias do Quarteto Fantástico, que foi o primeiro grupo de heróis criado para a Marvel e se tornou um divisor de águas nos comics americanos.

Os personagens Reed, Ben, Sue e Johnny ganham poderes extraordinários quando são expostos a misteriosos raios cósmicos durante uma viagem espacial. Ao voltarem à Terra, demoram a se acostumar com seus poderes (principalmente o monstruoso “Coisa“) e enfrentam problemas de despejo, reclamações de vizinhos e diversas dificuldades comuns ao dia-a-dia das pessoas, enquanto têm que enfrentar perigosos vilões! Nem “uniformes” eles vestiam nas duas primeiras edições da revista. Algo totalmente novo e criativo para a época.

Mas, como se não bastasse, Jack Kirby e Stan Lee iriam revolucionar novamente as histórias do grupo cinco anos depois, em 1966, quando seus leitores seriam apresentados a Galactus, o Devorador de Mundos (acima), e seu arauto o Surfista Prateado, este uma criação exclusiva do grande desenhista e roteirista. Foram três histórias, conhecidas como a Trilogia de Galactus, onde o Quarteto Fantástico tem que salvar o planeta de um ser gigantesco e extremamente poderoso. Nesse meio tempo, o Surfista Prateado passa de vilão a herói, ao se voltar contra o poderoso ser que ele servia!

Isso significa que em 2011 também se comemoraram os 45 anos de criação destes dois personagens ícones da Marvel: o Surfista Prateado e Galactus, o Devorador de Mundos!

Acima, a primeira aparição do Surfista Prateado. No quadro abaixo, podemos ver que a decisão de romper com Galactus para preservar a vida na Terra fez do Surfista Prateado um prisioneiro na Terra e, embora ele não tenha se arrependido, o deixou angustiado.

Como sempre acontecia, o Brasil só conheceu esses personagens muito tempo depois. O Quarteto Fantástico só foi lançado por aqui em janeiro de 1970, na revista mensal Estréia!, da Ebal. A trilogia que apresentou Galactus e o Surfista Prateado aos leitores brasileiros chegou também com muito atraso e só foi publicada em 1974, na revista do Homem Aranha (a revista com o Quarteto já havia sido cancelada e as aventuras dos quatro heróis passaram a sair na revista mensal do Cabeça de Teia). Esse atraso causou um fato inusitado: Galactus apareceu primeiro numa história do Thor publicada em sua revista mensal Álbum Gigante lançada em maio de 1970 pela Ebal. Ou seja, os brasileiros conheceram primeiro Galactus e só quatro anos depois tiveram contato com o Surfista.

As imagens em preto e branco foram digitalizadas a partir das histórias que compõe a Trilogia de Galactus publicadas nas revistas da Ebal. Todas as imagens que ilustram este texto podem ser ampliadas em ótima resolução.
Para baixar dois wallpapers exclusivos do Surfista Prateado desenhado pelo genial Moebius (Jean Giraud), CLIQUE AQUI!
Filed under: Comics - Quadrinhos, Dick Tracy | Tags: Amazon, Blowtop, Chester Gould, Complete Chester Gould's Dick Tracy, Dr. Plain, Flattop Jones, T.V. Wiggles

Dick Tracy é um personagem notável criado há 80 anos por Chester Gould. Uma das características dessa série em quadrinhos são os inimigos muito esquisitos criados por Gould para importunar o detetive do chapéu amarelo. Os vilões eram quase sempre desenhados com deformações que representavam o estigma do mal. Além disso o desenhista e roteirista procurava retratar a violência da época em suas histórias, com gangsters perigosos cometendo os mais diversos crimes e Tracy utilizando de todos os recursos de inteligência para capturá-los, normalmente em intensas perseguições. Gould procurou manter-se sempre atualizado com as mais modernas técnicas de combate ao crime para utilizar em suas histórias. Mesmo assim, foi além de seu tempo, dando ao detetive gadgets que ainda não existiam, como um relógio de pulso que era um rádio comunicador!

O bandido mais famoso da galeria de criminosos criada por Chester Gould é Flattop Jones, um assassino profissional freelancer contratado pelo submundo do crime para matar Tracy. E quase consegue. Mas sua ganância o trai no último momento. Flattop é o cabeção que aparece na tira abaixo. Para ver os três quadrinhos que compõe essa tira, clique nela para ampliá-la. Repare que o texto está em italiano. É que essa tira foi digitalizada da revista AlterLinus 5, publicada em 1975.

Uma dica muito boa para quem gosta do personagem e de quadrinhos clássicos, é a coleção de livros The Complete Chester Gould’s Dick Tracy, que vem sendo publicada nos Estados Unidos desde novembro de 2006 pela IDW Publishing e resgata todas as tiras do personagem. No site da Amazon você pode adquirir com total segurança os livros já lançados, exceto o primeiro. A coleção já conta com 12 volumes e o 13° livro já está disponível em sistema de pré-venda. A IDW promete lançá-lo em 29 de maio de 2012. Nesse livro Dick Tracy enfrenta Blowtop, T.V. Wiggles, Dr. Plain e outras ameaças que foram publicadas originalmente entre 26 de março de 1950 e 15 de setembro de 1951.
Para ler mais sobre Dick Tracy visite o site The Chester Gould Dick Tracy Museum. Para baixar papéis de parede com o personagem, CLIQUE AQUI. Você também pode visitar o site International Hero para ler (em inglês) uma ficha completa do detetive.
Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Mafalda, Quino | Tags: Argentina, Fontanarrosa, humor gráfico, Quino

Reparei que muita gente está chegando a este blog procurando por informações e imagens da Mafalda através dos mecanismos de busca na internet. Por isso vou direto ao assunto e compartilho com os visitantes de Um Blog no Planeta Mongo estes cinco desenhos da personagem criada em 1964 pelo grande desenhista argentino Quino. Para ampliá-los em ótima resolução, basta clicar em cada desenho. Caso você queira ler algumas tiras da Mafalda, clique no link de seu nome, acima.

Aproveite para ler esta entrevista realizada pelo jornalista Ariel Palácios com dois gigantes do humor gráfico argentino: Quino e Fontanarrosa. Você também pode clicar AQUI para ler mais sobre Quino.



Filed under: animação, Cinema - Filmes, Muppets | Tags: Caco, Caco o sapo, Jim Henson, Kermit, Pooh, Tinker Bell

Pois é… Aconteceu de novo! Depois do meigo Ursinho Puff, da espevitada Sininho, e de tantos outros exemplos, chegou a vez do divertido Caco, o Sapo, principal personagem dos Muppets, mudar de nome! O simpático boneco de pano verde criado pelo lendário Jim Henson e que divertiu uma geração inteira de crianças acostumadas a ouvir e falar esse nome rimático, está sendo apresentado nos cinemas brasileiros à uma nova geração de meninos e meninas com o seu nome original: Kermit!… Kermit the Frog!

Kermit o sapo? Um nome um tanto quanto cacofônico para o Brasil! Mas não se espante! Como já escrevi aqui, a mudança dos nomes de personagens tão conhecidos faz parte de uma estratégia do marketing globalizado das corporações para diminuir custos e padronizar campanhas em todo o mundo. Caco, o Sapo, deixa de ser personagem para se transformar num produto chamado Kermit, que pode ser vendido das mais diversas formas e nos mais diversos objetos. Não importa que Kermit seja um nome completamente estranho à língua do país. O que vale é o que ele pode render a partir de agora. Esse sapo pode valer ouro… e ele nem precisa se transformar num príncipe!
No vídeo acima, Caco, o Sapo, o Kermit, tem participação especial nesse antigo musical ba-da-ba-dá dos Muppets. Divirta-se!
Para baixar papéis de parede de Caco, o Sapo e outros Muppets, clique aqui.
Clique nas duas imagens que ilustram este texto para ampliá-las em ótima resolução.
Filed under: Charlton Heston, Cinema - Filmes, Cinema - Gente, Planeta dos Macacos/ Planet of the Apes | Tags: Amanda Silver, Charlton Heston, Franklin J. Schaffner, Freida Pinto, James Whitmore, Kim Hunter, Linda Harrison, Maurice Evans, Michael Wilson, Pierre Boulle, Ponte estaiada Octavio Frias, Rick Jaffa, Rise of the Planet of the Apes, Rod Serling, Roddy McDowall, Rupert Wyatt

Sempre desconfio quando Hollywood anuncia uma seqüência de um filme que fez muito sucesso. Se a produção não foi pensada para ter uma seqüência, muitas vezes isso significa um desastre. Várias dessas ”continuações” só existem porque os produtores utilizam a força e a popularidade da produção original para criar novos filmes (normalmente muito piores do que o primeiro) e centenas de produtos paralelos que ampliam o lucro de maneira exponencial. É o que chamamos hoje em dia de “franquia”.
Um caso típico foi o que Hollywood fez com o clássico O Planeta dos Macacos, de Franklin J. Schaffner, com Charlton Heston, Roddy McDowall, Kim Hunter (esse trio aparece na foto de cima, não necessariamente nessa ordem), Maurice Evans, James Whitmore e Linda Harrison, modelo que se tornou um ícone de sensualidade da época, mesmo sem dizer uma única palavra no filme (e nem precisava falar, cá entre nós). Com roteiro genial de Michael Wilson e Rod Serling baseado no livro de Pierre Boulle, sempre achei que esse era um filme com uma história que não precisava de uma “continuação”. É uma história fechada, bem acabada.

Mas (e sempre existe um “mas”) Hollywwod via “cifrões” no lugar de “cinema” e resolveram criar uma continuação. E depois, viram que a coisa deu certo (para as contas bancárias, claro) e, por incrível que pareça, fizeram outra, e mais outra e depois outra, e por aí foi. Criaram até uma série de televisão e desenhos animados (além de todos os produtos paralelos possíveis). Todas, absolutamente todas as continuações do filme de 1968 são abomináveis. Nada se salva! Na minha opinião, essa “franquia” simplesmente não existiu. Inclusive aquela ”releitura” que Tim Burton dirigiu em 2001; outra bomba que só confirma que esse diretor não é tão genial como muitos fazem questão de afirmar.
Por isso, quando soube que estavam produzindo Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes) e o protagonista seria o insosso James Franco pensei “notícia ruim nunca vem sozinha”. Imaginei que esta seria mais uma produção a se aproveitar do prestígio do filme de Schaffner. Ledo engano! Para felicidade geral da nação, o filme de Rupert Wyatt que está sendo lançado em blu-ray/dvd, é brilhante. Muito inteligente, o roteiro de Rick Jaffa e Amanda Silver tem um conteúdo sociológico e antropológico admirável, respeita o clássico estrelado por Charlton Heston além de fazer diversas referências ao Planeta dos Macacos original. Nem James Franco e nem a modelo Freida Pinto estragam o filme. Nem os efeitos especiais, que são usados apenas como uma ferramenta para dar credibilidade à história, pois o roteiro se sustenta sozinho e prende a atenção de quem assiste essa produção bastante original. Sim, porque de uns tempos pra cá há cada vez mais filmes com roteiros inconsistentes que precisam lançar mão de um turbilhão de efeitos especiais para anestesiar o público-pipoca.
Nem tudo é perfeito, claro. O orangotango criado no circo que consegue interagir com César é um artifício que os roteiristas usaram para resolver um probleminha na história e essa solução ficou forçada. Mas uma ou outra pequena falha não consegue estragar o prazer de assistir a esse filme e certamente vale a pena tê-lo em sua filmoteca, ao lado de, é claro, O Planeta dos Macacos, de 1968. Agora sim, sabemos como tudo começou!

Como peça promocional, a Fox distribuiu a imagem acima, de um poster-teaser do filme num cenário um pouco diferente. Sim, atrás de César aparece a Ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, que já se tornou um dos cartões postais da Cidade de São Paulo.
Para ampliar qualquer imagem em boa resolução, é só clicar nelas.
Filed under: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Comics - Quadrinhos, Homem de Ferro/Iron Man, Marvel, Os Vingadores/Avengers, Viúva-Negra/Natasha Romanoff | Tags: Black Widow, Captain America, Chris Evans, Iron Man, Robert Downey Jr, Scarlett Johansson, Zade Rosenthal

Essa é rápida e rasteira: aqui estão três fotos do filme dos Vingadores, da Marvel, que já circulam pela internet há algum tempo (mas aqui as fotos estão mais bonitas… pode comparar com os outros sites). Acima, a explosiva Scarlett Johansson vestida para matar como a Viúva Negra (Black Widow). Não que o marido dela tenha morrido. O codinome dela vem de uma espécie de aranha. Mas… isso não interessa agora. Abaixo, um papinho não muito descontraído de Chris Evans (Capitão América) com Robert Downey Jr. (O Homem de Ferro).

A última foto mostra Steve Rogers (Chris Evans) diante de seu destino!

Todas as fotos são de Zade Rosenthal. E podem ser ampliadas em ótima resolução. Clique nelas!
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Filed under: Comics - Quadrinhos, Desenhistas, Drácula, Gene Colan, Marvel | Tags: Drácula, Gene Colan, Príncipe das Trevas, The Tomb of Dracula

Há uma série da Marvel que nunca foi bem tratada pelas editoras do Brasil. Seu nome é The Tomb of Dracula. Nela, as histórias do Príncipe das Trevas alcançam um altíssimo nível de qualidade, com roteiros bem elaborados e desenhos primorosos. O grande Gene Colan foi um dos principais artistas da revista e seu Drácula parece se mexer através dos quadrinhos! A página acima, ilustrada por ele, foi digitalizada da revista The Tomb of Dracula #62. Nenhuma editora se habilita a lançar A Tumba de Drácula em livros especiais?
Filed under: Capitão América/Captain America, Cinema - Filmes, Homem de Ferro/Iron Man, Hulk, Marvel, Os Vingadores/Avengers, Thor, Viúva-Negra/Natasha Romanoff | Tags: Andy Park, Black Widow, Charlie Wen, Gavião Arqueiro, Hawkeye, Ryan Meinerding, Shield, Viúva-Negra

Já faz algum tempo que a Marvel divulgou uma arte conceitual com todos os super-heróis do filme dos Vingadores que será lançado em maio do próximo ano. A pintura foi feita em sete partes por três desenhistas, cada uma representando um personagem. Mas essas partes podem ser “coladas” e elas se transformam num belo painel, como você pode ver abaixo. Mas pouca gente teve acesso a essa imagem num tamanho grande. Não é o caso de quem visita este Blog no Planeta Mongo. Clique na Viuva Negra, acima, ou então na arte abaixo para ver (e baixar) essa belíssima pintura dos Vingadores em ótima resolução!

Os desenhos foram pintados separadamente por Ryan Meinerding (Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América), Charlie Wen (Hulk, Thor e Gavião Arqueiro) e Andy Park (a turma da Shield). A Marvel está criando grandes espectativas em torno desse blockbuster. Os filmes dos personagens separados foram muito bons. Vamos ver como eles se saem juntos.

Clique no desenho abaixo, com o Thor e o Gavião Arqueiro (Hawkeye) para baixar esse detalhe do quadro.

Filed under: Comics - Quadrinhos, Ebal, Televisão, The Monkees | Tags: A Hard Day's Night, Bert Schneider, Bob Rafelson, Davy Jones, Dell Comics, I'm a Believer, Iê Iê Iê, Jovem Guarda, Last Train to Clarksville, Michael Nesmith, Micky Dolenz, Neil Diamond, Os Reis do Iê Iê Iê, Peter Tork, rock 'n' roll

“Hey! Hey! We’re The Monkees!” A Beatlemania estava no auge e a Jovem Guarda explodia no Brasil. Nos Estados Unidos, o produtor e diretor iniciante Bob Rafelson, que mais tarde seria conhecido por filmes como Cada Um Vive Como Quer (com Jack Nicholson) e o sensual O Destino Bate à sua Porta (de 1981, com Nicholson e Jessica Lange), tem uma grande idéia: lançar uma série de tevê sobre um grupo de rock ‘n’ roll num estilo semelhante ao grande sucesso cinematográfico dos Beatles A Hard Day’s Night, dirigido por Richard Lester e lançado em julho de 1964 (no Brasil recebeu o título de Os Reis do Iê Iê Iê).

Rafelson se juntou ao produtor Bert Schneider e em 1965 começaram a dar forma ao primeiro projeto de tv da dupla, a sitcom chamada The Monkees! Depois da escolha do elenco e de um bem elaborado plano de marketing que incluíu o estratégico lançamento, em agosto de 1966, do primeiro single do grupo, Last Train to Clarksville (abaixo o clipe), poucas semanas antes da estréia do programa de tv, eis que os Estados Unidos são apresentados aos Monkees em 12 de setembro! O quarteto era formado por Michael Nesmith, Peter Tork, Davy Jones e Micky Dolenz, que era o baterista mas, na verdade, nem sabia tocar o instrumento na época.
O sucesso veio imediatamente! Um long-play dos Monkees foi lançado no mês seguinte e a dupla de produtores ganhou o Prêmio Emmy de Melhor Série de Comédia em 1967. The Monkees tinha o espírito colorido da época, era engraçada, com personagens carismáticos e abusava do non-sense. Assim, nesse mesmo ano ela foi adaptada também para os quadrinhos pela Dell Comics, sendo publicada até 1969. Em janeiro de 1968 a revista Os Monkees chega ao Brasil editada pela Ebal (Editora Brasil-América), de Adolfo Aizen. A capa, reproduzida acima, trazia a chamada “Uma turma pra frente!”. A Jovem Guarda estava na onda.

Porém, nem tudo eram flores e o programa foi cancelado em 1968, depois de três temporadas no ar. Mas o grupo não se desfez imediatamente e continuou tocando e lançando discos até 1971, para a felicidade dos fãs, que até hoje curtem as canções do grupo.
Ah! E lembra daquela música que Burro e a turma do Shrek canta no final do primeiro filme da série? I’m a Believer? Você não acreditou que essa música foi feita especialmente para essa animação, não é? Assista abaixo ao clipe da canção composta por Neil Diamond e gravada pelos Monkees em 1966. Sim… I’m a Believer tem 45 anos! E os Monkees também!
Visite o site The Monkees para conhecer mais essa turma pra frente! E visite nosso blog no Amazon para comprar os dvds da série ou os cds com as músicas dos Monkees.
Clique nas imagens para ampliá-las.














